24 de maio de 2013 às 20:00
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A geração perdida

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Os enfermeiros que começaram a trabalhar ontem nos centros de saúde de Lisboa e que foram contratados por empresas de prestação de serviços - o Estado arranja forma de, ele próprio, ludibriar a lei laboral - receberão 4 euros por hora.

Centenas de bolseiros que trabalham em laboratórios e universidades do Estado estão há meses com as suas bolsas em atraso. Os bolseiros de doutoramento e pós-doutoramento receberão o mês de Julho com atraso. Uns e outros estão, com muito raras exceções, proibidos de ter qualquer outra fonte de rendimento. Têm de viver do ar ou com a ajuda dos pais, se eles lhes conseguirem valer.

Poderia continuar. Os estágios não pagos em várias profissões qualificadas. A forma como as empresas de trabalho temporário transformam a desgraça de milhares de jovens numa excelente oportunidade de negócio. Mas tudo se resume a isto: andámos a gastar dinheiro em formação para mandar embora os jovens mais qualificados que alguma vez este País conheceu. A isto chama-se desperdício. E não, não temos, como muita gente julga, "doutores" a mais. Olhem para a Europa. Temos "doutores" a menos. O problema é que a maioria das nossas empresas não foi capaz - por culpa própria ou pela estratégia económica dos sucessivos governos - de aproveitar esta oportunidade.

Um jovem qualificado português tem duas possibilidades: ou vive às custas dos pais nos primeiros anos de carreira (se os pais o puderem ajudar), paga para trabalhar e aceita adiar o começo da sua vida para um passado distante, ou emigra e vem cá no Verão. Se fizer a primeira escolha, pior para ele. Se fizer a segunda, pior para nós.

Recentemente, um jovem deputado do CDS, com 29 anos, estudante veterano e sem nenhum currículo que não seja o de deputado, disse, sobre o jovem português: "fatalmente, vai cada vez mais criar o próprio emprego e não andar à procura na indústria ou noutros sectores". Foi isso que fez no CDS e justamente ficou com a pasta do "empreendedorismo". Não desenvolvo mais sobre esta maravilhosa frase do felizmente obscuro "jotinha" Michael Seufert, que tem como principal solução para o desemprego dos jovens que estes deixem de descontar e receber da segurança social. Apenas isto: nenhum país vive exclusivamente de empresas unipessoais. Nenhum país dispensa técnicos especializados que podem não ter especial talento para os negócios, mas sem os quais os negócios não vão longe. Compreendo que estes empreendedores teóricos - como o nosso primeiro-ministro - não consigam passar das frases feitas, dignas dos artigos de auto-ajuda profissional. Mas ou começamos a ser governados por quem queira aproveitar a melhor de todas as gerações ou espera-nos um futuro sombrio.

Como é possível algum tipo de "empreendedorismo" se os melhores se forem embora? Como esperam vencer a nossa crise demográfica se os jovens viverem na mais absoluta das precariedades? Como esperam que eles garantam uma boa formação para si e para os seus filhos, se cometerem a loucura de os ter, a receberem 4 euros por hora? Como será a nossa velhice se, para viverem, os nossos filhos dependerem da ajuda das nossas magras reformas, se as viermos a ter? Enfim, como poderá esta sociedade ser sustentável se continuarem a esmifrar até ao tutano uma geração que se preparou para o desenvolvimento de um País que afinal decidiu regressar ao século XIX?

