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A ditosa pátria dos enfermeiros

Não me oponho a que os trabalhadores lutem por melhores salários. Por princípio, não me oponho. No entanto, quando a "luta" vai além das regras básicas da democracia, a tolerância tende a diminuir.

Tiago Moreira Ramalho
19:38 Quinta feira, 1 de abril de 2010

Os enfermeiros do sector público, guiados pelos seus excelsos sindicalistas, têm ocupado grande parte do espaço mediático com as suas "reivindicações". Exigem, como primeiro ordenado, 1200 euros. Porque são licenciados, dizem, e porque os outros licenciados recebem isso na administração pública, dizem, também. Como se o preço do trabalho fosse definido assim, na base do "também quero".

De qualquer modo, não me choca que atirem o barro à parede, a ver se cola. O que me choca é que, enquanto paralisam os serviços públicos de saúde durante os seus protestos, ao abrigo das extraordinárias leis que regulam estes "direitos", os senhores enfermeiros compõem verdadeiras campanhas de ódio contra qualquer um que não partilhe das ideias da classe. Foi o caso do Henrique Raposo, que escreveu um texto sobre a "luta" dos enfermeiros portugueses e conseguiu que lhe fizessem um grupo no Facebook , organizado por um enfermeiro, onde recebe ameaças sérias de tratamento precário caso recorra ao serviço público de saúde. Isto é grave, muito grave. Enquanto sociedade, já toleramos que os senhores enfermeiros não vão trabalhar à conta das suas reivindicações e ainda somos obrigados a tolerar ameaças desta estirpe.

O grupo do Facebook não se fica por aí: existe um mural onde enfermeiros e não enfermeiros cospem a sua bílis acumulada, existe um espaço de fotografias onde estas são alteradas a fim de apoucar o cronista, entre outros curiosos espinhos virtuais.

O mais impressionante disto tudo é que, já com centenas de participantes, este grupo ainda não tenha sido alvo de condenação por parte dos sindicatos e restantes apoiantes da causa, que enchem o peito de democracia quando não estão, claramente, a referir-se a ela, enquanto assobiam para o lado quando a vêem ser desta forma torpe atacada.

Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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A ditosa pátria dos enfermeiros (PARTE I)
LSB (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:48 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
Sr. Tiago Ramalho,
É de muito mau tom este artigo se bem que o entendo.
Também eu sou jornalista e também eu já me manifestei, aqui mesmo, contra as palavras que o Henrique escreveu. O que espera de um movimento que vive horas incendiadas pela luta que trava neste momento? Palmas para um qualquer lunático que escreve de forma difamatória e acusatória por detrás de um jornal?
Aprendi que o jornalista deve desenvolver o senso crítico, a visão imparcial e desapaixonada de qualquer cor política, clubistica ou movimento. Infelizmente nada disto se tem feito nos últimos meses no nosso Portugal.
Quanto ao Henrique, semeou ventos agora colhe tempestades.
É para difamar, criticar de imprudente, sem qualquer critério ou suporte que nós tanto defendemos a liberdade e expressão? A liberdade de expressão do jornalista não será certamente o que o Henrique fez!!! Não se esqueça que a liberdade de alguém termina onde começa a liberdade de terceiros. Relembro ainda, e se ler atentamente o nosso código deontológico no seu ponto 5, que "O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a sua rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas". As informações do Henrique foras inexactas e falsas mas ainda não o vi retractar-se!!
Quanto ao enfermeiros não irem trabalhar, é falso. Têm de garantir os serviços mínimos, o que significa dizer que serviços mínimos em enfermagem é estarem todos a trabalhar. (Continua)
 
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salmeida83 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:51 | Domingo, 4 de abril de 2010
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Special0 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Domingo, 4 de abril de 2010
Jornalismo
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:42 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
A propósito desta peça jornalística, nota-se a falta de solidariedade por parte de um comentador, que se intitula jornalista.
Para já há jornalistas e jornalistas
Permite-se de uma forma pouco própria criticar dois colegas profissionais, como se eles não tivessem direito às suas opiniões, mas o mesmo já pode a pode exprimir e dar lições do que é o bom e o mau jornalismo.
Fica-lhe mal, Sr. Jornalista.
Sinto-me à vontade, porque algumas das vezes critiquei Henrique Raposo, por o achar "exagerado", mas francamente, entre pessoas da mesma profissão é que não esperava...
Quanto à luta dos enfermeiros, afirmo-o sem qualquer pejo: ESTOU TOTALMENTE CONTRA.
O País não pode permitir-se a ceder a classses que se valem do seu peso, junto da povoação para exigirem o que nenhum governo responsável, no momento presente pode DAR.
Espero que o MInistério da Saúde não se preste ao papel de "prestar vassalagem" aos Srs. ENFERMEIROS"!
 
