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A história (quase) desconhedida de São Schlumberger

Por cá, poucos a conhecem, mas foi, provavelmente, a portuguesa mais gastadora e bem relacionada na alta sociedade internacional nos anos 60 a 90. Com o dinheiro do marido, o magnata do petróleo Pierre Schlumberger, São tornou-se uma mecenas das artes e da moda, privou com a realeza europeia, artistas e famosos. A história de uma vida estrondosa 
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COMO UMA DIVA: SÃO POSOU VESTIDA DE CHANEL PARA O FAMOSO FOTÓGRAFO ERIC BOMAN, PARA O SEU LIVRO “LES DAMES”. RARAMENTE REPETIA O MESMO VESTIDO
COMO UMA DIVA: SÃO POSOU VESTIDA DE CHANEL PARA O FAMOSO FOTÓGRAFO ERIC BOMAN, PARA O SEU LIVRO “LES DAMES”. RARAMENTE REPETIA O MESMO VESTIDO  / Fotografias: Eric Boman

A casa junto à Torre Eiffel, um dos maiores apartamentos privados de Paris, reluzia no seu luxo extravagante. O mordomo estava à porta, como de costume, a receber os convidados, recolher chapéus e casacos, e a encaminhá-los para o grande salão onde São Schlumberger fazia as honras da casa e cumprimentava os convidados. Naquela noite chegaram exatamente ao mesmo tempo duas pessoas que ninguém imagina juntas no mesmo jantar íntimo: Jacques Chirac e Sylvester Stallone. "Olharam um para o outro e o espanto leu-se nas suas caras. 'O que é que este está a fazer aqui?', pensaram provavelmente ambos. Não me posso esquecer do comentário de Sly (alcunha do ator) quando entrou na sala: 'Ohh!, isto sim, é um raio de uma casa à Stallone!'"

"São era assim: rara, singular, original. Gostava de fazer festas e misturar as pessoas mais diversas, de políticos a artistas, intelectuais, empresários...", recordou ao Expresso Gabhan O'Keeffe, seu amigo e o decorador daquele apartamento que chocou Paris no início dos anos 90 numa louca fantasia pop-barroca.

Esta mulher nascida e criada em Portugal foi provavelmente a portuguesa mais bem relacionada e gastadora do mundo, embora praticamente desconhecida por cá. Falecida há três anos, a sua história de vida, relacionamentos e arrojos parecem saídos de um filme. De tal forma que mereceu 17 páginas num artigo biográfico da edição de outubro da "Vanity Fair", a revista norte-americana de sociedade onde só entram os muito famosos. "Sempre fui fascinado por ela. Era como uma personagem saída de Proust ou Flaubert - muitíssimo inteligente mas com um lado frívolo. Era uma mulher incrível", disse ao Expresso o amigo Bob Colacello, o bem relacionado jornalista autor da peça.

Maria da Conceição Diniz - São, como ficou conhecida para os amigos estrangeiros nas altas rodas internacionais que frequentava - nasceu no Porto em 1929, filha de uma alemã e de um português, pequeno negociante de vinho e cortiça.

A sua beleza nórdica com um toque latino nem sempre deu nas vistas. Dizem as colegas de colégio que, quando era miúda e frequentava o Ramalhão, passou sempre bastante despercebida entre as meninas de sociedade. Mas discrição foi coisa que ela nunca cultivou na vida. Muito pelo contrário. Aliás, diz quem a conheceu que foi o seu carisma enfeitiçante e destemido que encantou o magnata francês do petróleo, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, num jantar nos Estados Unidos. Foi amor à primeira vista, e ambos casaram em Houston, fazendo São embarcar numa vida de fantasia e glamour.

São era destemida e não se importava de chocar. Para ela, a vida era para ser vivida ao limite e o dinheiro (do marido) para ser gasto praticamente sem restrições, em festas, joias, vestidos e, sobretudo, arte. Haveria de se tornar mecenas das artes e "madrinha" do artista pop Andy Warhol, do designer de moda John Galliano ou do encenador Bob Wilson.

De Portugal para o mundo


EXCENTRICIDADES: O APARTAMENTO DE PARIS, QUE COMPROU NO INÍCIO DE 90, CHOCOU A CIDADE. ERA UMA COLORIDA FANTASIA LUXUOSA POP-BARROCA ONDE ADORAVA DAR FESTAS
São licenciou-se em Filosofia e História na Universidade de Lisboa em 1951, seguindo-se um curso em Nova Iorque na Universidade de Columbia em testes psicológicos. De volta a Lisboa, ainda chegou a trabalhar como psicóloga numa instituição de integração para jovens delinquentes, mas deixaria a área para estudar arte no Museu Nacional de Arte Antiga. Foi por esta altura que conheceu Pedro Bessone Basto, um jovem rapaz de boas famílias que se apaixonou loucamente por ela e a seguiu para os Estados Unidos, casando-se num rompante. O casamento haveria de durar pouco, divorciando-se ao fim de meia dúzia de meses.

