17/05/2012 atualizado às 0:47
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A "mão invisível" a funcionar nos EUA

A "Mão invisível" foi um termo introduzido no século XVIII por Adam Smith em "A Riqueza das Nações", para descrever como uma economia de mercado livre é eficiente e encontra naturalmente equilíbrios sem necessidade de intervenção ou regulamentação. Este termo tornou-se também o lema do capitalismo e a bandeira norte-americana para sustentar o "sonho americano".

ActivoBank
11:18 Terça feira, 7 de fevereiro de 2012

Economias liberais como a norte-americana são conhecidas pela sua flexibilidade e capacidade de se ajustar à conjuntura macroeconómica com facilidade, permitindo por um lado, em períodos de recessão uma rápida redução da capacidade produtiva, em especial devido a leis laborais suaves, e por outro lado também favorecendo a saída de recessões ao permitirem às empresas aumentar a sua capacidade produtiva sem o ónus de ter que garantir o posto de um trabalhador para sempre. De resto, a história económica tem provado ao longo do tempo que as economias mais liberais são por norma as mais céleres a abandonar crises.

Agora, em 2012, a economia norte-americana deverá escapar à recessão, contrariamente ao "velho continente", que parece destinado a viver tempos difíceis. A "mão invisível" resolve?

"Mão invisível" ou "Mão invi$ível"?


Desde 2008 que a Reserva Federal norte-americana, através de uma política monetária designada por quantitative easing tem injetado dinheiro na economia, através da compra em mercado de ativos financeiros, primeiro, em 2008, comprando Mortgage Backed Securities (os denominados ativos tóxicos), mais tarde, em 2010, comprando massivamente títulos do Tesouro norte-americano, garantindo desta forma a manutenção de taxas de juro de mercado baixas, e consequentemente, uma maior folga orçamental para as famílias norte-americanas.

Adicionalmente, em dezembro de 2010, foi aprovado no congresso norte-americano um pacote orçamental no sentido de manter os cortes fiscais introduzidos por George W. Bush, bem como adicionar novos benefícios fiscais, no valor total de 858 mil milhões de dólares.

Esta intervenção, pouco condizente com o liberalismo apregoado do outro lado do Atlântico, tem-se verificado para já eficaz para combater uma crise financeira que só encontra precedência na grande depressão de 1929. Uma manobra arriscada, potencialmente geradora de pressões inflacionistas, para já pouco relevantes e com impacto reduzido na robustez da sua moeda, o dólar americano.

Os resultados desta estratégia na economia


1. Desemprego: 8,5%, a taxa mais baixa desde Março de 2009

Em dezembro de 2011 foram criados 200 mil postos de emprego, o sexto mês consecutivo em que a economia norte-americana gerou mais de 100 mil postos de emprego, e 1,6 milhões no ano de 2011.

2. Produção industrial: Purchasing Managers Índex (PMI) em alta, indicando uma expansão do sector pelo vigésimo nono mês consecutivo

Em dezembro o PMI foi de 53,9, mais 1,2 pontos do que em novembro, sustentado por novas encomendas e preços das matérias primas em queda nos últimos três meses do ano de 2011. O crescimento anualizado do PIB norte-americano no último trimestre do ano deverá rondar os 2,5%.

3. Exportações: apenas 14% das exportações norte-americanas têm por destino a zona Euro

Se é verdade que as exportações para países da zona euro têm descido (em 2011, menos 7% para a Alemanha e menos 8,8% para a França), estas têm sido compensadas pelo aumento de exportações para a Ásia e Canadá.

4. Imobiliário: número de casas em construção acima das 700 mil em dezembro

Desde a falência do Lehman Brothers em setembro de 2008 que não existiam tantas casas em construção nos Estados Unidos, e em fevereiro de 2011, este número era de apenas 534 mil. De acordo com a National Association of Home Builders (NAHB), também as vendas de novas habitações deverão crescer 18% em 2012, no entanto, o ano de 2011 foi o pior ano de vendas de novas habitações nos últimos cinquenta anos.