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:52 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
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LSB (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
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Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 1:55 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
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Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 1:59 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:14 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
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LSB (seguir utilizador), 1 ponto , 11:36 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
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cyber.enf (seguir utilizador), 1 ponto , 9:16 | Sábado, 3 de abril de 2010
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pedrito23 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:57 | Sábado, 3 de abril de 2010
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:24 | Sábado, 3 de abril de 2010
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LaraP (seguir utilizador), 1 ponto , 18:03 | Terça feira, 6 de abril de 2010
    Re: Jornalismo    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:10 | Terça feira, 6 de abril de 2010
Srs
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 19:49 | Sábado, 3 de abril de 2010
Não vou discutir as razões que vos assistem.
Mas, com que direito alguém quer ser reconhecido como licenciado - estudos superiores, portanto - se tem no facebook, para quem quiser ler, esta "pérola": JORNAL EXPRESSO, EXIJIMOS UM PEDIDO DE DESCULPAS AOS ENFERMEIROS

"EXIJIMOS"???
Desculpem, senhores candidatos a doutores, mas quem escreve assim, ainda necessita de muitas horas na escola.

E os Senhores Doutores Enfermeiros colocaram isto numa petição pública!!!

Se não conhecem a Língua Portuguesa em palavras básicas, o que me garante que distingam Dimicina de Clamixina?
 
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Special0 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:31 | Domingo, 4 de abril de 2010
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makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 14:06 | Domingo, 4 de abril de 2010
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Special0 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:30 | Domingo, 4 de abril de 2010
A ditosa pátria dos enfermeiros (PARTE II)
LSB (seguir utilizador), 1 ponto , 21:49 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
As únicas coisas que não se fazem são a higienes, sendo que, se essa higiene implicar risco de vida obviamente que é feita.
Fica mal ao Expresso esta sua saída em defesa de uma crónica ou artigo de opinião que como já referi está fora de contexto, sem rigor de suporte de informação, desconhecimento da realidade, é agressivo e é provocante. Compreendo, como já disse a sua defesa pelo colega. Creio no entanto, que o que me parece mais coerente seria o sanar deste mal entendido com um assumir, atitude digna e sublime, do erro que desencadeou toda esta situação.
Os Enfermeiros não são nem mais nem menos que ninguém, não querem fazer mal a ninguém e muito menos ao Henrique. Espero que não, mas a acontecer algo que levasse o Henrique a um Hospital, tenho a certeza que seria tratado com todo o rigor e profissionalismo. Quanto a nós Jornalista, também não somos mais que ninguém, não estamos acima da verdade em da justiça. Não sabemos nem mais nem menos, buscamos a informação, informamo-nos e formamo-nos diariamente. E é assim, todos juntos e cada um no seu lugar que fazemos uma nação progredir.
Luís Santos Batista - CCPJ nº 6613
 
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ju_gmz (seguir utilizador), 1 ponto , 19:31 | Sábado, 10 de abril de 2010
A ditosa pátria... (PARTE II)-Rectific.
LSB (seguir utilizador), 1 ponto , 21:53 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
Luís Santos Batista - CCPJ nº 6313
 
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    Re: A ditosa pátria... (PARTE II)-Rectific.    Ver comentário
cyber.enf (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
...
anaicosta (seguir utilizador), 1 ponto , 22:33 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
fica-lhe muito bem defender o seu colega.... parabens....
 
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cyber.enf (seguir utilizador), 1 ponto , 9:20 | Sábado, 3 de abril de 2010
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anaicosta (seguir utilizador), 1 ponto , 19:42 | Sábado, 3 de abril de 2010
Bando de otários!
RQuintal (seguir utilizador), 1 ponto , 23:07 | Quinta feira, 1 de abril de 2010
Pelo amor de deus! Desde quando difamar sem fundamento, dizendo mentiras é jornalismo de opinião?! Se isso é democracia, então estamos todos muito mal. Nenhum destes dois mamíferos (Sr´s não são certamente) tem a mais pálida ideia do que é ser enfermeiro, e tentam por em causa a classe, envergonhando o grupo de cronistas do expresso, certamente. São colegas e parecidos na falta de inteligência... Haja paciência!!!
 
