17/05/2012 atualizado às 0:47
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OPINIÃO

A Europa não pode tornar-se uma nova Argentina

Economias mais frágeis da zona euro - Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha - estão a ser empurradas para uma situação idêntica à que viveu a Argentina, mas sem os mesmos instrumentos. No coração da zona euro, o detonador de uma bomba explosiva já foi ativado, argumenta Maria João Rodrigues, conselheira das instituições europeias, que pede um novo compromisso europeu.

Maria João Rodrigues (www.expresso.pt)
0:00 Sábado, 27 de novembro de 2010
A Europa não pode tornar-se uma nova Argentina
António Pedro Ferreira

O problema


A zona do euro confronta-se novamente com o risco de uma crise sistémica. O problema central não é o caso irlandês nem os possíveis casos nacionais que se poderão seguir. O problema central é o facto de os fundamentos dos instrumentos europeus, criados em maio para assegurar a inexistência de falhas no pagamento das dívidas nacionais na zona do euro, estarem a ser questionados pelo seu principal Tesoureiro (Paymaster).

A insistência do governo alemão para que os investidores partilhem também o fardo, aceitando uma falha parcial no pagamento da dívida soberana está a levantar uma onda importante de especulação financeira e política contra o euro. Isto está a frustrar os esforços das economias mais frágeis, que veem com desespero os seus diferenciais bancários (spreads) a aumentar, mesmo quando adotam orçamentos de grande austeridade. A Europa não deveria ser a Argentina, mas estes países estão a ser empurrados para posições semelhantes à da Argentina, mesmo sem disporem dos instrumentos argentinos para enfrentarem a tempestade. Mais ainda, as implicações serão ainda mais vastas, afectando a zona do euro no seu todo: as divergências dos diferenciais bancários (spreads) entre os Estados Membros estão a tornar-se em divergências entre défices públicos e dívidas e também em divergências entre taxas de crescimento e de desemprego. Isto já ativou o detonador de uma bomba explosiva no coração da zona do euro. Todos aqueles que na Alemanha argumentaram calmamente que as exportações alemãs no seriam prejudicadas pela crise na periferia deveriam refletir outra vez.

Mas também temos que perceber as preocupações dos alemães. Por trás da proposta da falha parcial no pagamento da dívida está não só o objetivo de reduzir o fardo dos contribuintes (alemães), mas também o objetivo de usar a pressão dos mercados para se impor uma disciplina fiscal mais rigorosa, uma vez que se considera que o Pacto de Estabilidade e Crescimento não será suficiente, mesmo depois das reformas gerais em curso.

A solução: necessidade de um novo compromisso


O que está a fazer falta não é um processo de "falhas ordenadas no pagamento da dívida", mas sim um processo que assegure empréstimos e créditos mais responsáveis e eficazes, tanto pelos Estados Membros como pelos investidores financeiros. Este processo deveria ser fortalecido por uma melhor afinação dos instrumentos europeus recentemente criados para lidarem com as dívidas soberanas (o Fundo e o mecanismo). Estes representam um progresso histórico para a zona do euro porque são geridos a nível europeu e têm o direito de emissão de euro-obrigações (euro-bonds), de forma a poderem conceder empréstimos com diferenciais bancários (spreads) mais baixos aos Estados Membros. As condições que se estão a praticar deveriam ser afinadas agora tendo em vista um caminho credível para a consolidação fiscal, exigindo transparência total e consistência na gestão do orçamento e da dívida. Mas as condições deveriam ainda abordar a necessidade de recuperação económica, indispensável para a consolidação fiscal. Os meios de apoio ao investimento (incluindo o co-financiamento de fundos estruturais), criação de emprego, educação e sistemas sustentáveis de segurança social, deveriam ser salvaguardados.

A Europa não pode tornar-se uma nova Argentina
António Pedro Ferreira

Além desta afinação na condicionalidade destes instrumentos europeus para a estabilidade financeira, a zona do euro deve ainda estar preparada para aumentar a quantidade dos seus recursos, caso seja necessário lidar com outros casos eventuais.