5. Inflação: Consumer Price Índex de 3% em dezembro de 2011

Entre 1914 e 2010, a taxa de inflação média nos Estados Unidos foi 3,38%, pelo que os 3% registados em dezembro de 2011, em queda nos últimos meses, indiciam uma inflação controlada.

6. Dívida Pública: a maior em todo o mundo, perto de 100% do PIB

No último trimestre de 2011 a dívida pública norte-americana superou os 15 biliões de dólares, mais 51% do que o nível de endividamento norte-americano registado em 1988. Em 2011, só em juros, o valor pago ascendeu a 454 mil milhões de dólares (quase o dobro do PIB gerado em Portugal durante 2010).

O impacto no mercado acionista norte-americano


Desde o discurso de Ben Bernanke em Jackson Hole a 27 de Agosto de 2010, no qual deixou antever uma segunda vaga de quantitative easing (QE2), o mercado acionista norte-americano registou uma outperformance face ao resto do mundo de 25 pontos percentuais em menos de dois anos.


Fonte: MSCI
Fonte: MSCI

Em conclusão...


2012 será também marcado nos Estados Unidos por eleições presidenciais, um estimulo adicional para que a atual administração enfoque os seus esforços em garantir um ano de crescimento económico (desde 1833, os últimos dois anos de mandato presidencial registam ganhos acumulados do índice Dow Jones de 743%, contra apenas 228% nos dois primeiros anos), mesmo num cenário mundial de abrandamento económico.

O rumo tomado no combate à crise é distinto do europeu, este último mais centrado na austeridade em prol de finanças públicas sãs. E, os resultados para já, são positivos e encorajadores. E mesmo com uma "mão invi$ível" um pouco diferente da clássica "mão invisível", o rumo da economia norte-americana mantém-se fiel ao princípio de que sem consumidores não há economia!

Ainda assim, no longo prazo, a fatura das políticas monetária e orçamental seguidas pelos Estados Unidos continuará por pagar, com o défice orçamental em 2011 a atingir os 1.299 mil milhões de dólares, cerca de 10 vezes mais do que há apenas quatro anos atrás, pelo que será fundamental monitorizar a sua evolução e avaliar a sua sustentabilidade.


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Palavras-chave  ActivoBank, mercados accionistas, GIC, GIC
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BANHA DA COBRA FINANCEIRA
Spitzer (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 12:11 | Terça feira, 7 de fevereiro
Vão nas conversas e nos gráficos do «activo bank» e ainda acabam a fazer manifestações à porta do banco; como os depositantes do BPP e do BPN...
 
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Vamos lá ver se nos entendemos
poiz (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:29 | Quarta feira, 8 de fevereiro
1) Os americanos SEMPRE viveram nesse sistema. Não lhes faz tanta confusão perder o emprego quanto um europeu: pegam na trouxa e vão para outro lado
2) Um americano arranja emprego aos 50 ou aos 60 anos. Em Portugal, com 40 começa-se a ficar velho. Aos 50 é quase impossível arranjar emprego. Nem como contínuo!
3) A economia é liberal, mas os EUA sempre sairam das crises com recurso a movimentos keynesianos ou seja, grandes investimentos do Estado (plano Marshall, plano "Obama", etc...).
4) O "quantitative easing" tem 3 propósitos:
        - financiar o Estado americano
        - tornar as exportações americanas mais baratas e re-equilibrar a balança comercial face à China e Japão (sobretudo)
        - tornar a dívida americana mais barata
5) A "mão invisível" segundo Adam Smith, ou os mercados estão equilibrados no longo prazo. No entanto, o longo prazo pode demorar e têm como fundamento um "darwinismo" latente: os mais fracos ficam pelo caminho. Só que a sociedade não quer que os fracos fiquem pelo caminho. Portanto, os mercados têm de funcionar, mas devidamente controlados pelo Estado. o problema é quando não há controle (o que sucedeu em 2008 com o sistema financeiro americano) ou que o Estado se queira substituir ao mercado (como é o caso português) e se aproveite da situação para favorecer clientelas ou gaste o que não tem.
 
