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A irresístivel ascensão da China

Está concluída a primeira fase de um estudo realizado por dois investigadores portugueses sobre a evolução do poder relativo das grandes potências desde 1973, que confirma o claro aumento de poder mundial da China em detrimento da Rússia, Japão e Europa.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
15:50 Sábado, 3 de outubro de 2009
O período de maior escalada de poder por parte da China foi a década de 1990
O período de maior escalada de poder por parte da China foi a década de 1990
Jason Lee/Reuters

Em termos de poder geopolítico e geoeconómico relativo, a China duplicou desde 1973 - numa escala aritmética "disparou" de 66,17 pontos para 132,46. Como os Estados Unidos declinaram ligeiramente (apenas 2% desde 1973 e 0,6% desde 1998), manifestando uma clara resiliência, a nova potência asiática foi preenchendo o espaço no balanço mundial deixado vago pela queda brutal da Rússia (58% desde os tempos da URSS em 1973) e mais moderadamente do Japão (cerca de 16%) e da Europa (12,5% no caso de se considerar a União Europeia a 24 membros).

É a principal conclusão de um estudo sobre a evolução do poder relativo das grandes potências e dos principais espaços geográficos realizado por dois investigadores portugueses, Fernando Fonseca, de 66 anos, um especialista em recursos humanos reformado, um apaixonado pela geopolítica em "dedicação exclusiva" ao estudo destes temas, como nos confessa, e Fernando Gonçalves, de 67 anos, investigador do Centro de Estudos de Gestão do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e especialista em sistemas de informação.

Novo Índice geopolítico


Os dois investigadores criaram um índice geopolítico, com base num conjunto de parâmetros que aplicaram, para já, ao período de 1973 a 2006, ou seja desde o início dos choques petrolíferos até ao período de pré-crise, último ano de que dispuseram de estatísticas oficiais para todos os indicadores. O projecto inclui o alargamento do estudo a períodos anteriores e a sua actualização.

Os dois investigadores meteram mãos a uma área onde não há muitos trabalhos de investigação, desde que, nos anos 1970 e 1980, especialistas como Ray Steiner Clive ('World Power Assessment: A calculus of strategic drift', 1977), Charles Doran e Wes Parsons desenvolveram modelos de avaliação do poder relativo das potências com base numa bateria de indicadores económicos, sociais, físicos e militares.

O escritor Paul Kennedy, na sua obra de culto, a volumosa 'Ascensão e Queda das Grandes Potências' (1988), utilizou as avaliações de Doran e Parsons (1980), dando grande divulgação à metodologia, mas falhou, mesmo assim, ao não pressentir a implosão da União Soviética que decorreria pouco depois de o livro ser publicado. Doran e Parsons haviam estudado a evolução do ciclo de poder relativo de nove grandes potências entre 1816 e 1975.

Recentemente, o investigador francês Dylan Kissane publicou um estudo similar que, então, o Expresso divulgou. Fernando Fonseca e Fernando Gonçalves usaram como parâmetros básicos, devidamente ponderados, a população, o produto interno bruto (PIB), o PIB per capita, o indicador de desenvolvimento humano do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a área geográfica, as despesas militares e o poder nuclear.

Os gráficos que se conseguem gerar com as curvas de poder relativo de várias potências permitem uma visualização fácil para o leitor não especialista das grandes mutações no xadrez mundial e uma aproximação a conclusões comparativas.

Três sinais a seguir


O estudo dos últimos trinta anos permite extrair três constatações para uma investigação mais aprofundada.

1- A própria realidade dos BRIC - acrónimo inventado pela Goldman Sachs para caracterizar as quatro grandes potências ligadas a mercados emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China - é internamente muito diversa. Enquanto a Rússia, herdeira parcial da antiga União Soviética, caiu estrondosamente em poder relativo mundial, particularmente na década de 1990, e o Brasil declinou inclusive entre 1998 e 2006, a China aumentou 100% o seu índice relativo de poder mundial e a Índia 60% desde 1973.

O período de maior escalada de poder por parte da China foi a década de 1990, depois da implosão da URSS e apesar do "hegemonismo solitário" dos EUA. É certo que a Rússia, com o início do consulado Putin, parece ter estancado a quebra e que o Brasil poderá recuperar posição, em breve, devido aos seus recursos estratégicos em commodities (e à sua estratégia de especialização internacional na exportação de matérias-primas que, pela primeira vez desde 1978, superou a exportação de produtos manufacturados) que têm feito as manchetes quase diárias da imprensa sul-americana.

2- A União Europeia, apesar do seu alargamento geográfico progressivo e do seu reforço político tendencialmente federalista, continua a perder peso relativo no mundo.

