Em recente entrevista a um jornal diário, D. José Policarpo afirmou que "ninguém sai da política de mãos limpas". Esta afirmação, pela forma chocantemente generalista de que se revestiu, mais parecia um lapso de linguagem ocasional. Mas infelizmente, a realidade é que se tratou da conclusão lógica de uma divagação discursiva em que o entrevistado defendeu que a Igreja deve fugir da política porque não é possível escapar àquilo que esta atividade tem de reprovável.
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