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    Re: Vamos lá ver se nos entendemos    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 15:25 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Vamos lá ver se nos entendemos    Ver comentário
Atento_da_Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Vamos lá ver se nos entendemos    Ver comentário
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Vamos lá ver se nos entendemos    Ver comentário
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:10 | Sexta feira, 10 de fevereiro
    Re: Vamos lá ver se nos entendemos    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 0:04 | Sábado, 11 de fevereiro
Confusão, a minha.
leitura (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:37 | Quarta feira, 8 de fevereiro
“Economias liberais como a norte-americana ...”
O meu português anda mesmo de rastos.
Os governantes americanos nem beneficiaram/salvaram de gestões danosas os grandes grupos económicos (grandes de mais para falhar), à conta/sacrificando o bem estar dos cidadãos americanos.
Não sabia que a intervenção dos governantes a favor das grandes empresas ou grandes grupos económicos, podia/pode ser considerado liberalismo económico. Pensei que fosse corporativismo. Ou como Mussolini dizia: Fascismo é a união entre o poder económico e politico.
Ou será que, “economia de mercado livre”, é a mesma coisa que “economia liberal”... com intervenção do estado (dos governantes a favor de)...
Será que o roubo que está a ser praticado pelos bancos americanos às contas dos depositantes, também é liberal?...
 
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    Re: Confusão, a minha.    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 9:42 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Confusão, a minha.    Ver comentário
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Confusão, a minha.    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 13:24 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Notícia manipuladora    Ver comentário
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 14:02 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Notícia manipuladora    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 0:39 | Sábado, 11 de fevereiro
'A mão invisível a funcionar nos EUA
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:22 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Texto curioso. Por um lado parece ser sobre a mãozinha de Adam Smith, com afirmações um pouco bombástica sobre a eficácia dos regimes liberais pouco regulados para saírem de recessões. O que me chamou logo a atenção é que na altura da grande depressão, países mais regulados saíram mais depressa desta do que os Estados Unidos (posso estar a fazer confusão aqui... foi qualquer coisa nesse sentido que li, julgo eu, em Krugman). Mas por outro, dá a entender que as soluções aplicadas nos Estados Unidos violam o espírito liberal que inicialmente comentavam, e que o seu resultado é melhor do que na Europa onde as políticas vão na direção contrária. Foi isso que não percebi, começando por ser um texto sobre a mão invisível, é a favor desta ou contra esta?
 
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Isso de mão invisível é mera propaganda
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 19:30 | Quarta feira, 8 de fevereiro
ideológica, muito similar àquela usada pelo fundamentalismo religioso e, portanto, uma mentira sem pernas. É como sonhar de olhos abertos e, no outro dia, estar podere de rico sem esforço ... É acreditar que deus está dando uma ajudinha sem compromisso; é insuflar a ideia de que os Estados Unidos, acima de qualquer outro lugar, é a terra das oportunidades e das liberdades escancaradas e que todos serão beneficiados, como se fora um paraíso. Na verdade, ninguém de sã consciência acredita nisso, mas as oligarquias poderosas soltam pombas brancas para elevar a moral dos idiotas colocados à base da pirâmide, crentes com convicção ridícula nos heróis da Marvel Comics. Esses estudiosos ou seus intérpretes colocam nos seus comentários verdadeiros soníferos que tranquilizam as massas sem forma, que caminham em repouso para o brete da labuta sem futuro algum. Sofisma alardeado através de uma imprensa pretensamente isenta de censura, de palavras-chave e de sobrevestir calculadamente um efeito danoso com pinturas e cheiros de muito prazer, mas que não passa de um sectário instrumento de domínio. A tal mão invisível é, na verdade, o mal calculado em doses medicinais para não matar de logo. Teoria idiota para quem vive de canga. Rio Grande
 