3- Finalmente, o declínio do 'Século Americano' (como o baptizou, em 1941, Henry Luce, o fundador das revistas Time, Life e Fortune) é uma tendência de fundo desde os anos 1970. Perdeu posição entre 1973 e 1990, mas recuperou-a com o "hegemonismo solitário" após a implosão da URSS, tendo desde então caído ligeiramente, manifestando um certo grau de resiliência.

É certo que estes dados ainda não contemplam o impacto da crise financeira e da recessão dos últimos dois anos nos "fundamentais" dos EUA. Um autor americano, escrevendo já em plena crise, intitulou sugestivamente a sua obra 'After America' - Paul Starobin é o primeiro, nos EUA, a apontar para uma realidade mundial já em transição.

Texto adaptado de um artigo publicado na edição impressa de 25 de Setembro de 2009.

 

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A China, de novo
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:17 | Sábado, 3 de outubro de 2009
O título é correcto: a ascensão da China é já imparável. Pelo que nos resta ponderar bem as causas do fenómeno, a razão de ser de tal emergência geo-estratégica e política. Quanto a mim, não especialista que sou, uma coisa parece clara: o poder, ascendente e, em certo sentido, imparável, da China tem, antes de mais a ver com a sua maior riqueza: os Recursos Humanos. Todos conhecemos a sua política anti-natalista dos últimos anos; uma política, quanto a mim, em termos absolutos, desastrosa. E eis senão que o próprio Governo Chinês parece também estar agora, nesse ponto, a arrepiar caminho: se entendi bem, a política de uma criança por casal está a ser seriamente posta em causa. Ou seja, o governo chinês acaba de perceber que o futuro da China está na sua gente. Daí, se entendo bem, a mudança que está a acontecer no País. De resto, apesar dos seus mais de mil e trezentos milhões de cidadãos, a densidade populacional da China é apenas um pouco maior do que a de Portugal. Assim, evidentemente, a China cresce de forma, como dizem os estudiosos, imparável; e eu pergunto se a perda crescente de significado geopolítico da Europa não se deve, antes e acima de tudo, à sua grave crise de natalidade, ao decréscimo da sua população, um fenómeno que desde há anos a persegue e, infelizmente, parece também ele ser imparável. Evidentemente, as coisas continuando assim, quem tem a ganhar é a China. E o seu peso vai ser avassalador. Daí a urgência que vejo: que a China reconquiste a sua Alma.
 
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A mentalidade dos povos asiáticos...
Xico Taxista (seguir utilizador), 2 pontos , 19:21 | Sábado, 3 de outubro de 2009

... não tem nada a ver com a dos ocidentais.

Neste momento, tudo o que consumimos é fabricado na Ásia (Japão, Coreia do Sul, China, India,...)

Estou convencido que o destino do ocidente vai ser igual ao do Império Romano: a extinção.

 
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    Re: A mentalidade dos povos asiáticos...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
Os custos homanos desta ascenção, fazem dela...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:30 | Sábado, 3 de outubro de 2009
... uma queda. Mas não apenas da China. Sim de quem lhe compra barato; de quem montra fábricas para operários filhos da mais nojenta escravartura. Roubando trabalho aos ocidentais porque cobram o preço justo - e nem sequer isso - pela sua mão d eobra. os chineses, quais soldadinhos de chumbo, e desde tenta idade, vão deixando a pele e o coração em cada peça que nós compramos por vezes a prçeos irrisórios. E em simultâneo, somos nós próprios a destruir ao nossa economia à medida que o monsreo cresce. A China até que poderá dar-se ao luxo de não ter vergonha, mas nós não. Quando dizemos que abolimo a escravatura e a patrocinamos, deveríamos, pelo menos, reflectir de vale a pena ou não comprar os produtos made in Cjina... ou indonesia, Ou Tiwan, Ou Korea... Somos uns eternos chulos da escravatura que a China agora celebra como se fosse coisa boa. Se nos pagassme um salário médio de 20 euros por mês, também Portugal poderia ser uma potência! E etc..
 
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    Re: Os custos homanos desta ascenção, fazem dela..    Ver comentário
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 1:48 | Domingo, 4 de outubro de 2009
    Re: Os custos homanos desta ascenção, fazem dela..    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
    Re: Os custos homanos desta ascenção, fazem dela..    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:07 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
Algumas causas e muitas consequências...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:02 | Sábado, 3 de outubro de 2009
A China é hoje a quarta maior economia do mundo (ou a segunda maior, pelo critério de paridade de poder de compra) e representa a China como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Desde 1978, o país implementa reformas para adotar, em alguma medida, uma economia de mercado, o que ajudou a tirar 400 milhões de pessoas da pobreza.
Entretanto, o país enfrenta outros problemas econômicos, inclusivé o rápido envelhecimento da população e uma crescente disparidade entre a renda urbana e a rural. A China desempenha um papel importante no comércio internacional, ao ser o maior consumidor mundial de aço e cimento (usa, respectivamente, um terço e mais da metade daqueles insumos) e o segundo maior importador de petróleo. É o terceiro maior importador do mundo e o segundo maior exportador, em termos globais.
EScraviza os seus cidadãos desde a revolução, ou por ventura, já antes - quando todos o faziam, e por conta do envelhecimento da população, já começa a perceber que a lei de um só filho por casal vai ter que acabar em breve.
De resto tem um nojento regime comunist ditador como todos sabemos.
 