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A ditosa Pátria do Jornalismo sensacionalista
scampos10 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:44 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
Quando dois jornalistas pretendem visibilidade, escrevem artigos de opinião desta natureza. Sabem que haverá polémica em redor do assunto e esfregam as mãozitas de contentamento. Não é necessário possuir dons paranormais para lhes adivinhar os pensamentos "Oh, se continuar por esta via, ainda me convidam para a TVI". Muitos parabéns, se ambos os artigos fossem em papel, seriam úteis em qualquer W.C. quando faltasse algo mais macio.
 
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A ditosa Pátria do sensionalismo parte II
scampos10 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:07 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
Lembrei-me de fazer o "trabalho de casa" que por vezes os Jornalistas não fazem. Então vejamos:
Na função pública, na carreira de Técnico Superior, as remunerações mais baixas correspondem a €1334,44 e incluem Técnicos Superiores de Arquivo, Técnicos Superiores de Reeinserção Social, Técnicos Superiores de Recursos Humanos, Antropólogos, Arquitectos Paisasistas, Técnicos Superiores de Psicologia, Técnicos Superiores de Artes Plásticas, etc, etc. Não pretendo desprestigiar estas classes profissionais, mas por favor, alguém me convença que qualquer um destes profissionais tem maiores responsabilidades, maior desgaste a nível físico ou psicológico, produz mais, ou que necessitem de maior conhecimento académico do que um Enfermeiro. Serão mais úteis à sociedade? Farão mais turnos rotativos do que os Enfermeiros? Não me parece...
Já agora, se fosse para o meio da selva e pudesse levar apenas uma pessoa consigo, levaria o Jornalista ou o Enfermeiro? Eu dispensava bem o Jornalista.

 
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RQuintal (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
    Re: A ditosa Pátria do sensionalismo parte II    Ver comentário
LaraP (seguir utilizador), 1 ponto , 18:10 | Terça feira, 6 de abril de 2010
um não basta, venham lá 2
vmax (seguir utilizador), 1 ponto , 7:55 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
Alguma coisa me deve estar a escapar, pois pensava eu que no expresso só existiria um mau jornalista, engano meu pois parece que estão a proliferar por aquelas bandas, era de esperar que um mau texto, escrito com tanta IRA e DESINFORMAÇÂO, só podia desencadear reacções adversas e ainda que possa não concordar com a existencia do referido Mural, não posso deixar de concordar com o sentimento vigente daqueles que lá vão dar a sua "cuspide-la", pois o 1º a faze-lo foi esse senhor, e ao contrário do seus disparates, os enfermeiros não se podem dar ao luxo de tambem os fazer, pelo que no dia em que esse "pobre" jornalista tiver o infortunio de adoecer garantidamente que os cuidados de ENFERMAGEM que lhe serão prestados serão de de primeira qualidade, contráriamente aos tristes textos que ambos escrevem.
 
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Cambada!
orim2 (seguir utilizador), 1 ponto , 8:26 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
Quando ganhavam mal estavam calados que nem ratos e não faziam greves!

Num posto médico um sinistrado diz: Srª. enfermeira... resposta imediata da mesma: enfermeira não, doutora Mónica.

Não admira em Portugal é assim!
 
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    Re: Cambada!    Ver comentário
LaraP (seguir utilizador), 1 ponto , 18:21 | Terça feira, 6 de abril de 2010
Doutores, vistos por dentro
Mensagero (seguir utilizador), 1 ponto , 10:09 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
E enquanto o Sindicato destes novos doutores (Portugal é um país de doutores) não vier a terreiro, desmentir estas afirmações, é certo o que a peça refere. Por mim, que sou do tempo da PIDE, ameaças é coisa que me passa ao lado, mas que isto mete nojo, lá isso mete! Se eu fosse ao Henrique Raposo, pelo sim, pelo não, levava a coisa a sério! Quem faz uma greve destas, deixando os necessitados de uma cirurgia, votados ao abandono, também é capaz de concretizar tais ameaças. O barrete serve a quem serve. Quem não tiver estômago para aceitar isto, que se abstenha.
 