 
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    Re: Isso de mão invisível é mera propaganda    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 9:40 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Isso de mão invisível é mera propaganda    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 13:57 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Isso de mão invisível é mera propaganda    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 0:16 | Sábado, 11 de fevereiro
    Re: Isso de mão invisível é mera propaganda    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 18:40 | Sábado, 11 de fevereiro
    cariz intelectual    Ver comentário
patagon (seguir utilizador), 1 ponto , 22:33 | Sexta feira, 10 de fevereiro
    Re: cariz intelectual    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 18:49 | Sábado, 11 de fevereiro
    Re: Isso de mão invisível é mera propaganda    Ver comentário
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Sexta feira, 10 de fevereiro
...mais um esforço e chegam lá!
jols76 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Efectivamente os conceitos liberais estão lá todos e a mão invisível foi justamente associada aos mesmos, mas desde 1913 que a mão invisível é a de uma elite apátrida e privada que entre outras associações e comissões é a proprietária da reserva (não federal), que com muito trabalho e apoio da sua extensa rede corporativa, conseguirá finalmente a falência expectada e matematicamente inevitável do "dinheiro fiat". Após uns colapsos de ajuste (fome, guerra, miséria e doença), esta depressão ímpar no mundo, garantirá que lhes supliquemos por uma solução, que eventualmente surgirá na forma de uma moeda única e consequente controlo total. Só lamento não pertencer ao clube, sou humano!
 
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lol
Buma (seguir utilizador), 1 ponto , 12:11 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Num país onde são contractados batalhões de advogados para exercerem pressões para passarem leis favoráveis aos sectores dos seus patrões (corrupção), como é que se pode alguma vez chamar a isto de mão invisível? É uma mão bem visivel... os dados economicos são uma coisa, a economia real é outra, um país de burros narcisistas (a maioria)!
 
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E a deontologia, onde fica?
Suvarine (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Isto NÃO É, obviamente, uma notícia.
Acho que o expresso devia ter a obrigação de identificar este texto como aquilo que ele realmente é: propaganda ideológica barata. Devia faze-lo da mesma forma como se identifica a publicidade numa página de jornal ou no espaço televisivo.
 
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    Re: E a deontologia, onde fica?    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:14 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: E a deontologia, onde fica?    Ver comentário
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 16:40 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: E a deontologia, onde fica?    Ver comentário
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 16:41 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: E a deontologia, onde fica?    Ver comentário
BartolomeuLanca (seguir utilizador), 1 ponto , 20:18 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Suprema ignorancia
JPCA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Quinta feira, 9 de fevereiro
1º Os americanos estão longe de saír da crise encontrando-se numa situação que é negada pelos economistas de "agua doce" louvado pelo autor e que é a Armadilha de Liquidez

2º A presente crise, que volto a referir, está longe de acabar, é uma crise de "falta de procura", pelo que a sua ultrapassagem nada tem a ver com flexibilidade dos mercados de trabalho, bem pelo contrário. Á semelhança da grande depressão, a louvada capacidade de ajustamento só agrava crises da procura

3º Ao contrário daquilo que é sugerido pelo autor, as medidas de quantative easoning (QE1 e QE2) foram desprezadas pelos economistas "liberais" (que nos EUA se chamam de conservadores), que argumentaram que aumentos da massa monetária e de dívida pública apenas iriam provocar inflação e o aumento dos juros. A armadilha de Liquidez desmentiu estas previsões colocando mais um prego no caixão dos supply siders.

Em conclusão, este artigo está cheio de inverdades acabando por ser rídiculo ver um editorial pro "mão invisivel" quando esta crise é precisamente a negação de todas as teorias que suportam os supply siders.
 
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    Re: Suprema ignorancia    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 0:49 | Sábado, 11 de fevereiro
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