Comentários 88 Comentar
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O discurso de Louçã já "chateia"|
Começa a ser uma cassete o discurso de Louçã e dos seus porta vozes,entre os quais DO se inclui: é uma cassete já gasta,não acrescenta nada ao que disseram na véspera e mais parecem as vozes do agoiro.
Com esta "gente" parece que Portugal não tem futuro e tudo à volta é uma desgraça.
Ora assim não é : O novo Governo tem um ano, Sócrates esteve lá seis.O crédito externo não existia,a corrupção em Portugal atingiu niveis nunca vistos e é impossivel de um dia para o outro endireitar o País.
Sobretudo quando, e nesta fase inicial do Governo de Passos, o PS e o PCP só estarem interessados em deitar abaixo um Governo legitimado pelo Povo e que pôs no ôlho da rua Sócrates.
O Bloco é o pau de cabeleira do PS e vê nesse "estatuto" a única salvação para continuar na Assembleia nas próximas legislativas.Oportunistas!
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este "wol..."precisa de lavar a lingua com lexívia Ver comentário
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lexívia,"wol..",lexívia! Ver comentário
Re: lexívia, Ver comentário
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Louçã meteu os "bloquistas" num buraco! Ver comentário
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Louçã Sócrates Alegre:o trio da PT/TVI,lembram-? Ver comentário
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Regresso ao passado
Este governo, com o aplauso do PR, está a promover o regresso à idade média, incomodando o facto de não conhecerem o país e os empresários a quem todos os dias fornecem as armas que lhe permitem escravizar cada vez mais pessoas. O caso dos enfermeiros é uma gota de água no oceano de abusos praticados com a benção governamental, um destes dias uma desempregada foi com carta do centro de emprego visitar um presumível empregador que lhe ofereceu por 9 horas de trabalho diário a módica quantia de duzentos euros, com direito ao silêncio e assinar o recibo com o ordenado minímo. Aguardo que este empresário português da modernidade, apareça no próximo "Você na TV" a declarar alto e bom som que necessita de empregados e que ninguém aceita a sua oferta de trabalho por preferir receber o subsídio de desemprego e, no dia seguinte, aparece o Álvaro da economia e o Mota da Segurança Social a anunciar alterações aos regimes de apoio, com o restante governo e os deputados da maioria a gritar "Muito Bem"
Comentadores e Demagogos saber separar trigo do J Ver comentário
PORTUGAL DEFENITIVAMENTE NÃO É UMA TERRA P JOVENS
Análises oportunistas e sempre levianas e com bastante fel. Hoje são os enfermeiros… sem dúvida alguma mais um exemplo das deficiências do Portugal de Abril em q tudo foi pensado, politizado e nada resolvido ou sequer pensado. É triste q o país não consiga dar as mais mínimas condições d empregabilidade mas o fenómeno não é novo e poe em evidencia o fracasso q foi e é a planificação e o pensar o futuro d Portugal. A culpa é d todos mas convém dizer q é um bocadinho mais daqueles srs.s q ocupam lugares nos ministérios e q se debruçam ou se deviam debruçar sobre o futuro do país. Situações degradantes e vergonhosas como esta dos enfermeiros passam-se com os professores, com os arquitectos, com os advogados, com os q estudaram história, etc…paralelamente a este exercício máximo de negligência governamental existe o corporativismo mais saloio e balofo. Uma autêntica herança do salazarismo. Médicos e engenheiros tão necessários são deparam-se com obstáculos erguidos pelos q já se encontram na profissão e q se comportam como verdadeiros guardiões d uma cripta q só a eles lhe interessam. Em tempos lembro-me dos dentistas brasileiros q eram todos maus. Do q se dizia do meu amigo granadino Tallon. Das dificuldades erguidas pela Ordem dos Engenheiros p o reconhecimento d especialidades em engenharia tiradas em mercados mais evoluído e, mais recentemente a ideia da Ordem dos Médicos em examinar quem saiu da exíguas universidades d medicina única e exclusivamente com o intuito d ...
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Este país é uma anedota
Mas há alguém que ainda ouse falar em "empreendedorismo", com os níveis de corrupção, compadrios, justiça anedótica, políticos, burocráticos deste paízeco? Onde o índice de Gini é o pior da Europa.

