20 de junho de 2013 às 0:28
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A crise é nossa amiga. Vamos ajudar a crise.

Para combater a crise o governo acabou com as medidas contra a crise. E como a crise pode aumentar o desemprego acabou com medidas que criam emprego. E havendo mais desemprego o ideal é acabar com apoios aos desempregados.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

"O Conselho de Ministros de 27 de Maio aprovou um diploma que visa regular a eliminação de algumas medidas que tinham sido adoptadas transitoriamente no auge da crise económica internacional" . É assim que se anuncia, no portal do governo, a eliminação de vários apoios sociais.

Reparem que foi no "auge da crise económica internacional" que as medidas agora eliminadas foram decididas. Das duas uma: ou tudo que temos ouvido resulta de um delírio colectivo ou há um estádio depois do auge que nós desconhecemos. E que tem como principal característica dispensar, apesar de ser mais grave, qualquer tipo de medidas.

Entre várias mediadas extintas , todas relativas ao apoio aos desempregados, acaba-se com a majoração de dez por cento no subsídio de desemprego para agregados desempregados com crianças a cargo. Todos temos de fazer sacrifícios e é de pequenino que se torce o pepino.

Como os números do desemprego ainda não são suficientemente consistentes, acaba-se com o programa qualificação-emprego, com a redução de três por cento da taxa social única para as pequenas empresas que empreguem trabalhadores com mais de 45 anos, com o programa de incentivo ao emprego de jovens licenciados e com a linha bonificada de apoio à criação de empresas por desempregados.

Quando o governo quer reduzir despesas sociais e no momento em que o desemprego aumenta, nada parece mais adequado do que acabar com todos os incentivos à criação de emprego. Serão, assim, ainda mais os candidatos ao subsídio de desemprego e menos os trabalhadores a contribuir com os seus impostos para os pagar.

Já se percebeu que ninguém está a pensar no que anda a fazer. Perante a enfermidade o governo já só trata da extrema unção. Quando for o velório o serviço estará completo.

Só o facto do governo anunciar que vai acabar com as medidas anti-crise para fazer frente à crise deveria chegar para se perceber ao absurdo a que chegámos. O suicídio assistido passou a ser política de Estado.

Comentários 35 Comentar
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A subsídio-dependência-é um vício
O Governo fez bem em acabar com estes subsídios a mais.Havia gente que ficou admirada-nem sabia que andava tanta gente a mamar no orçamento.
É preciso que as pessoas-que podem andar e não estão em cadeiras de rodas-se mexam e comecem á procura de fazer alguma coisinha.´Há por aí muita terra abandonada e a precisar de ser limpa,arada e semeada.
As pessoas viciaram-se a ir ao supermercado,á Cruz Vermelha .
Em tempo de crise é preciso arregaçar as mangas e ir em frente.
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Mal habituados
Até parece que ao ir-se para o desemprego se adquire um estatuto especial: subsídios com fartura, chá, torradas e bilhetes para o cinema. Nada foi retirado do que já antes existia, daí que o resto é especulativo. Naturalmente que não é agradável estar no desemprego mas também é verdade que muitos que o estão, não se cansam de dizer que só vão trabalhar se lhes derem um emprego igual e com o mesmo ordenado, ou então que é preferível ficar em casa. Vão para os EUA e depois vêem!
É gozar com o pagode! E não é por causa da crise, é por uma questão de princípio. O dinheiro é do erário público, logo, é de todos.
Tudo certo!
Concordo.
Todos os desempregados que querem trabalhar devem ser apoiados.
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Interesses !
O estado ou seja o nosso governo apenas está interessado no investimento que dê retorno em termos de luvase não em investimento que crie emprego.
Pois deixeme-nos de ilusões, os grandes investimentos embora necessários para o desenvolvimento e modernização do país, não são a solução para o nível de desemprego que temos.
Investimento para a criação de emprego, só com apoio a novas empresas pequenas e médias, e ele deve ser a níveis de finaciamento pois o capital privado só está interessado na especulação, por isso o empreendorismo nacional deve ser motivado e mobilizado com apoio de capitais públicos, porque como é fácil de perceber os cidadãos estão descapitalizados.
Deixemo-nos de hipocrisias, ou o estado financia a iniciativa dos empreendedores descapitalizados, ou ficamos todos não mãos dos especuladores e o cerscimento é um sonho.
Ou então continuármos a chamar chulos aos desempregados e cada dia que passa mais chulos aparecem!!!!!
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Eu gostava
Era de ver os srs políticos a receber o rendimento mínimo, só para poderem dar algum valor á vida e a quem quer trabalhar.
E serem sérios.
Não lhes tiraram nada...
Porque nunca lhes chegaram a dar. Acho que nenhuma das medidas «anti-crise» tinha entrado em vigor. Foi só paleio. Ficou bem, mas acabou mal.
Um dos culpados disto, é o Bloco de Esquerda. Outro são os comunas; eu explico: este ano, só os encargos das Scuts são cerca de 700 M€. As medidas sociais agora «revogadas» pela sindico-Ministra valeriam 150 M€, pouco mais de 1/5 do custo das Scuts.
Mas claro, entre a miragem patética do TGV Poceirão - Caia e os subsídios aos casais desempregados com filhos, quem é que o BE e o PCP escolheram HOJE na AR? A Mota-Engil e a Teixeira Duarte! E esta, hein?!
Sendo eu de direita, conservador, católico, de ascendência judia e anti-esquerdalho, ou seja, tenho as taras todas, verifico que me dói ver casais desempregados com filhos perder os subsídios que seriam a última fronteira entre a dignidade e a miséria. É muito bonito dizer que se desenrasquem. Mas, que se desenrasquem, como? Um desempregado solteiro pode mudar de vida, de cidade ou de região, ou até imigrar. Agora um casado com filhos na escola, no infantário, com a família por perto, etc?
Verifico que os XUXAS perderam qualquer réstia de vontade de fingir que têm sensibilidade social. Social não! Ética!
Há tanta coisa para cortar e foram cortar onde não podem. Na Mota-Engil é que ninguém corta, que quem se mete com o Peiéxe leva!
E votem, seus criminosos, mais scuts, mais tgv’s, mais pontes e aeroportos, e depois venham rasgar as vestes em público, com os coitados dos pobrezinhos.
CONTUDO e APESAR DE!.....
No Diário da República nº 96 II Série de 18 do corrente, constam 13 despachos com os números sequenciais de 8346 a 8358.