Em 1961 ganhou uma bolsa da Gulbenkian para estudar programas para crianças em museus. Foi nessa viagem que conheceu o multimilionário Pierre, viúvo, que imediatamente ficou perdido de amores. Apesar do seu feitio seco e ultra-reservado, declarou-se dois meses depois, pedindo-a em casamento. Ela tinha 32 anos, ele 47. A cerimónia foi simples e discreta, ao estilo dos Schlumberger - uma família protestante que cultivava a frugalidade apesar se ser das mais ricas de França -, nada condizente com as estridentes e propaladas festas que São haveria de dar mais tarde ao longo da sua vida. Como o grande baile "La Dolce Vita", em 1968, que São organizou na Quinta do Vinagre, em Colares, a casa onde passavam férias de verão, na mesma semana em que os Patiño deram a sua grande festa. Segundo se conta, São não queria ficar atrás da sua rival Beatriz Patiño, que desdenhava dela. Por isso organizou uma festa na ambição de ser tão grande e imponente como a dos Patiño, onde estiveram presentes 1200 pessoas num desfile de luxo, celebridades e fama (ver caixa). Haveria de ser o seu salto para a fama na sociedade portuguesa, uma vez que até então ela passava largamente despercebida por cá, vivendo entre Paris e Houston, no Texas, onde era a sede da petrolífera Schlumberger.

Mas, no estrangeiro, São já era uma estrela. Na alta sociedade parisiense, eram três as grandes senhoras: Marie-Heléne de Rotschild, Jacqueline de Ribes e São. Os padrinhos de batismo da sua filha foram o rei Umberto II, de Itália, e Maria do Carmo Espírito Santo Silva, hoje a mulher mais rica de Portugal.

Amiga de Warhol, Givenchy e Galiano


Com a fortuna do marido, que nunca lhe negava nada, São haveria de se tornar uma mecenas das artes. Pierre já tinha uma vasta coleção de obras numa coleção que incluía muitos Picasso, Braque, Léger, e Matisse, bem como pinturas de Monet, Degas, Bonnard e Seurat. São fê-la crescer com um toque mais contemporâneo. Comprou obras de Rothko, Rauschenberg e Lichtenstein, e acabou por se tornar grande amiga de Andy Warhol. Frequentava as suas loucas festas na Factory - o estúdio do artista em Nova Iorque - e Warhol até deu ali um raríssimo jantar formal em sua honra em 1975. Angelica Houston e Jack Nicholson, por exemplo, estavam entre os convidados famosos. Afinal, ela era uma das senhoras que financiava com muitos dólares a excêntrica vida do artista pop.

Foi lá que o fotógrafo norte-americano Christopher Makos a conheceu, por intermédio de Warhol. "Ela era extremamente cool. Elegante, encantadora, tinha sempre amigos incríveis. E não tinha aquele ar intimidante dos muito ricos, talvez porque veio de um meio mais humilde", recorda hoje.

A senhora Schlumberger é a única portuguesa que tem um retrato seu pintado por Warhol e por Salvador Dali, outro artista que ficou seu amigo. Mas São não era fácil de agradar. O seu retrato assinado por Dali demorou dois anos a ser feito, e quando foi terminado em 1965, ela teve uma ligeira desilusão. É que o pintor, em vez de a desenhar ao seu estilo surrealista arrojado, fez um retrato mais tradicional. "Não gosto muito do quadro. Estava à espera de uma fantasia... mas ele fez um clássico", disse mais tarde. O quadro foi mais tarde vendido em leilão pela Sotheby's por mais de 800 mil dólares (575 mil euros).

São participou intensamente na cena artística e de caridade internacional. Foi membro-fundador do Centro Pompidou de Paris, membro do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque), e do Grupo de Amigos de Versailles, onde financiou algumas das restaurações do Palácio, nomeadamente o próprio quarto de Luís XIV, para a qual doaram 1,7 milhões de dólares (1,22 milhões de euros). Nada de mais para o casal cujo rendimento anual rondava os 30 milhões de dólares (21,54 milhões de euros).

Se a arte foi uma das suas paixões, a moda também era. São era fã dos grandes costureiros, especialmente Givenchy. Foi uma das melhores clientes do mundo e amiga íntima do famoso designer. Mas também gostava de Yves Saint Laurent ou Lacroix. O seu nome ficará para sempre ligado a Galliano. Foi na sua casa de cinco andares na Rue Férou, um palacete, que ele fez a apresentação da sua primeira grande coleção, em 1995, a pedido do diretor europeu da "Vogue", seu amigo e presença habitual na sua casa. "Ela era uma mulher muito bonita, estava sempre impecavelmente arranjada. Usava roupa de grandes criadores, recordo-me em particular de um casaco Givenchy de pantera negra que custou uma fortuna", revela ao Expresso Claudine Tritz, duquesa de Cadaval, que privou com São durante três décadas. E acrescenta: "Mas São era, acima de tudo, uma intelectual. Gostava de arte, circulava nesses círculos, apoiou muitos artistas."

