17 de abril de 2014 às 10:31
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A Justiça portuguesa virou circo?

João Lemos Esteves (www.expresso.pt)
Marinho Pinto não perde de vista os magistrados...Obsessão. Marinho Pinto não perde de vista os magistrados...Obsessão.

1.Como se não bastasse a crise económico-financeira, a (enorme) instabilidade política e a falta de soluções para a resolver - eis que volta à tona o velho e pungente problema da nossa Justiça.Porque se começou a discutir - de forma rigorosa e séria - o problema da acção executiva, com propostas sérias e realistas? Não. Porque se avançou com propostas concretas para solucionar a morosidade e a acumulação de processos nos nossos tribunais? Não, nada disso. A Justiça volta a estar na ordem do dia apenas porque os representantes máximos dos operadores judiciários continuam a oferecer-nos verdadeiros espetáculos mediáticos à la Circo Cardinalli.

2.Com efeito, ontem, Marinho Pinto brindou-nos com mais uma das suas atuações hilariantes. OS advogados - não obstante muitas críticas que possamos fazer - são fundamentais para o funcionamento do nosso sistema de Justiça. E para serem respeitados - têm de se dar ao respeito. Como? Actuando com princípios, com valores - com dignidade. Servindo a Justiça - e não servindo-se da Justiça (ou da injustiça). Ora, Marinho Pinto - está mais do que provado - não se dá ao respeito: agora, resolveu tirar o colar da Ordem para bater nos magistrados no discurso solene da reabertura do ano judicial. Pequeno (grande) pormenor: não há dois Marinhos Pinto. Ontem, Marinho Pinto, com colar ou sem colar, estava a representar a classe dos advogados - e só nesse título discursou. Não estava a título pessoal - que legitimidade tinha ele de expressar opiniões pessoais, por mero capricho, para dar expressão aos seus tiques anti-magistrados? Note-se: os magistrados não estão isentos de críticas. Bem pelo contrário: há magistrados que não merecem estar a servir a justiça portuguesa. Todavia, os problemas da nossa Justiça são muito mais graves e estruturais. Já era tempo de Marinho Pinto deixar-se de demagogias baratas, inconsequentes - e, de uma vez por todas, passar ao capítulo das soluções. Não é com uma versão moderna de Che Guevarra que a confiança no Estado de Direito aumentará. Num ponto, estou de acordo com Marinho Pinto: o excesso de mediatismo é um dos problemas da nossa Justiça. Só que o Bastonário da Ordem dos Advogados (com ou sem colar) é a pessoa que mais contribui para o agravamento dessa tendência mediática, trazendo para a discussão dos problemas judiciários as armas próprias do combate político. Lembre-se que Marinho Pinto colou-se ao Governo nos processos delicados em que José Sócrates esteve envolvido. Lembre-se que Marinho Pinto participou em debates sobre um processo doloroso para a sociedade portuguesa, tomando partido por uma das partes, criticando uma sentença - que ele ainda não conhecia. Em suma, Marinho Pinto bem pode afirmar algumas verdades, bradar aos céus, destilar o seu ódio visceral aos magistrados - mas já poucos o ouvem. Caiu no ridículo.

3.Por falar em magistrados, é penoso ouvir o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Eis um exemplo de alguém que exerce um cargo que excede as suas capacidades. Então, não é que este "brilhante" juiz limitou-se a apontar a acção executiva como o problema da Justiça portuguesa e propôs - pasme-se - a privatização total da acção executiva? Esta é a solução do presidente do mais alto tribunal português? Noronha Nascimento personaliza o que um magistrado não deve ser. Confuso e atabalhoado na justificação jurídica das suas decisões - remetendo as explicações para as suas declarações á comunicação social. Até parece que é mais comentador do que magistrado...caros leitores, eis o presidente do Supremo Tribunal de Justiça!

4.Por último, a cara que melhor representa o estado da nossa Justiça é Pinto Monteiro - o Procurador- Geral da república. O tal que tem menos poderes que a Rainha de Inglaterra. É ver o seu ar resignado. O homem mantém-se no cargo para fazer um frete a alguém - a si próprio (habituou-se ao cargo e não quer sair) ou a alguém. O discurso de ontem foi um chorrilho de banalidades - e não mereceu destaque nenhum. O nosso Procurador parece que só gosta de fazer queixinhas para ter mais poderes - e se exercesse os que já tem? A nossa Justiça não estaria melhor? Caros leitores, eis o nosso Procurador-Geral da República!

5. E o nosso Ministro da Justiça? Esse é um desaparecido em combate. Perante isto, admiram-se que a nossa Justiça se encontra no estado caótico em que está?

Email: politicoesfera@gmail.com

 

Comentários 1 Comentar
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Quem quer exprimentar tortura em portugal seculo ?
A justiça especificamente os juizes de Vila Nova de Famalicão
em detrimento da crise permit violação dos direitos humanos e tortura do sono
a familias intereiras, caso nao acreditem, os residentes oferecem suas cmas para quem
quiser experimentar o que é a tortura do sono, inclusive aos juizes de Vila Nova de Famalicão
e até inclui refeição neste caso especifico, basta irem a Rua do Relogio 268, 4770-245, Joane, Vila Nova de
Famalicão, Braga, PORTUGAL.

Para estrangeiros oferta especial de tambem passarem o tempo diario para extra
"violação dos direitos humanos", o patrocinador disto é a Empressa João e Feliciano, Lda.
Qualquer entresado basta de derigir e podem usofruir de tortura gratuita, gracas a justiça PORTUGUESA,
qual que tortura na guera, pressos politicos isso é para crinças aproveitam já esta oferta.
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