24 de abril de 2014 às 5:48
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O fascismo na ponta da forquilha

Presseurop
18:04 Sexta feira, 13 de dezembro de 2013

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Aristocratas de Jaguar e camponeses. Patrões e operários desempregados. Camionistas sob a mira da Equitalia [empresa pública encarregada da cobrança de impostos], novos ideólogos do fascismo e jovens dos centros sociais de esquerda. Apoiantes e ex-apoiantes da Liga do Norte e de Beppe Grillo. Antigos militantes do Partido Democrático (PD) e detratores do seu novo secretário nacional, Matteo Renzi. Sindicalistas de base ou antigos membros da Confederação Geral Italiana do Trabalho (de esquerda). Opositores aos impostos e independentistas venezianos. Imigrantes e hooligans.

O movimento dos "Forconi" que varre atualmente a Itália, de norte a sul, é um magma, uma caldeira em ebulição, que arrasta uma série de siglas e símbolos, políticos, sindicais ou pertencentes a diversos movimentos de protesto. Não tem uma cor política definida nem uma coordenação central ou líder carismático para o orientar. Em suma, não é racional, antes "espontâneo", como argumenta a maioria dos seus intervenientes.

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O modelo de Feldheim

Presseurop
18:01 Sexta feira, 13 de dezembro de 2013

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Petra Richter não precisa de grandes discursos para explicar a história de sucesso que permitiu à sua comunidade ganhar uma reputação internacional. O projeto foi realizado na altura certa, resume a presidente da Câmara de Feldheim. A pequena aldeia do sudoeste de Berlim é o primeiro, e até à data o único, município da Alemanha completamente autónomo em termos energéticos. Resultado: três mil visitantes chegam todos os anos do mundo inteiro à pequena aldeia de Brandeburgo de apenas 130 habitantes que, apesar de estar a uma altitude de 150 metros, não se deixa descobrir tão facilmente.

Tudo foi feito de forma progressiva, diz Petra Richter. As quatro primeiras eólicas chegaram em 1997. Hoje em dia, dispomos de 43, que produzem todos os anos 140 mil megawatts/hora. Com estas fontes de energia renovável visíveis todos os dias, a cooperativa agrícola local acabou por ter a ideia de construção de uma central de biogás. Os seus representantes reuniram-se com o promotor do parque eólico, Michael Rascheman, e pediram-lhe para os ajudar a apresentar um projeto.

Não haverá nenhuma vaga anti-UE

Presseurop
17:59 Sexta feira, 13 de dezembro de 2013

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"À força de escrever coisas horríveis, elas acabam por acontecer." Nestes tempos conturbados, apetece aplicar à Europa a tirada de Michel Simon, personagem do filme Drôle de Drame [de Michel Carné, 1937), autor de romances policiais sob pseudónimo, que teme ser assassinado. À força de prever coisas horríveis para a Europa, elas acabam por acontecer. "Se tivermos uma Europa que envergonha, quem ganha são os extremistas", alerta o comissário europeu Michel Barnier. "O pior para a Europa, é o silêncio, é andar acossados."

A seis meses das eleições europeias, não nos deixemos intimidar por Marine Le Pen, que alardeia que vai ser o partido mais votado. Em França, talvez. Na Europa, certamente que não, a crer no presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, que está constantemente a fazer e refazer cálculos.

O passaporte com o melhor valor de sempre

Presseurop
17:57 Sexta feira, 13 de dezembro de 2013

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Existem várias maneiras de um cidadão não europeu conseguir um passaporte da UE. Uma delas é o seu país aderir à UE, como aconteceu com a Croácia, em julho, e como muitas pessoas na Ucrânia gostariam que acontecesse. Outra é empreender a difícil travessia do Mediterrâneo, na esperança de conseguir asilo político. A terceira é assinar um cheque.

A ideia de Malta de oferecer a cidadania por 650 mil euros não é nova. Chipre vende passaportes por três milhões de euros cada e, no Reino Unido, temos o processo através do qual quem investir mais de um milhão de libras pode obter uma autorização de residência permanente, o que, por seu turno, conduz à cidadania. Outros países da UE têm processos diferentes para atribuir a cidadania às pessoas que querem atrair.

Klitschko, um pugilista treinado por Merkel

Presseurop
17:54 Sexta feira, 13 de dezembro de 2013

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Na quinta-feira de há duas semanas, ficou perfeitamente claro que qualquer vislumbre de amizade entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, tinha acabado. Estiveram juntos num jantar de gala com os dirigentes da União Europeia e dos países do Leste europeu, no antigo palácio do Grão-duque da Lituânia, com a cidade de Vílnius toda decorada para o Natal.

Ainda a sobremesa trufada não tinha sido servida, quando o Presidente ucraniano encetou um monólogo fastidioso sobre a difícil relação do seu país com a Europa, por um lado, e com a Rússia, por outro. A certa altura, Merkel interrompeu bruscamente Yanukovych e informou-o de que era melhor deixar-se de conversa. "Dê por onde der, não vai assinar", disse ela, sem rodeios. O Presidente arménio, que estava sentado ao lado de Merkel, ergueu os olhos com a surpresa.

