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A encruzilhada síria

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Estive na Síria. Foi, aliás, dos vários países árabes que conheço, aquele onde mais gostei de estar. Por causa do incrível património histórico. Pelo mosaico cultural e religioso que ali se mantém. A laicidade do Estado sente-se. Sente-se na tolerância religiosa, cada vez mais rara nos países muçulmanos. Trata-se de uma ditadura laica que, da mesma forma que prende e mata os opositores políticos, mantém controlados os movimentos de qualquer tipo de fundamentalismo religioso que nunca quereriam nada com a dinastia Assad. A ligação ao Irão é táctica. A ligação religiosa faz-se pela minoria alauíta (10%), que se considera xiita e que domina o poder político. Ainda assim, a maioria é sunita e o Estado é laico. Uma realidade bem distante da iraniana.

Na segunda cidade síria, Alepo, que se diz o mais antigo local habitado do Mundo, assisti a uma missa dos maronitas e os símbolos cristãos eram tão visíveis como os islâmicos. Nos anos sessenta houve tensões com os cristãos (arménios, ortodoxos gregos, maronitas e católicos latinos - cerca de 10% dos sírios) mas os problemas não são visíveis para um visitante. Há ainda drusos, xiitas e alauítas, para além da maioria sunita. A diversidade é apenas manchada pelos bairros judeus sem judeus. A outrora numerosa comunidade judaica (eram 30 mil, quase todos a viver em Damasco e Alepo) há muito abandonou o país. Ou seja, um governo islamista neste país seria uma tragédia sem nome.

O cosmopolitismo sente-se também por via dos refugiados. Cerca de um milhão de iraquianos, meio milhão de palestinianos, duzentos mil libaneses. Isto em 2006, quando lá estive, durante o ataque israelita ao Líbano. Não digo que os refugiados sejam exemplarmente recebidos. Mas, comparando com o que vi no Egito, na Jordânia ou no Líbano, é, de longe, o Estado árabe que melhor recebe os palestinianos. Ou seja: o mais coerente entre o que diz e o que faz. O pan-arabismo é aqui um pouco (só mesmo um pouquinho) mais do que retórica. E a resistência a Israel também. E é também isso, muito mais do que a repressão, que explica os sentimentos do Ocidente em relação à dinastia Assad.

Estive na Síria. Foi, aliás, dos países árabes que conheço, aquele onde menos gostei de estar. Por causa da ditadura. Ela sente-se em cada esquina. A Síria é, como a Coreia do Norte, uma república monárquica. Ao pai Hafez al-Assad sucedeu o filho, Bashar al-Assad. Os dois têm o carisma de uma anémona. Mas, mesmo assim, não hesitam em levar o culto da personalidade até ao enjoo. As fotografias de pai e filho são omnipresentes. Todos os cafés, lojas, restaurantes e bares, queiram ou não queiram, são obrigados a ostentar as carinhas dos dois senhores. Nas fotos de propaganda do regime ao pai e ao filho junta-se o Espírito Santo. O filho predileto de Hafez, Basil al-Assad, era o candidato ao trono, mas morreu prematuramente num acidente de viação. Ficou o filho Bashar, o mais ocidentalizado, que chegou a dar sinais de abertura nunca concretizados. Por todo o lado se veem imagens de Basil, retratado como herói nacional, montado em cavalos. Ao que parece praticava hipismo e conseguiu um segundo prémio para a Síria. Sendo da dinastia Assad, isso chega para ser um novo Saladino.

A Síria é, como praticamente todos os regimes árabes, uma ditadura repressiva. Esta calhou ter estado do lado de lá do Muro - ou seja, do lado dos derrotados. Mas falar de socialismo aqui seria no mínimo exagerado. O país é pobre e o governo, para além de repressivo, é visivelmente incompetente. A intervenção do Estado na economia não muito é maior do que nos países vizinhos. A repressão política sim. Não me espantei, por isso, com o comportamento criminoso deste governo, perante a contestação política.

Este é o retrato da Síria que conheci. Muito antes da Primavera Árabe. Num momento em que o País olhava para fora e se unia por causa disso. Acontecia a guerra do Líbano e as bandeiras do Hezbollah surgiam, até com algum desconforto inicial do regime, por todo o lado. Apesar da ditadura, apesar da repressão, estava longe de imaginar uma contestação à dinastia Assad seria tão acirrada. Mas se a tivesse imaginado teria pressentido esta mortandade.

Perante o que vi, divide-se a minha consciência. Os milhares de mortos e o ignóbil aparelho repressivo do regime não dão espaço a qualquer tipo de cinismo. Bashar al-Assad tem de cair e não vejo como pode este regime dirigir qualquer tipo de transição pacífica para a democracia. A longa história de crimes não permite qualquer tipo de benefício da dúvida.