Estou farto de gente que nunca criou um emprego, ou que sempre trabalhou por conta de outrém, ou que herdou empresas dos pais, venha mandar larachas acerca de empreendedorismo.
Sobre o caso da Enfermagem (1)
O que mais me impressionou no caso dos enfermeiros (assumindo que o que li nos media está certo), é a espantosa estupidez aparente de um governo aflito por dinheiro que valorizando o trabalho dos enfermeiros em mil e tal euros por mês podia estar a pagar muito menos, se os recursos humanos que contrata de facto recebem pouco mais de metade disso. Se aceita comprar serviços onde os visados recebem quinhentos a recibo verde, se paga mil, porque não os contrata diretamente por oitocentos?

Qual é o valor acrescentado que tira deste negócio?

Facilidade em rasgar contratos?

Já se viu nos PPPs que os contratos protegem sempre as duas partes, e não existem para serem desrespeitados a belo prazer.

Facilidades em pedir outros enfermeiros em substituição?

Porquê a preocupação quando todos os dias aprovam leis e estatutos que facilitam e promovem o despedimento?

Desresponsabilização na gestão administrativa das carreiras dos contratados?

Por mais emagrecimento que se opere no estado, este continua a ser aquele onde as economias de escala nesse aspeto são mais fortes... esses custos marginais deverão ser completamente residuais.

Não se percebe a razão exceto que continuamos a intermediar quem efetivamente produz com mais parasitas/distribuidores... que são efetivamente quem ganha o dinheiro (muito à maneira das grandes superfícies). E nesse caso, qual é o incentivo para se apostar em profissões técnicas exigentes? Que incentivo existe para produzir?
Re: Sobre o caso da Enfermagem (1) Ver comentário
Viva o Daniel… um dos nossos maiores pensadores
Pois é, converti-me: após muito matutar conclui estar errado. Morro de vergonha de ter imaginado que DO era escrevinhador foleiro com pensamentos superficiais obtidos em “RGE’s” (reuniões gerais de esquerda)… deveria ter bastado saber, como é pessoa considerada em todo o Grupo Impresa; solicitado para tudo o que suscite dúvidas.

Ao estilo Pedro Marques Lopes, ou Pedro Adão e Silva, mas, mesmo de esquerda.

Mas indo ao tema: DO lastima o comportamento próprio de “família pelintra”, do Estado em geral e do Governo em particular. Família sem cheta que escarafuncha o fundo da panela e vai aos restos dos restaurantes. Resumindo: uma família pobre de direita. Porque família pobre de esquerda, conhece os seus direitos e, como tal, reivindica-os. E que antes de adormecer lê, não a Bíblia, mas a Constituição.

E qual a diferença entre uma família pelintra e um Governo? Pois claro: é o dinheiro – coisa composta por rodelas metálicas e retângulos de papel… impresso. Ora de técnicas Gutenberg catrapiscamos nós e, seguindo o exemplo de Alves dos Reis e a proposta de Soares, toca a afinfar a tintagem nos ditos retângulos. Podemos imprimir por exemplo, mais 1 zero nas notas existentes.

Crescimento imediato – coisa exigida por gente lucida – 1.000%.

Vejam lá: 1.000% (10 vezes mais) só com um zerito (desde que não impresso à esquerda) em cada nota.

Que os grandes filósofos (incluindo os de Paris) inspirem o Daniel, nesta luta tão bonita e tão patriótica.

Bem haja
Re: Viva o Daniel… um dos nossos maiores pens Ver comentário
Re: Viva o Daniel… um dos nossos maiores pens Ver comentário
Crónica incompleta
Sem separar o trigo do joio, no que diz respeito à qualidade da preparação jovem, obteremos resultados incorrectos.
Acontece que um grande grupo de oportunistas, na ânsia das propinas, criaram universidades por todo o lado, com licenciaturas de pouca utilidade. Corromperam o poder político oferecendo-lhe títulos e canudos e nunca houve tanto doutor a martelo na política portuguesa.Alguns licenciados aos 40 ou 50 anos.

A gente das universidades de prestígio continua a ter boas hipóteses de trabalho. Médicos, engenheiros do IST, desempregados, onde estão ???