Não olhava a custos nem a poupanças. São disse à revista "W" em 1987: "Não há nada mais aborrecido do que ver uma mulher com meios para comprar tudo o que quiser a usar sempre as mesmas joias." Nas suas festas, mesmo as maiores, o vinho era sempre do melhor, o champagne do mais caro. "Ela era uma mulher que sabia receber muito bem. Dava grandes festas com orquestras, era tudo muito exuberante. Sempre que regressava a Portugal, trazia um batalhão de amigos estrangeiros, artistas, famosos. Era uma misturada de gente engraçada", partilha Joana Leitão, uma amiga portuguesa presença habitual nas suas casas e eventos.

Pierre e São tiveram dois filhos - Paul-Albert e Victoire, embora a maternidade não fosse claramente a sua vocação. Estava demasiado ausente em festas e viagens pelo mundo. Já quase no fim da vida, São disse um dia a Bob Colacello: "Eu nunca soube ser mãe, na verdade nunca tive um exemplo de maternidade." Victoire, que se mudou para Portugal, para a Quinta do Vinagre, contactada pelo Expresso, não se mostrou disponível para falar sobre a mãe. A relação entre as duas foi sempre difícil.

O escândalo do amante egípcio


Em 1969, apenas um ano depois do grande baile em Portugal, Pierre teve um AVC durante umas férias em Portugal. Esteve à beira da morte, mas sobreviveu ainda mais reservado e totalmente dependente de São. Adorava-a para além de todos os limites. Os seus olhos seguiam-na para onde quer que fosse. Terá sido por isso que admitiu um caso que chocou a alta sociedade francesa e a conservadora família de Pierre: o seu muito público affair com Naguib, um bem-parecido jovem egípcio de 26 anos que se auto-intitulava príncipe. São conheceu-o no verão de 1975 e ficou perdidamente embeiçada de amores. Terá dito a Pierre que largaria tudo para ficar com ele, mas o marido aceitou o romance para não a perder. Ele estava velho, e ela era uma mulher ainda jovem e cheia de vida.

Por isso, São nunca se preocupou em manter o caso em segredo. Saía com Naguib para todo o lado, de festa em festa. Passavam férias juntos, o egípcio até convivia com Pierre na sua própria casa. "Naguib era um tipo incrível, muito encantador. O caso deles não podia ser mais às claras. Uma vez passei uma temporada com os dois na casa de férias em Cap Ferrat, andavam sempre juntos pelo mundo", contou Makos ao Expresso. No 27º aniversário de Naguib, São organizou uma enorme festa na mansão da Rue Férou em sua honra, toda inspirada em temas egípcios.

Em 1984 Pierre teve novo AVC, para falecer 14 meses depois. Para São, o que se seguiria seria um terramoto. Segundo Bob Colacello, o testamento de Pierre trazia algumas surpresas inimagináveis para quem, em vida, nunca tinha negado nada à sua mulher. A esmagadora maioria dos seus bens seria para os filhos Paul-Albert e Victoire, concedendo a São o usufruto dos espaços até à sua morte. Poderia manter o seu estilo de vida, mas nada lhe pertencia. Andou desavinda com a filha por causa de partilhas, mesmo com processos em tribunal. Depois do choque, São teve de se ajustar à nova realidade. Vendeu algumas joias, que lhe davam avultados rendimentos, e saiu da grande mansão da Rue Férou para comprar um apartamento mais "modesto". Aproveitou a oportunidade para fazer a coisa em grande: contratou O'Keeffe e fez uma casa excêntrica ao seu gosto.

Mas o fim da sua vida seria uma sombra do que foram os seus dias de glória. São continuou excelente anfitriã, mas as suas festas foram ficando mais pequenas e modestas, longe do glamour de outros tempos. Adoeceu e ficou dependente de uma cadeira de rodas. A morte do filho - com um cancro, aos 39 anos -, que já antes tentara o suicídio, foi muito difícil de superar. Reatou relações com a filha, ainda que algo frias. Apesar da sua frágil condição, São nunca deixou de cuidar de si. "Aparecia sempre impecavelmente vestida e arranjada", conta O'Keeffe, um dos poucos presentes num almoço do seu 77º aniversário, organizado pela filha. São morreu um ano depois, e o seu funeral foi desoladoramente marcado pelas ausências. Compareceram escassas seis pessoas, entre as quais estava a portuguesa Maria, a criada pessoal que a acompanhou nos últimos anos. Como uma diva de ópera, o seu fim foi um volte-face irónico: um adeus solitário para uma vida sempre em festa.

Publicado na Revista Única do Expresso de 6 de Novembro de 2010


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O velho não foi burro!!


"A esmagadora maioria dos seus bens seria para os filhos Paul-Albert e Victoire, concedendo a São o usufruto dos espaços até à sua morte."

Ela se fu...!!!
São todas assim
com o dinheiro do marido, todas brilham.
Comentários 2 Comentar

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