Mas a rara diversidade e tolerância religiosa que ali se vive faz-me temer por um futuro em que os islamistas tenham mais poder. Com um pormaior: a oposição na Síria é bem menos estruturada e sólida do que no Egito e facilmente manipulável por todos os interesses, incluindo os mais sinistros. E terá, até por não ser vista como alternativa, muito menos apoio popular.

Não ignoro também os interesses muito pouco altruístas do ocidente. Controlar a Síria é controlar o conflito israelo-palestiniano, a política interna do Líbano, parte do conflito curdo com a Turquia e ter uma porta aberta para o Irão. Não me parece que os EUA e a Europa, com a sua longa história de cumplicidade com as ditaduras árabes, estejam muito preocupados com os direitos humanos. A companhia, entre os "amigos" de uma Síria democrática e livre, da Arábia Saudita, do Bahrein (que lidaram com mão de ferro com a sua "Primavera Árabe) e da Turquia (que tem interesses naquela fronteira por causa dos independentistas curdos), diz tudo dos interesses que ali se movem. Que não são nem melhores nem piores do que o oportunismo chinês e russo.

Neste caso, não tenho uma posição fechada. Desejo, claro que desejo, o fim da ditadura síria. O seu derrube é uma peça fundamental para a democratização do mundo árabe. Travar a loucura assassina do regime sírio é um imperativo ético. Mas nem o dia seguinte, nas atuais circunstâncias, me parece nada animador, nem as motivações externas me parecem merecedoras de qualquer respeito. Pode a Síria conquistar a sua liberdade sem se entregar a uma ainda mais sangrenta guerra civil, onde os interesses dos vizinhos árabes, de Israel, da Turquia e dos EUA sejam o que realmente vai determinar o seu futuro? Não sei. Sei que a mortandade e a repressão têm de acabar. Sei que falta aos intervenientes externos, entre eles várias ditaduras árabes, autoridade para ali meterem a pata.


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Preocupações
Há determinadas situações que, sendo péssimas, se se tentam alterar, só pode ser para pior.
O Ocidente sabe, por experiência própria, que cada vez que interferiu com o Islão, sempre borrou a escrita.

Impôs o Xá no Irão e a curto prazo deu entrada aos aytolas.
Meteu-se com o Sadam e transformou o laico Iraque num estado a caminho do Xiismo.
Na Tunísia,Líbia e Egipto a influência dos fundamentalistas religiosos cresceu, e está para ver se não se apoderam do poder.
Este caso da Síria não foge ao figurino e ao dilema do Ocidente: Ditaduras. mesmo duras, que controlem os fundamentalismos, ou apoiar aberturas que levarão o clero radical ao poder.

De uma ou outra opção resultará, ou a manutenção de uma paz podre , com sacrifício das populações, ou o perigo eminente de um grande conflito.
Na minha modesta opinião, esse grande conflito é inevitável, mais década, menos década. Os valores defendidos são inconciliáveis e antagónicos.
Re: Preocupações
Re: Boa
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Re: Preocupações
Deixa-me rir.......
O seu derrube é uma peça fundamental para a democratização do mundo árabe

Democratização do mundo árabe.......

Onde??????