Para além disto, falta ainda um enquadramento mais englobante para orientar a reforma da zona do euro. Deveríamos ser bastante claros sobre quais são as condições fundamentais para se salvaguardar a sustentabilidade da zona do euro no longo prazo. Elas são cinco: disciplina fiscal rigorosa que garanta que não haja falhas no pagamento da dívida; um sistema financeiro eficaz; uma estratégia comum de crescimento e emprego, apoiada por instrumentos nacionais e europeus; uma política europeia eficaz para a convergência regional; uma representação externa eficaz da zona do euro.

Assumindo que estas seriam as prioridades de reforma na governação da zona do euro, onde nos encontramos neste processo? Qual seria o novo compromisso a forjar?

A representação externa está a ser melhorada no conselho do FMI, G-8 e G-20, mas há ainda muito a fazer. Mais ainda, todos estes esforços serão erodidos se a zona do euro for vista internacionalmente como estando numa crise sistémica, o que é o caso atualmente.

Está a verificar-se um progresso importante na formação atual de um sistema europeu de supervisão e deve ainda salientar-se o papel crucial do Banco Central Europeu no controle da crise financeira. O sistema financeiro está a ser reformado, mas há ainda muito por fazer para precisamente garantir empréstimos e créditos mais responsáveis. Quanto à especulação sobre a falha no pagamento da dívida soberana, há necessidade de algo mais rigoroso para se controlar o efeito perverso das permutas de incumprimento de crédito (credit default swaps). É profundamente perturbador que os seus lucros aumentem com o risco de falha no pagamento da dívida soberana, porque isto cria atores completamente empenhados em fazer com que os governos falhem, independentemente do seu desempenho político.

As regras da disciplina fiscal deveriam tornar-se mais automáticas se se pretender que elas assegurem uma consolidação fiscal aliada a crescimento. Esta é a razão pela qual a supervisão fiscal deve ser aliada com supervisão macroeconómica. Apoiados nestas regras preventivas e corretivas rigorosas, os instrumentos europeus para a estabilidade financeira deveriam funcionar como uma garantia de último recurso de que não se verificariam falhas no pagamento da dívida na zona do euro e de que todas as situações anómalas seriam rapidamente corrigidas sob forte condicionalidade.

Em relação a uma estratégia europeia para crescimento e emprego, a estratégia Europa 2020 recentemente adotada deveria contar com instrumentos nacionais e europeus mais fortes para serem implementados: necessitamos de espaço fiscal adequado nos orçamentos nacionais para se apoiar o investimento, mais recursos para os programas comunitários, euro-obrigações (euro-bonds) que apoiem investimentos no longo prazo e novas fontes fiscais, tais como o imposto sobre transações financeiras e os impostos verdes (ambientais). Os programas nacionais de reforma devem ser implementados com meios mais fortes que apoiem um crescimento inteligente, amigo do ambiente e inclusivo. A condicionalidade dos fundos estruturais deve também ser melhorada, de forma a torná-los mais eficazes no desenvolvimento de convergência regional.

Os líderes europeus irão ser confrontados com a necessidade de chegarem a acordo sobre esta agenda mais alargada, de forma a tornarem a zona do euro mais forte. Só nessa altura serão eles capazes de fazer face à sua responsabilidade de tirarem o melhor partido de um continente que contém um potencial notável.

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A Argentina e a crise da Europa
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 1:02 | Sábado, 27 de novembro de 2010
De facto já se começam a ver algumas semelhanças com o que se passou na Argentina. Só que lá o governo tinha a moeda nacional para desvalorizar e outros instrumentos que aqui não temos. Houve até um período em que como o dinheiro deixou de valer as pessoas emitiram senhas nos bairros e nas cidades para substituir o dinheiro e assim poderem trocar por bens essenciais. Foi terrível ficar sem o dinheiro a prazo, mas se estava a prazo era porque as pessoas não precisavam dele e o Estado apropriou-se do que não lhe pertencia. Espero que nunca cheguemos a esse ponto, mas começo a pensar que o Euro já não é o porto de refúgio que todos imaginávamos.