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    Re: Algumas causas e muitas consequências...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
viva mao ze tung
SS THUNDER SS (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Sábado, 3 de outubro de 2009
viva
 
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O poder da China
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Sábado, 3 de outubro de 2009
Tenho a percepção que o poder da China assenta na extraordinária capacidade de trabalho e de gestão do povo chinês. A sua dimensão e a sua competitividade tornaram a China o país manufactureiro por excelência e não ficará por aqui pois tem divisas para dar e vender e capital para investir enquanto os "ditos" ricos estão submersos em dívida e em problemas sociais crescentes.

O segredo da gestão chinesa está no primado da economia sobre a democracia. A União Soviética fez o contrário, desmembrou-se e a sua herdeira Rússia perdeu grande parte do poder que detinha.

 
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    Re: O poder da China    Ver comentário
Jorge N Rodrigues (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Sábado, 3 de outubro de 2009
    Re: O poder da China    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
Vivam
jombessa (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Sábado, 3 de outubro de 2009
os kamaradas Garcia Pereira, e, sobretudo, os ex-kamaradas, Durão Barroso, Ana Gomes, e, principalmente, o grande ideólogo do PSD, ex-camarada Pacheco Pereira. Longa vida para estes Kamaradas!
 
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    Re: Vivam    Ver comentário
Jorge N Rodrigues (seguir utilizador), 1 ponto , 20:52 | Sábado, 3 de outubro de 2009
Economia versus democracia
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Sábado, 3 de outubro de 2009
Será que devíamos suspender a democracia em Portugal para resolver os problemas económicos como terá sugerido Ferreira Leite meio a brincar? Penso que não seria necessario chegar a tanto mas atrevo-me a dar uma sugestão:
- Fazer uma segunda volta das legislativas só com os dois partidos mais votados para que um deles possa ter maioria absoluta (deputados de apenas dois partidos)
- Reduzir o parlamento de 230 para 23 deputados. Para quê tanta gente a "dormir" e a faltar se só meia dúzia que resolvem os assuntos?

Não seria tão democrático, mas cada voto útil sairia muitissimo mais barato. Assim é só "tachos" e dificuldades artificiais para o governo seja ele qual for.
Sejamos pragmáticos pois todos os governos, mesmo os de esquerda, só fazem políticas de direita, estejam lá os comunistas e os bloquistas para evitar ou não. Também todos os governos desprezam os interesses dos agricultores, dos pescadores, dos comerciantes, dos reformados, etc esteja lá o Portas para impedir ou não.

 
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    Re: Economia versus democracia    Ver comentário
fih88 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:39 | Sábado, 3 de outubro de 2009
    Re: Economia versus democracia    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 20:04 | Sábado, 3 de outubro de 2009
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:06 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
O Ocidente e o declínio
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 4:18 | Domingo, 4 de outubro de 2009
Penso, embora não tenha a certeza científica, que aqueles países que adotaram barrar o crescimento demográfico, o que não foi acompanhado pelos Estados Unidos, por exemplo, no longo prazo, terão enormes problemas pela frente. No primeiro momento, uma população velha que precisará de um sitema previdenciário potente; a seguir, carência de mão-de-obra e a dependência de estrangeiros, para produzir. No caso do Brasil, essa realidade chegará em breves anos, pelo fato de os casamentos estarem rareando e, ainda, os que assim agem, não querem filhos e até vivem em casas separadas. A queda de nascimentos é gritante. É bom por ora, será terrível em poucas décadas. Portanto, com exceção dos ianques, na América, em menos de um século, teremos brutal encolhimento populacional; o mesmo, com a Europa. Somente a Ásia e a África estarão em crescimento. Com certeza, nosso futuro poderá ser a extinção, ou pelo menos um número insignificante de população, se nada for feito para reverter a situação. Neste cenário, seremos engolidos pelo Dragão Chinês ou pelo mundo Islâmico, contra quem o Ocidente parte em cruzada. Parece, salvo melhor idéia, que os ianques serão os únicos que ficarão a meio caminho entre nós, em extinção, e o resto do mundo civilizado. De nada adiantará o progresso e a democracia. Tomaremos certamente o rumo do Império Romano. Tudo isso, sem contar as guerras e as hecatombes naturais. É uma realidade indigesta. Mas a pura verdade deste nosso futuro no médio e longo prazo.
 
