17/05/2012 atualizado às 0:47
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A emoção da partida

A grelha de partida das 24 Horas TT de Fronteira só difere da de uma prova de Fórmula 1 porque tem três vezes mais carros e o piso, em vez de ser de asfalto, é de lama. O que só dá mais emoção. O Expresso por dentro das 24 Horas TT de Fronteira

Rui Cardoso (www.expresso.pt)
17:51 Sábado, 28 de novembro de 2009
A pista estava hoje magnífica, uma verdadeira auto-estrada para jipes
A pista estava hoje magnífica, uma verdadeira auto-estrada para jipes
Rui Cardoso

Os mais rápidos nos treinos das 24 Horas TT são os que menos gozam o espectáculo da partida: estão lá à frente, com a pista toda livre, enquanto cá atrás se tem uma perspectiva magnífica de todo o pelotão, alinhado e pronto para largar.

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Era isto que me ia passando pela cabeça, enquanto contava os minutos para as 13 horas de sábado, momento do início da prova. Atrás do nosso velhinho Nissan Patrol GR só quatro carros e, coisa de uns 70 à nossa frente. Do ponto de vista desportivo é pouco menos que desastroso, mas como ponto de reportagem é privilegiado.

Acende-se o semáforo e, no meio de uma fumarada infernal, arrancam aquelas sete dezenas de jipes e automóveis (que também os há), a tentar a operação fisicamente impossível de caberem todos na primeira curva. Dá vontade de meter uma moeda no cinzeiro, de tal forma, se parece com os carrinhos de choques da Feira Popular.

Choveu pouco e, ao contrário doutras edições da prova, a pista está magnífica, uma verdadeira auto-estrada para jipes onde, mesmo os menos rápidos conseguem fazer médias de mais de 60 km/h. As ribeiras estão completamente secas - o que não é habitual nesta altura - mas, em contrpartida não há pó.

As voltas vão-se sucedendo e contabilizamos meia-dúzia de ultrapassagens em duas horas, contra muitas dezenas de dobragens pelos carros mais rápidos, alguns num andamento de tal forma espectacular que apetece tirar as mãos do volante e bater palmas.

Depois de uma vinda à box para resolver um pequeno problema de travões, à terceira hora de prova, averbamos 11 voltas percorridas, contra 16 do primeiro classificado, o Toyota Land Cruiser guiado por João Ramos, Carlos Sousa, Francisco Pita e Rui Lopes. O que, relativamente ao início representa uma ascensão fulgurante do 70º para 57º. Já só precisamos (nós e o carro) de aguentar mais 21 horas,

Para a hora de jantar prepara-se novo espectáculo - o Sporting-Benfica - e esse ninguém nos tira. Iremos voltar à pista com o sortido de cachecóis do Glorioso trazido de Lisboa na mala, ao lado das capas de chuva, galochas e cabos de reboque? Às 23 horas, altura a que regressamos à pista, se saberá. Até lá!

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