  Precisamos de uma nova maioria no Parlamento Europeu que lance as bases de uma nova política europeia. A atual maioria de Direita tem levado a Europa ao descalabro, porque está tolhida pelo neo-liberalismo que foi o causador desta desgraça. Se não atuarmos com rapidez, a desconstrução europeia pode começar e depois vai demorar mais 100 anos a recuperar o ideal europeu.

Mãos à obra europeus, que a tarefa é árdua e uma Nova Europa precisa de nascer, com uma unidade mais forte, políticas comuns em todos os setores, um Presidente, uma nova economia e uma política externa comum bem definida.
 
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    Outro tipo de "desvalorização cambial"    Ver comentário
Press (seguir utilizador), 2 pontos , 14:57 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    1500 euro    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 19:29 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: 1500 euro    Ver comentário
Bravo económico (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Domingo, 28 de novembro de 2010
    Re: Outro tipo de    Ver comentário
Bravo económico (seguir utilizador), 1 ponto , 1:46 | Domingo, 28 de novembro de 2010
    Re: A Argentina e a crise da Europa    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 8:32 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: A Argentina e a crise da Europa    Ver comentário
Bravo económico (seguir utilizador), 1 ponto , 8:26 | Domingo, 28 de novembro de 2010
    a prazo era porque as pessoas não precisavam????    Ver comentário
Entrelinhas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Domingo, 28 de novembro de 2010
    Re: a prazo era porque as pessoas não precisavam??    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 10:54 | Domingo, 28 de novembro de 2010
A chave do Problema é a concentração de riqueza
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 1:52 | Sábado, 27 de novembro de 2010
Apesar de Portugal não ter feito o trabalho de casa como todos sabemos , não adianta aqui estar a repetir o que todos já dissemos , a verdade é que poucas vezes dito e falado , o que fez despontar esta crise começada com o subprime foi sem dúvida , cheguei tambem a essa conclusão quando vi os gráficos na net tambem e sem isso lá ser referido é a excessiva concentração de riqueza nos 5% de população mais ricos que nos EUA tinham 34% da riqueza em 2007 ou 2008 quando rebentou a crise valor igual a 1928//29 quando se deu o grande crash.
A verdade é essa o dinheiro está muito mal distribuído , a maior parte da população começa a recorrer ao crédito em excesso que chega ao ponto que tudo caí como um baralho de cartas porque a economia está sustentada numa mão cheia de nada.
Portugal está a ser atacado agora porque é um dos pontos fracos fruto da ação destes governantes que nos governaram pelo menos nestes últimos anos 15 , 20 anos , mas isto não vai ficar por aqui a nível mundial vai haver mais terremotos destes , países que estão em desenvolvimento e com um grande crescimento como a China não estão livres e os EUA , onde começou esta crise estão tambem com grandes problemas , nomeadamente os estados da Califórnia e Ilinois com dividas em cima de dividas.
A Grande Depressão durou de 1929 até já a 2ª Guerra Mundial já estar em andamento , é bem provável que esta crise dure até 2020 e durante estes anos ande a correr o mundo a semear crises.
 
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    Re: A chave do Problema é a concentração de riquez    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:26 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: A chave do Problema é a concentração de riquez    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:39 | Sábado, 27 de novembro de 2010
Olha mais uma .....
NoReply (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:05 | Sábado, 27 de novembro de 2010
Mais uma ex-ministra entachada numa chafarica dourada, que também sabe qual a solução para a crise.
Bastam umas dificuldades, para sairem todos da toca e desatar a botar postas a torto-e-a-direito, já esquecidos das responsabilidades governamentais que detiveram, durante as quais andaram alegremente a descerrar lápides e a cortar fitinhas, e agora são o oráculo para todos os designios.
Esta, Cravinho, Sampaio, Soares, Barroso, Sanatana, etc, são vozes constantes a martelar frases bacocas, alguns dos quais comentadores profissionais imagine-se, mas outros ainda com um descaramento ainda maior, pois saltaram dos gabinetes ministeriais para os tachos dourados, da cor dos cartões de crédito e das mordomias, e dão corpo àquele conceito piramidar do "QUEM SABE FAZ QUEM NÃO SABE ENSINA".
Tenham vergonha.
Tenham noção do ridículo.
 
