A moda pegou: Portugal disputa hoje mais duas finais
Joana Vasconcelos e Beatriz Gomes durante a semi-final
João Relvas/Lusa
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Os dias de Portugal mudaram drasticamente na última parte dos Jogos Olímpicos e a moda parece ter mesmo pegado: de manhã há finais para todos os gostos. Sempre com a participação nacional, sempre com a esperança de haver mais heróis ou heroínas capazes de seguir o sucesso de Fernando Pimenta e Emanuel Silva. É difícil mas a palavra impossível parece ter sido abolida depois da conquista da prata no K2 1000m.
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As aventuras portuguesas começam cedo (10h35), com a dupla Joana Vasconcelos-Beatriz Gomes a disputar a final de K2 500m depois de ter contribuído para um histórico 6.º lugar no K4 500m (segundo melhor resultado de sempre da modalidade nas Olimpíadas, igualando a posição de José Garcia em Barcelona, 1992). Desta vez, é certo que o tempo de apuramento para a corrida decisiva (sétimo em oito equipas) não foi o melhor mas, como já se viu este ano, pode-se sempre esperar tudo da canoagem nacional.
Antes (10h08), Teresa Portela faz a final B do K1 500m, tentanto obter uma posição no top-10.
De Eton Dorney para Greenwick Park, Gonçalo Carvalho terá o momento decisivo de entrega de medalhas no concurso de ensino individual (12h30). A concorrência é experiente e de peso, a marca de entrada não é a melhor entre os 18 aspirantes (13.ª) mas, na verdade, qualquer que seja o resultado final será sempre bom: o cavaleiro partiu para Londres com o objetivo de chegar aos 70% mas, no apuramento para a final, atingiu já os 74,222%. E sem pressão... acontece o melhor.
Na vela, em Weymouth, Álvaro Marinho e Miguel Nunes têm a Medal Race da classe 470 mas, sem hipóteses de chegarem às medalhas, tentam garantir a melhor posição entre os oito primeiros, o que vale já diploma.
Noite de relâmpagos e trovões
A final dos 200 metros masculinos (20h55) está a atrair todas as atenções do dia. Até porque o campeão olímpico e detentor do recorde mundial, Usain Bolt, ainda não fez melhor do que o compatriota Yohan Blake este ano (19,80s para 19,83s). Estará a guardar-se para Londres? Logo veremos. E a corrida ainda tem Spearmon (EUA), Martina (Holanda) e Lemaitre (França).
Antes (20h), também a prova decisiva dos 800 metros pode trazer algo que tem faltado a nível de atletismo - recordes do mundo. Dizem os atletas e os especialistas que as condições climatéricas da capital inglesa não ajudam a atingir esse patamar, mas o queniano David Rudisha já mostrou que está muito perto de bater um máximo que já lhe pertence.
Por fim, nota ainda para a curiosa final de futebol feminino (19h45) entre os EUA (três vezes campeãs olímpicas e duas mundiais) e o Japão, que ganhou o último Campeonato do Mundo em 2011 contra as... americanas.


João Relvas/Lusa
Gonçalo Carvalho entre os melhores na final de ensino individual