Este governo tem a obsessão do emagrecimento da administração, não contrata pessoal e protege essas empresas parasitárias. Diz que não contrata enfermeiros, que contrata serviços de enfermagem. No futuro. não contrata polícias e haverá empresas que os aluga, já fardados e armados.Ou mesmo tropa, nos USA já há empresas que alugam exércitos.

É uma abordagem miserável, que será corrigida quando acabarem o mandato, se os eleitores assim o desejarem.

Sobre o emprendorismo, temos que reconhecer que , quem está a vender a ideia, deu-se bem com a experiência. O PM está empregado (e bem) e o tal jovem do CDS também se safou bem. Ambos foram muito empreendedores.......
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A geracao-perdida
Cavaco acabou com as aldeias e Passos propõe-se acabar com as cidades e por conseguinte com o País. Com excepção de alguns filhos de políticos, os jovens não têm futuro neste País. Isto é o que se ouve por aí e a palavra chave é emigrar. Este é o fado que nos persegue desde sempre, mas nunca dantes tinha sido aconselhado pelo governo. Um País sem gente é mato e não é País de coisa nenhuma.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/02/ciclo-de-conferencias-sobre-emigracao.html

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viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/05/ministerio-da-justica-ricardo-negrao.html
Sobre o caso da Enfermagem (2/2)
Receio no entanto que a pertinência das minhas perguntas caia em saco roto. Ainda não há muito tempo, chocou-me um comentador da nossa comunidade, empresário, para quem os professores, os médicos, até mesmo os empregados dele, não produziam riqueza. Esta era produzida pelos empresários. Isto inferi de uma frase infeliz mas que pensei reveladora de uma certa predisposição para ver o trabalhador como um recurso não muito diferente de uma máquina. Não vou perorar muito mais até que ponto isto leva a má gestão, até porque não acredito que ele aplicasse esta atitude no seu negócio. Mas lembrarei que no que diz respeito ao Estado, os maiores embaraços que envolveram o PSD foram na área da saúde: o caso do sangue contaminado e o caso da hemodiálise de Évora. Este governo é o mesmo que quer atribuir maiores responsabilidades aos enfermeiros, como por exemplo, pô-los a acompanhar grávidas, e que por outro lado, sabemos agora, contrata enfermeiros que recebem a preço de saldo. E aqui prevejo duas possibilidades futuras:

1. Os enfermeiros qualificados reagem, levando as empresas de serviços a aumentarem-nos mas também a pedir mais ao Estado. À semelhança de tantos outros serviços onde o Estado desistiu de ter meios próprios, o barato hoje pode vir a ser o caro amanhã.

2. A qualidade humana dos serviços desce, e um dia, há uma tragédia.

Nesse dia, os factos considerados aqui devem ser entendidos como negligência criminosa dos governantes. Houve duas, não pode haver três.
Re: Sobre o caso da Enfermagem (2/2) Ver comentário
Re: Sobre o caso da Enfermagem (2/2) Ver comentário
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SOME ARE MORE EQUAL
"Como é possível algum tipo de "empreendedorismo" se os melhores se forem embora?"

É ESSE O CERNE DA QUESTÃO, e foi essa a correcção feita em 1789, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, à frase da Declaração de Independência dos EUA de 1776 que afirmava que "os homens nascem livres e iguais". A Revolução Francesa acrescentou "em direitos". E este aditamento que parece à primeira vista restritivo é na realidade muito mais abrangente, pois se da Revolução Americana surgiram o Capitalismo Moderno e as ideias de "empreendedorismo", em que só não é rico quem não trabalha dado sermos todos "iguais", a Revolução Francesa deu origem às Democracias Modernas ao reconhecer as diferenças, e a necessidade de as ultrapassar conferindo a todos os mesmos direitos, quer sejam mais, ou menos "empreendedores": foi a semente da solidariedade e do Estado Social.