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    Re: Olha mais uma .....    Ver comentário
CBP (seguir utilizador), 1 ponto , 10:36 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: Olha mais uma .....    Ver comentário
mcadaval (seguir utilizador), 1 ponto , 19:43 | Sábado, 27 de novembro de 2010
Soberania a troco de dinheiro
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 11:03 | Sábado, 27 de novembro de 2010
Perante a falta de um governo europeu dotado de capacidade para "partir bacalhau" uma vez que os estados membros ainda detêm demasiada soberania, os países mais solventes da zona euro, com a Alemanha à cabeça, estão a usar a única forma de obrigar os países periféricos a fazerem o trabalho de casa: a força dos mercados. No final de tudo isto acabaremos com muito menos soberania nacional e com uma euro zona reforçada. Não faz qualquer sentido, por exemplo, haver uma cimeira G20 em que as grandes economias do mundo se façam representar por um único mandatário (EUA, China, Japão, Brasil, Russia, etc) enquanto que a euro zona apresenta 5 mandatários e a UE apresenta 6, fora os invejosos que ficam à porta em bicos de pés. Alguém faz caso a uma representação deste tipo? Não há dúvida que a actual fase de federalização da euro zona consiste em entregar soberania a troco de dinheiro. É demasiado tarde para falar de alternativas e, quanto a mim, benvinda seja a era dos pés na terra custe o que custa,r soberania incluida.
 
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O grande problema
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 1:59 | Domingo, 28 de novembro de 2010
é que a especulação, que deveria ser algo ilegal, como o tráfico de entorpecentes, de mulheres, de ógãos etc., é hoje uma atitude legal e incentivada. Ou seja, o capital que não faz força alguma, cai sobre o trabalho e o destroça, sob o aplauso do corrompido. Por isso, se hoje é a vez de Portugal, no futuro, será a de outro e assim, ao infinito. Os governos se deixam controlar pelo financista, que espera ganhar muito mais além daquilo que foi estipulado. Se o devedor tiver uma dor-de-barriga, não encontrará banheiro livre, o investidor tratará de se apossar de todos e, o uso deles, somente sob pagamento de estratosférico valor... Com Euro ou sem Euro, com Argentina ou sem Argentina, todos pagarão caro a demora do pagamento devido ao especulador. O que falta é moral. E, a única coisa que não tem valor, é justamente o que produz benefícios, que é o trabalho. Financista especulador é como um ladrão, é a verdade. Só não vê o parvo. Rio Grande
 
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Preocupada a Europa?
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 0:31 | Sábado, 27 de novembro de 2010
Quem afastou Deus do seu caminho, tem que estar preparado para tudo.
Não quiseram tornar a Europa radicalmente laica, afastando todos os sinais de Deus, até os mais tradicionais? E agora queixam - se exactamente do quê, para ver se a gente percebe?
 
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    Re: Preocupada a Europa?    Ver comentário
Muzhik (seguir utilizador), 1 ponto , 1:18 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: Preocupada a Europa?    Ver comentário
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 1:27 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: Preocupada a Europa?    Ver comentário
ratel (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: Preocupada a Europa?    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 19:37 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: Preocupada a Europa?    Ver comentário
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Sábado, 27 de novembro de 2010
humm....
Muzhik (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Sábado, 27 de novembro de 2010
A Argentina não é boa referência já q ela saiu do buraco faz tempo e hoje cresce em níveis chineses, sair do buraco é coisa q ninguém espera principalmente dos tais PIIGS. Curioso é q no meu livro de geografia lá dos anos 70 aqui no Brasil os tais PIIGS já eram PIIGS! Só q a Itália entrava apenas com o tal de Mezzogiorno, o sul pobre, agora ela está, digamos, de corpo inteiro, grandes administradores devem ter sido esse berlusco e seus antecessores. A Irlanda tb enganou durante um bom tempimho mas resolveu agora tb voltar às velhas raízes de exportar gente, agora até para Brasil....
 
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    Caro Muhzik    Ver comentário
NoReply (seguir utilizador), 1 ponto , 10:09 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: Caro Muhzik    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 11:54 | Sábado, 27 de novembro de 2010
    Re: humm....    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:49 | Sábado, 27 de novembro de 2010
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