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cyber.enf (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
    Re: Doutores, vistos por dentro    Ver comentário
Mensagero (seguir utilizador), 1 ponto , 14:25 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
    Re: Doutores, vistos por dentro    Ver comentário
cyber.enf (seguir utilizador), 1 ponto , 9:22 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: Doutores, vistos por dentro    Ver comentário
Mensagero (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: Doutores, vistos por dentro    Ver comentário
cyber.enf (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: Doutores, vistos por dentro    Ver comentário
Enf. Hugo (seguir utilizador), 1 ponto , 3:10 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Não sei se é assim.
MárioJTAlmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 10:41 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
Se é, existe uma coisa chamada Ordem dos Enfermeiros. Se um enfermeiro afirma publicamente que não prestará a um individuo claramente identificado os cuidados de saúde a que deontologicamente está obrigado, a Ordem pode ficar à espera que isso aconteça? Dou de barato que tal afirmação é um simples insulto, mas ainda assim.
Por outro lado toda esta questão dos enfermeiros é tipica do nosso "Estado Social de Direito". O nosso "Estado Social de Direito" só o é porque emprega 700000 funcionários públicos. Para os partidos, principalmente de esquerda, dar emprego publico, uma boa parte dele através de cunha, é política social. Ora a Constituição o que diz é que os portugueses têm direito à saúde e o Estado deve ser o seu garante, não diz que o Estado deve empregar enfermeiros (e outros profissionais) para o fazer.
Estava também na altura de repensar os direitos laborais dos funcionários públicos, todos eles. É que na altura de fazer greve, são todos trabalhadores por conta de outrém. Na altura de serem geridos como tal, não pode ser porque são funcionários públicos.
Dou de barato que isto só continua assim porque os portugueses assim querem. No fundo uma enorme maioria de portugueses querem ser empregados do Estado (para além dos 700000 que já o são). Por isso é que este tipo de greves da função pública não choca ninguém.
 
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Contra factos não há argumentos!
guidaramos (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
"O que me choca é que, enquanto paralisam os serviços públicos de saúde durante os seus protestos, ao abrigo das extraordinárias leis que regulam estes "direitos""

Se o que aqui se encontra registado é verdade! Se acredita piamente que os serviços paralisaram, então é porque os enfermeiros afinal são importantes. Se fossem dispensáveis tal não aconteceria.

De qualquer forma é importante esclarecer que somos obrigados a prestar serviços mínimos, isto é, tudo o que implique risco de vida ou de integridade física de um utente tem de ser feito e nenhum enfermeiro se pode recusar a isso. Não há abandono, não há cancelamento de cirurgias de urgência, não se fecham os serviços mínimos. Informem-se antes de falar, não é difícil. Não façam comentários do que desconhecem.

Aqui apenas é reinvindicado o direito de receber como licenciado e descongelamento de carreiras, que não faz sentido. Se para uns as carreiras não estão congeladas porque é que para outros têm de estar?

Quanto ao lamentável facto do grupo do facebook que foi criado, concordo plenamente! Não dignifica em nada a nossa causa. foi alguém que de cabeça quente respondeu ao HR no mesmo nível de ataque-pessoal que ele usou. Ele foi incorrecto e estes enfermeiros tambémo foram e assumem essa responsabilidade.
Não concordo e é triste ver que a situação já chegou ao ponto de um cronista rebaixar a classe e a resposta ter sido esta.

Informem-se antes de opinar. Vocês também não gostariam

Enfermeira em luta
 
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    Re: Contra factos não há argumentos!    Ver comentário
always (seguir utilizador), 1 ponto , 17:35 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
A ignorância
LA22 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:38 | Sexta feira, 2 de abril de 2010
É impressionante como um Sr. que se diz jornalista, como esse sr jornalista, consegue dizer tantas asneiras juntas. Sendo verdade que como enfermeira concordo que o timing da greve não foi o melhor, entristece-me o profundo desconhecimento da profissão por parte da maior parte da sociedade. o que demonstra ignorância. A carreira de enfermagem é uma carreira autonoma nada tendo haver com a carreira médica, sendo que as duasfunções são interdependentes. Desde há muitos anos que assim é embora se insista na ideia de subordinação. Os hospitais não funcionam sem ambos os profissionais e daì sermos obrigados a serviços minimos.Como já aqui vi escrito, quem anda á chuva molha-se e foi o que aconteceu a esse Sr. Jornalista. Não queremos mais que equiparação a todas as outras carreiras técnicas superiores, nem mais, nem menos. Infelizmente somos vistos não como uma profissão mas como empregados dos médicos e é isso que me revolta. são as visões reducionistas, ignorantes e desvalorizantes da importãncia que temos na prestação de cuidados de saude neste país que nos revoltam.
 
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