Cada um destes despachos requisita e nomeia um motorista para o GABINETE DO SR PRIMEIRO MINISTRO JOSÉ SÓCRATES, num total de 13.
Estes nomeados têm várias origens, incluindo Empresas de Auditoria.
Perante este cenário, eu que tenho a infelicidade de ser ZÉ PAGANTE DE IMPOSTOS, NESTE REINO DA POUCA VERGONHA, tenho o direito de perguntar:

1. Para além destas nomeações, quantos mais motoristas tem o ARROGANTE PRIMEIRO MINISTRO AO SEU DISPOR?
2. Será que o Senhor Primeiro Ministro, de tão importante que é, faz os seus percursos em 13 automóveis em simultâneo?
3. Com mais estes treze motoristas o Senhor Primeiro Ministro, quantos carros comprou nos últimos dias? Não posso crer que todos eles conduzam o mesmo carro.
4. Será que o Sr. Primeiro Ministro, montou uma Empresa de TÁXIS, DE VIATURAS DE ALTA GAMA, PARA trazer o seu SÉQUITO, a passear no período estival que se aproxima?
5. Será legitimo, que alguém pague um cêntimo de impostos, para que o Senhor PM viva neste DEVANEIO DESPESISTA?
O DESPUDOR TEM LIMITES...NÃO HÁ UM MÍNIMO DE VERGONHA...

HAVERÁ ALGUM PORTUGUÊS, INCLUINDO OS AFILHADOS E OS AFILHADOS DOS AFILHADOS DO SR. SÓCRATES, QUE CONCORDE COM ESTE DESCALABRO?

POR FAVOR, SEJAM HONESTOS E DIGAM.. NÃO E NÃO::
Meu Caro, está a perder tempo... Ver comentário
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O CORTELHO
Portugal deve ser o único país não terceiro mundista onde, quem trabalha horas a fio, continua pobre. De tal modo que é mais atraente receber o subsídio que trabalhar.
por mais malabarismos que o desgoverno faça, o objectivo será sempre o mesmo:
alimentar os gorditos, pares, poucos, à custa dos magritos, pobres, muitos.
crise qual crise???
ps,sabiam que o meu pai vende peixe na lota??

eheehhehhhehehehehehehehehehehehhehehehhehehehehheheh
Uma verdade!
Há uma coisa com que eu concordo neste texto. Vou citá.la!

"Todos temos de fazer sacrifícios e é de pequenino que se torce o pepino. "
A pergunta que coloco é..
Será que as medidas anti-crise alguma vez foram mais que uma intenção, um propósito?
Alguma vez foram uma certeza? Com rigor absoluto?
Infelizmente eu acho que este governo já bateu de frente no iceberg está-se a afundar e nem sequer coloca os coletes salva-vidas...
E "e todos temos que fazer sacrifícios" frase do seu texto com a qual concordo... não é isso que tenho visto até hoje.
crise qual crise???
ps,sabiam que o meu pai é arbito e vende peixe na lota??

eheehhehhhehehehehehehehehehehehhehehehhehehehehheheh
Ninguém está a pensar no que anda a fazer?
Ao contrário. Tudo foi bem pensado por Sócrates: Em período pré-eleitoral divulgam-se medidas de apoio social e escondem-se os défices do orçamento; quando as eleições não estão à vista exibe-se o buraco das contas públicas como fundamento para implementar medidas de apertar de cinto.
foi a crise foi
sabiam que o meu pai deu-lhe dois ataques cardiacos quando ficamos na miseria depois do 25 de abril
agora vou almoçar
ehhhehehehehehheh

obrigado pelo show
Re: agora vou almoçar Ver comentário
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