O euro chega em ambiente nostálgico

Presseurop
17:50 Sexta feira, 13 de dezembro de 2013

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Homens, vestidos de preto e com aparelhos nos ombros, cercam um banco em Brivibas iela, a rua principal de Riga. O herói nacional, Lacplesis, também conhecido por "o assassino de ursos", observa com imensa calma tudo o que está a acontecer, desde o baixo-relevo da estátua da liberdade na qual está gravado o grito de guerra dos nossos vizinhos letões "Pela pátria e pela liberdade" (Tevzemei un Brivibai).

No entanto, apenas 20% dos letões estão convencidos de que a nova era, marcada pela adoção do euro no próximo dia 1 de janeiro, irá beneficiar a pátria e a liberdade. Bem pelo contrário. Os homens vestidos de preto levam conjuntos em euros ao banco.

A Europa deve abrir as suas fronteiras

Presseurop
18:35 Terça feira, 10 de dezembro de 2013

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A Síria é um inferno para os jornalistas, afirma a organização Repórteres sem Fronteiras, a propósito do desaparecimento de dois jornalistas suecos. Mas não é só um inferno para os jornalistas. Nos dois últimos anos, mais de 2,2 milhões de pessoas fugiram da Síria em guerra.

As imagens e os testemunhos são assustadores. Um inferno. Feridos, mortos. Pessoas envenenadas por gases, outras que viram membros da sua família serem assassinados ou espancados.

Entre as vítimas recenseadas desde o início dos confrontos, em março de 2011, incluem-se mais de 11 mil crianças. Segundo um relatório britânico, a maior parte das vítimas foi morta por bombas e tiros de morteiro, 389 crianças foram abatidas por atiradores furtivos, 764 foram executadas e mais de uma centena foram torturadas. Algumas mulheres foram agredidas, violadas e serviram de escudos humanos.

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Regras mais rigorosas vão prejudicar a Europa

Presseurop
18:33 Terça feira, 10 de dezembro de 2013

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A Polónia foi encostada à parede, no que se refere à Diretiva de Aplicação relativa ao destacamento de trabalhadores. Uma forte coligação, liderada pela França e pela Bélgica e apoiada pela Alemanha, está a tentar impor alterações, que afetarão duramente os trabalhadores polacos destacados para trabalhar no estrangeiro. A Polónia é o líder europeu em matéria de deslocalização de trabalhadores, enviando anualmente cerca de 250 mil pessoas para o estrangeiro.

O drástico endurecimento das regras sobre destacamento de trabalhadores tem um objetivo: reduzir o influxo de trabalhadores vindos da Polónia e de outros Estados-membros da Europa de Leste, que chegam aos países ricos da Europa ocidental.

Não é um convívio social, é uma revolução!

Presseurop
18:29 Terça feira, 10 de dezembro de 2013

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"A propósito, já lhe contei a verdadeira origem dos episódios de violência que se deram nos protestos contra Yanukovych? Não? É importante que fique bem esclarecido. Porque tudo, hoje, tem a ver com isso. Queremos derrubar o chefe de Estado, mas somos pacíficos." Nascido em 1988, em Kiev, onde mora, Taras Malkovich é um jovem poeta ucraniano, atualmente bolseiro da [associação cultural internacional] Villa Decius, em Cracóvia. Em breve, vai para Nova Iorque, com o pai, Ivan, também ele poeta, um dos mais importantes da Ucrânia.

Mas o que preocupa principalmente Tara Malkovich, hoje, é o destino do seu país. Há poucos dias, houve um encontro de escritores, integrado numa manifestação na Praça da Independência, em Kiev. Perante 50 mil espetadores, Taras Malkovich apresentou o seu mais recente poema. É sobre a história de uma família de carrascos, que oficia há várias gerações. Mas eis que o mais novinho se desvia da linha familiar. O filho do carrasco não brinca sequer às lutas com os filhos do vizinho e não suporta ver sangue. O pai tenta, por todos os meios possíveis, puxá-lo para o bom caminho.

Por favor, nada de Estados Unidos da Europa!

18:26 Terça feira, 10 de dezembro de 2013

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Em 22 de maio de 2014, realizam-se as próximas eleições europeias. Prometem transformar-se num ajuste de contas: não é de excluir que os populismos de esquerda e de direita, que não querem que a Europa ganhe mais peso, se tornem uma força influente no Parlamento Europeu. Se os políticos dos partidos centristas não apresentarem a sua própria visão do futuro da Europa, o populismo surgirá como a única alternativa política. Eis quatro pilares em que pode assentar outro rumo para a Europa.

A unificação europeia esteve, durante muito tempo, focada nas fronteiras interiores - a conhecida ideia de "guerra, nunca mais". Mas, nas próximas décadas, vai ter de se centrar sobretudo nas fronteiras exteriores. O que fundamentalmente motiva a integração situa-se fora do continente, uma vez que o velho continente já não ocupa o mesmo lugar neste novo mundo. Quando a Europa pede ajuda a países como a Índia, Brasil ou China, para superar a crise monetária, percebemos que algo fundamental mudou. Um novo discurso sobre a "Europa" deve, pois, não ter já Berlim como ponto de partida, mas Pequim; deve deixar de começar em Paris, mas em São Paulo.

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