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    Re: O Ocidente e o declínio    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:27 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
Estudos, mestrados, doutoramentos, pós-dout.......
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 9:11 | Domingo, 4 de outubro de 2009
......mas, na China quem disser mal do governo, desaparece.

Então, metam o crescimento pelo anus acima, tá ?

Obrigado.
 
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    Re: Estudos, mestrados, doutoramentos, pós-dout...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:15 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
Demografia e extinção
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 9:31 | Domingo, 4 de outubro de 2009
Esqueçamos os paises, por grandes que sejam, pois não são mais que autarquias mundiais e pensemos na humanidade. Os limitadíssimos recursos naturais já não permitem à humanidade sobreviver por muito tempo se considerarmos a escala temporal da evolução humana. Nada nos permite pensar com realismo que fora da terra teremos algum futuro.
Com o aumento imparável da produtividade, por cada cidadão activo (criador de riqueza) cresce exponencialmente o número de cidadãos inactivos (consumidores de riqueza) por dois motivos: temos mais idosos, mais desempregados e, last but not least, temos que admitir que os muitíssimos milhões de seres humanos do terceiro mundo, também são cidadões.
O aumento da natalidade pode servir durante uns tempos para acelerar o crescimento de um país mas isso implicará a antecipação do fim da humanidade sem margem para dúvidas.
Estou totalmente convencido que se um país com a dimensão da China não tivesse feito nada para controlar a natalidade, a humanidade estaria hoje bem mais próxima da extinção.
 
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O tamanho do bolo
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 10:08 | Domingo, 4 de outubro de 2009
A humanidade conhece bem a física e a química do bolo, conhece o bolo por cima, por baixo, de frente e de lado (oxalá tivessem razão os humanos que pensavam que o bolo era plano e infinito). No entanto continuamos a não querer ver o tamanho do bolo de tão distraidos que andamos a roubar migalhas uns aos outros.
 
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O país mais democrático do mundo.
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Domingo, 4 de outubro de 2009
Se o grau de democracia se medisse pelo número de parlamentares (deputados + senadores) por milhão de habitantes, Portugal seria o país mais democrático do mundo, senão vejamos:
Os portugueses têm cerca de 23 (parlamentares por milhão)
Os espanhóis (coitados) têm só 13,6 e julgam-se os melhores do mundo quando nem sequer são os melhores da Hispania nem mesmo da Ibéria (companhia aérea).
Os EUA, (coitadinhos), têm uns miseráveis 1,8 e fazem constar que são o país mais democrático do mundo só para que os chineses não saibam que é Portugal.

Acho que não vale pena fazer mais cálculos. Em democracia ganhamos por goleada.
Aliás é facílimo dar-mos uma "cabazada" ainda maior. Se propusermos a duplicação do número de parlamentares portugueses, tenho a certeza que será aprovado por unanimidade, aclamação, fogo de artifício e festa rija durante um mês. No entanto, se alguém se atrevesse a propor a redução dos nossos parlamentares para o nível dos nossos vizinhos espanhós (metade), seria defenestrado como Miguel de Vasconcelos.
Eu próprio, não vá o diabo tecê-las, tive o cuidado de sair de Portugal antes de fazer estas afirmações.
 
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    Re: O país mais democrático do mundo.    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Domingo, 4 de outubro de 2009
    Re: O país mais democrático do mundo.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
Quando Portugal despertar
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 11:42 | Domingo, 4 de outubro de 2009
será tarde para ser viável como estado soberano capaz de decidir o seu futuro. Estaremos nas mãos dos nossos credores e teremos que fazer o que eles no impuserem, pois os credores não são democratas mas apenas credores. A "terrível ascenção de Portugal" vai exactamente nesse sentido. A prova disso é que quanto mais um governante tente levar-nos para o caminho da auto determinação (as chamadas medidas anti populares) mais o castigamos. Temos uma atitude de crianças rebeldes, birrentas e chantagistas que ninguém consegue controlar. Não estaremos a misturar democracia com irresponsabilidade?
 
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capitalismo e democracia
semi (seguir utilizador), 1 ponto , 13:39 | Domingo, 4 de outubro de 2009
A China demonstra que o capitalismo é compatível com um regime autoritário e sem democracia parlamentar. É mais eficaz que o capitalismo democrático. Será que o Ocidente imitar a China ou a China vai imitar o Ocidente?
 
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    Re: capitalismo e democracia    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 15:14 | Domingo, 4 de outubro de 2009
    A China não tem apenas um partido....    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 23:50 | Segunda feira, 12 de outubro de 2009
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