A Lei de Murphy, versão ucraniana
Quando Anatoly, o nosso motorista oficial, fez uma inversão de marcha rocambolesca com o autocarro, ficámos na dúvida. Depois, tivemos a certeza: aqui, está a ser tudo feito em cima do joelho.
No Estádio Arena de Lviv, onde Portugal jogará amanhã contra a Alemanha, as coisas andam a duas velocidades: devagar e parado. Os parques de estacionamento ou estão enlameados ou têm as marcações por fazer; as máquinas de rolamentos em contrarrelógio tentam alisar o terreno; e o alcatrão está fresco porque o cheira à distância.
Portanto, aqui vai um prognóstico antes do jogo (e o João Pinto que nos desculpe): amanhã, estas críticas vão continuar. Porque no estádio a Internet não funciona (somos uns felizardos), as carpetes estão sujas e por cima de alguns colegas nossos estão tipos pendurados em escadotes a tratar da iluminação. O Euro-2012, convém não esquecer, começa hoje.
Mercado negro
Mas há mais e pior. Segundo a Anastasya, a guia deste grupo de jornalistas portugueses, há 14 mil bilhetes vendidos para amanhã: 10 mil para os alemães, 4 mil para os portugueses. Num estádio que leva 30 mil, prevê-se casa a meio. Porquê?
Anastasya responde: "Os bilhetes para os ucranianos foram todos comprados pelo mercado negro e agora estão a ser vendidos a preços insuportáveis."
A Lei de Murphy, versão ucraniana.


Fora do estádio, trabalhadores concluem os arranjos das áreas de estacionamento
