I. Um grupo de personalidades está a colocar em causa a "energia verde" de José Sócrates.
Sobre isto, podemos dizer duas coisas. Primeira: o Ocidente inteiro está a apostar na "energia verde". Portanto, a política de José Sócrates e Manuel Pinho não é assim tão descabida.
Segunda: os subscritores do dito manifesto têm razão quando dizem que a "energia verde" é altamente subsidiada, logo, mais cara para o cliente português. E, como é óbvio, este aumento do custo da energia tem consequências negativas na competitividade das nossas empresas.
II. A "energia verde" tem, portanto, um futuro incerto. Esta energia pode vir a ser um peso morto para a economia. Ora, isto abre a porta à energia nuclear, uma energia com um futuro nada incerto. Por toda a Europa, por todo o mundo, aliás, estamos a assistir ao regresso do nuclear. Até porque esta é uma das energias mais amigas do ambiente. Como diz Patrick Moore (um dos fundadores da Greenpeace), o ambientalismo está completamente errado na forma como diaboliza a energia nuclear.
III. A energia nuclear é uma das energias mais limpas. A energia nuclear é a energia mais eficaz (i.e. potente) para criar electricidade. Portugal tem de debater este assunto sem mitos. Podemos escolher ser um dos poucos países desenvolvidos sem energia nuclear (era bom sabermos quantos países da OSDE não têm nuclear). Mas temos de saber que essa opção tem custos elevados.