A Revolução Neo-Liberal a que assistimos, conduzida pela UE, consiste em INVERTER E RECUSAR a herança da Revolução Francesa. Temos os Estados cumpridores e incumpridores, que tinham a "obrigação" de terem todos atingido o mesmo nível da Alemanha, e temos os cidadãos "empreendedores" e os que não o são.

Uma sociedade baseada na "concorrência e competitividade" em vez da solidariedade só pode resultar na aquilação dos mais fracos, e é essa a GRANDE RUPTURA a que estamos a assistir.

É NECESSÁRIO LUTAR CONTRA A REVOLUÇÃO NEO-LIBERAL, e a única maneira que Portugal tem de o fazer é SAINDO DO EURO E DA UE!!!
Re: SOME ARE MORE EQUAL Ver comentário
DO
Já andamos perdidos há muito e encontrar o rumo está muito difícil, existe muito político pelo meio.
"COM UM 1ºMINISTRO INCOMPETENTE"
Que seria de esperar de um governo de bravos homenzinhos incompetentes?Reparem bem na actividade profissional dos que nos governam...Formaram-senas jotas e depois arranjaram tacho nas empresas de outros políticos que os antecederam...de conluio em conluio tratam da vidinha deles e o povo que se desemerde...Claro que não sabem governar são apenas uns regentes dos grandes grupos económicos,nacionais e estrangeiros inviabilizam o país,que vai ter de desaparecer brevemente(30 anos),pois não haverá renovação geracional.....Claro que os filhos deles estarão no estrangeiro a viver e a trabalhar em boas companhias,para onde um dia chamarão os pais(os vendilhões desta tragédia) para lhes darem melhor assistência na velhice....Os outros estarão abandonados à sua sorte,miserávelmente acabando as suas vidas....
Geração Perdida
Daniel Oliveira foi buscar o termo Geração Perdida criado por Gerturde Stein que incluia as celebridades literárias que viveram em várias cidades da Europa após o fim da I Guerra Mundial entre elas Hemingway e Scott Fritzgerald.Aliás o recente filme de Woody Allen: Meia-noite em Paris retrata toda essa temática. Podia ser uma boa abordagem da época que estamos a viver: a nova depressão mas DO insiste de forma obcecada sempre na mesma nota: tudo estava bem em Portugal e só de há 1 ano para cá se degradou com a conivência do PSD.
O desemprego tem muitas causas que vem de longe e só para citar algumas: a informatização , a falta de programação que existiu em Portugal criando de forma selvagem cursos sem olhar para as verdadeiras necessidades do país, etc, etc. O fenómeno da migração não começou há um ano nem há 20 ou 50 anos. Os mais arrojados, que não viam futuro em Portugal ,partiram para o Brazil. America do Norte,ex-colonias ou mais recentemente para outros paises Europeus.
A Enfermagem que é uma profissão nobre não pode ser tratada desta forma e os profissionais não aceitarão essa humilhação.
Continuamos em Portugal a ter profissões que são bem remuneradas , tem todas as benesses e não pagam Impostos: as Empregadas Domesticas. Ganham 6 a 7 Euros a hora sem qualquer desconto mas ninguém tem coragem para tocar no assunto porque carregam ainda o estigma das" coitadinhas exploradas pelas classes abastadas e abusadas pelos patrões». Chegou a hora de mudar ..
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Trabalhar
Em Portugal? O problema é só um: uma questão de posição. Se tiverem bem posicionados, nem precisam de trabalhar. Caso contrário nem a melhor formação do Mundo os salva...
Afinal eles são iguaizinhos
Na crónica de ontem ''Nem polido, nem valente'' DO escreve acerca de Vasco Pulido Valente: «E sobre qualquer assunto, é isto que tem para dizer. Sempre isto e nunca mais do que isto. Sobre o País, a Europa e o Mundo, o suicídio é o único caminho racional que nos resta», e «Tudo nele é rancor e ressentimento.»
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