Não será antes islamização fundamentalista do mundo árabe, com pantominas (Eleições) ensaiadas de 5 em 5 anos, sempre com o mesmo resultado?
Re: Deixa-me rir.......
Re: Deixa-me rir.......
Re: Deixa-me rir.......
Re: Deixa-me rir.......
Re: Deixa-me rir.......
Não sei se é mais para chorar...
AS LAGRIMAS DE JACARÉ DO DANIEL
Eu sabia! Eu desconfiava q vc devia ter estado alguma vez na Síria e q nessa mesma viagem tbem visitou Beirute, o Vale de Beka e a Faixa de Gaza. Deve ter sido nessa sua viagenzinha d turismo q vc consolidou a seu antagonismo visceral a Israel e jurou amor eterno ao Hizbollah d Hassan Nasrallah e o seu apoio incondicional ao Hamas, ambos movimentos terroristas. Bashar tem sido o seguro de vida destes dois movimentos assassinos e, seria muito honesto d sua parte (vc nunca o fará!) q dissesse q ao dia d hoje elementos destes 2 movimentos conjuntamente com o formado por desmobilizados da guarda revolucionaria iraniana, os Quds, andam a matar alegremente e fanaticamente a população sunita síria. Deste seu folheto turístico d hoje o mais hilariante decorre em considerar táctica a união dos alaúitas ao Irão. A dissertação q nos faz da do Clã Assad em nada é surpreendente pois em todas as capitais árabes o culto da personalidade ao presidente ou rei é a regra. O q vc não diz é q o q está a acontecer hoje. Esta espiral d mortes e assassínios NÃO é nova. Ninguém, como vc bem sabe, na Síria esquece o ano 1989. Nesse ano teve lugar um fenómeno d revolta colectiva em tudo igual ao actual. Quem estava por detrás da então contestação são os mesmos d hoje, a Irmandade Muçulmana e a população sunita. Na altura foram mortos entre 20.000 e 30.000 pessoas e a cidade então massacrada foi Hama. Estes acontecimentos não o impediram d visitar a Síria e ser um incondicional do terror xiita. ...
Re: AS enormes LAGRIMAS DE JACARÉ DO DANIEL 2
Re: AS enormes LAGRIMAS DE JACARÉ DO DANIEL 2
Re: AS enormes LAGRIMAS DE JACARÉ DO DANIEL 2
Re: AS LAGRIMAS DE JACARÉ DO DANIEL
Uma crónica côr de rosa
De um País a ferro e fogo.
Muitos cronistas Portugueses gostam mais de escrever no sofá do que partir para a linha da frente.
Re: Uma crónica côr de rosa
Uma crónica côr de rosa e o copianço
Re: Uma crónica côr de rosa e o copianço
Esta gente do Bloco é "esquerda de sofá"
Re: Esta gente do Bloco é
Re: Uma crónica côr de rosa
Esteve na Síria, na esplanada das mordomias
Comentário cor de burro quando foge.
É letra pequena,a coerência é asssim
A encruzilhada síria
Diz o povo que entre marido e mulher ninguém deve meter a colher. Todos nós ficamos chocados com as imagens que nos vão chegando todos os dias através das televisões. Não há dúvidas que a Comunidade Internacional tem de fazer algo, mas penso que a última palavra deve pertencer aos Países Árabes. Como diz um amigo meu, há duas coisas no Mundo que dão cabo da vida dos homens; uma são as mulheres e a outra as religiões. Sem as mulheres não podemos passar porque fazem imensa falta e no que se refere às religiões, poder podíamos, mas não deixam.
Re: A encruzilhada síria
Re: A encruzilhada síria
Re: A encruzilhada síria
Re: hehehe ;)
A encruzilhada portuguesa
Estive em Portugal. Foi, aliás, dos países onde mais gostei de viver. Por causa do incrível Património histórico e natural, da comida, e de muitas outras coisas. Apesar de se considerar um Estado Laico, sente-se todavia a presença da Igreja Católica, e o próprio Governo não tem o livre exercício da soberania no que toca ao estabelecimento dos feriados.

Este país só reprime os mais carenciados, que poucos ou nenhum direitos têm, e protege as corporações, chamadas sindicatos ou ordens, das mais variadas profissões que adquiriram privilégios e os negam à restante população.

Confunde democracia com total liberdade para defender interesses privados ou mesmo individuais, em vez de a entender como uma forma de defender o bem público.

Tolera, por essa razão, a corrupção, o compadrio, e sobretudo a total impunidade de quem abusa das suas funções em proveito próprio, sobretudo na esfera política.

Habituada nos últimos 25 anos a viver acima das suas posses, a população não se apercebe da verdadeira situação económica e financeira do país, e condicionada pela religião, espera que tudo se resolva por milagre.

O País abdicou das suas fronteiras e da sua moeda e continua a acreditar que é através da competitividade e da concorrência com 26 outros Países europeus que vai equilibrar a sua Balança Comercial, as Contas Públicas, e resolver a situação dos desempregados.

AINDA NÃO SE APERCEBEU DA ENCRUZILHADA ONDE SE ENCONTRA!!!
DO
Encruzilhadas ou mais a virtualidade da hipocrisia e dos interesses ocultos de certos países.
Mas concordo consigo que cada vez mais se assiste à intolerância em certos países árabes.
Compreendo o dilema
Tal como o DO eu também conheço a Síria, e também a Jordânia e, ao contrário do DO, também Israel (Sobre quem DO gosta muito de ditar sentenças sem ter qualquer conhecimento de causa).

