0
Anterior
Compra da Wyeth pela Pfizer deixa trabalhadores em suspenso
Seguinte
Economia mundial cresce ao ritmo mais lento desde a 2ªGM
Página Inicial   >  Economia  >   A Hora do "smart power"

Geoeconomia

A Hora do "smart power"

Exercer o poder mundial de um modo inteligente no plano económico e geopolítico é a nova "buzzword" da Administração Obama. "Smart Power" é uma estratégia criada pelo professor de Harvard Joseph Nye e por Suzanne Nossel, actualmente directora do Human Rights Watch. O Expresso ouviu os dois especialistas.

|
Smart Power será o novo diapasão da Administração Obama.
Smart Power será o novo diapasão da Administração Obama.  / Reuters

Face à situação de declínio da imagem e do poder relativo da superpotência ainda em exercício, a nova Administração americana mudou o estilo e a estratégia. A nova secretária de Estado, Hillary Clinton, trouxe para a ribalta um conceito até há pouco mais discutido na academia e nos fóruns online do que aplicado pela Administração americana - "smart power", poder inteligente, em contraposição com o exercício unilateral e insensato do "hard power", colado à estratégia de W. Bush.

"Smart Power é a forma de exercer o poder mundial de um modo sensato", diz-nos Suzanne Nossel, directora do Humans Rights Watch, e que cunhou uma tal estratégia em 2004 num artigo, então muito polémico, publicado na revista Foreign Affairs.

Nele criticava duramente a política internacional de W. Bush assente em ferramentas unilaterais do exercício do poder como os ataques e guerras pré-entivas, as invasões ao abrigo da legitimidade de "mudança de regime", o corte com a diplomacia nas instituições internacionais em questões centrais, e mesmo o esvaziamento de algumas delas. Nossel adianta que não vê o uso desta estratégia com o objectivo de "repor os Estados Unidos como um hegemonista".

Da mesma opinião é Joseph Nye, professor da Kennedy School of Government da Universidade de Harvard, que, no mesmo ano de Nossel, desenvolveu o conceito de "poder inteligente" num livro intitulado 'Soft Power'.

No ano passado Nye publicou 'The Powers to Lead' onde advogava a necessidade da nova Administração pôr em prática uma tal estratégia. "Smart Power significa dar mais ênfase à diplomacia e implica a habilidade de saber conjugar os recursos de "soft power" e de "hard power" de que se dispõe para se levar a cabo uma estratégia ganhadora", sublinha.

Medidas imediatas

Ambos advogam que o "smart power" se concretize a curto prazo na substituição do G7 ou G8, uma entidade obsoleta, por algo mais representativo do mapa das grandes potências de hoje - a China, que nunca participou deste grupo, é hoje a terceira economia do mundo depois dos Estados Unidos e Japão e de qualquer uma das grandes economias da União Europeia, em termos de Produto Interno Bruto nominal.  

"Será mais sensato ter um grupo mais abrangente que inclua estados como a China, Índia, Brasil e África do Sul", diz Nye. Suzanne, por seu lado, acha que o próprio Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá ser reconfigurado - o Brasil e a Índia, dois dos BRIC, estão ainda fora.

As entrevistas integrais com Nossel e Nye podem ser lidas em inglês aqui .


Opinião


Multimédia

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 0 Comentar

Últimas

Ver mais

Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub