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Se o leitor gosta de comer piza, certamente que o tamanho da fatia que lhe cai em sorte não lhe é indiferente. E se calha de estar com um grupo de amigos à volta de uma piza familiar, por certo que a vontade de se atirar à maior parte lhe assalta a mente umas quantas vezes.
Durante anos, Rick Mabry e Paul Deiermann, dois estudantes da Universidade do Louisiana, aproveitaram pelo menos um almoço por semana para se embrenharem numa discussão matemática sobre como a forma de cortar uma piza determinava quem comia mais e quem comia menos. O ponto de partida dos cálculos começava numa situação imaginária, ainda que quotidiana: o preciso momento em que um empregado de restaurante cortava apressadamente uma piza em dois. O corte passava ou não pelo centro da piza?
Munidos de um bloco de notas, os dois amigos perdiam-se a fazer desenhos e gráficos enquanto a comida esfriava. À medida que chegavam a conclusões, subiam a parada... Quem fica com mais crosta? Quem come mais queijo? E se a piza for quadrada? E, pior, se for uma calzone?
Recentemente, a revista científica "New Scientist" publicou um artigo sobre os cálculos de Mabry e Deiermann. A edição de Fevereiro do "Courrier Internacional" republica esse artigo. Especialmente aconselhado a apaixonados por matemática.
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