Eu também tenho o dilema de optar entre um déspota (mal iluminado), mas cujos "súbditos" até nem vivem mal (Não vi miséria na Síria por aí além) e onde qualquer pessoa pode praticar sem restrições a sua religião e entre uma corja de fundamentalistas que calam toda e qualquer oposição a golpes de scimitarra e onde não admitem visões politicas e religiosas diferentes das suas.
O DO está quase lá... falta o quase!
O artigo estaria bom, não fosse a tinta bloquista do DO deixar a sua mancha...
Com que então, na Síria dão-se todos muitos bem, e “um governo islamista neste país seria uma tragédia sem nome” por causa da “diversidade”. Mas como salienta – e bem – já não há judeus na Síria. Quem é que os expulsou, terão sido os islamitas? Ou terá sido o governo “laico”? E essa “laicidade” é tão laica, como é que apoia o Hezbollah, uma milícia religiosa radical, e se apoia num Irão igualmente radical?
E com que então, Israel atacou o Líbano??? E eu a pensar que tinha sido sempre o Líbano a, repetidamente, atacar Israel usando para o efeito a OLP e do Hezbollah (e não vamos cair na desculpara de desresponsabilização do Líbano pois ambas as organizações actuavam/actuam dentro das suas fronteiras)… o assassinato e o rapto dos soldados israelitas em patrulha DENTRO DAS FRONTEIRAS DE ISRAEL em 2006, na opinião do DO e dos seus acólitos, deve ter sido um acto amigável por parte do Líbano.
Re: O DO está quase lá... falta o quase!
Excelente Crónica
Caro Daniel

Excelente artigo. Sou um grande apoiante da primavera árabe, mas temo que o facto de tanta gente ter provado o sabor a sangue torne os próximos tempos muito complicados.

Espero que Assad caia, e rápido. Mas não dou como garantido que a seguir a Síria terá paz. Espero que o consigam e que não caiam numa guerra civil ainda pior.

No seguimento do que disse, acho incrível a posição "pró-democrática" da Arábia Saudita, a pior de todas as ditaduras do médio oriente.

Os melhores cumprimentos,

António

http://oreivaivestido.blo...
NOVOS PATRÕES
Caro Daniel Oliveira, o mundo tem novos patrões; A saber, a R.P.China e depois os BRICs.
Nada ainda foi feito para parar esta mortandade porque a R.P.China e pelo menos um dos BRICs, a Rússia, não deixaram. Vetaram no Conselho de Segurança da ONU.
Esta é a filosofia de vida dos novos patrões. Habituemo-nos. E já agora, terá de começar a habituar-se a fazer pontaria para eles e não para os antigos patrões que, esses, andam a lamber as muitas feridas.
Diz que...
Diz que se derrota o ditador...para lá por outro ditador simpático aos interesses do "Ocidente" (leia-se EUA e aliado principal no médio-oriente). O povo é o instrumento que legitima o estratagema. Diz que os EUA têm todo o interesse em manter o controlo no Médio-Oriente e Norte de África e que quando surge um "vírus" num país, se "vacinam" os outros em redor para que o "virus" não os contagie. O processo é o mesmo desde a guerra do Vietname e a Primavera Árabe é isso mesmo.

http://www.aljazeera.com/...

Se o link não aparecer inteiro escrever o URL simples do aljazeera e .../indepth/opinion/2012/02/2012219123013358391.html dois artigos de importância vital para quem queira entender um pouco o que se está a passar.
Força, Daniele!

Força, Daniele, tu és a nossa voz.

Desculpe o tom confidencial.

António

"O Sábio"- fala de tudo e sabe de tudo este ....!
Dizia a minha avó, quando eu me sentava ao seu lado escutando sua sabedoria, aquela incrivelmente quente sabedoria da avó, que tantas saudades me dá, dizia ela: "Fidalguia sem comedoria é gaita que não assobia".
É o que sinto em relação a esta personagem, que de tudo e sobre tudo escreve, qual Fidalgo andarilho, deste Portugal de hoje!
E pensava eu que estas personagens - "o sabe de tudo" - já estavam extintos! Ou em vias disso.....
Cpts.
ps. sim, eu respeito todas as opiniões, mas....."eu não acredito em bruxas, mas que existem, existem!"
A realpolitik do BE
Até que enfim! Muitos mortos depois Daniel Oliveira lá se lembrou que conhece a Síria.

Aquelas mortes todas são uma grande tragédia, é horrível. Os Assad são uns facínoras! A mortandade e a repressão têm de acabar!

O problema é que os Estados Unidos e Israel se calhar ganham alguma coisa com isso!

E depois que diferença faz entre morrerem milhares de sírios debaixo das bombas do seu próprio exército ou a tiro uns aos utros, minoria contra minoria.

Morte por morte então que os fascistas neoliberais, os sionistas e as monarquias teocráticas amigas por fascistas neoliberais não ganhem nada.

Perante a morte de um povo às mãos do seu próprio governo o Daniel Oliveira vem para aqui "carpir" a sua consciência dividida!

Se a Síria fosse aliada dos Estados Unidos contra o Irão ou se tudo isto se passasse na Jordânia, Daniel Oliveira teria vindo para aqui espumar raiva, exigir acção e criticar o veto americano no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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