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Re: A água a subir
“[…] não é certo que sejamos nós a ganhar – podem ser eles a perder. No contacto entre um organismo infectado e outro saudável, não é geralmente a saúde que se pega”
Em termos de relações económicas, o que é que esta frase poderá querer dizer? Na realidade, nada. Por acaso a Alemanha, supostamente o organismo saudável, vive isolada do suposto organismo infectado? Ora, é precisamente por não estar isolada, porque esse isolamento é praticamente impossível numa economia aberta, que a Alemanha deveria acabar com a infecção antes de gangrenar (e antes que o tratamento se torne incomportável) pondo em risco os sistemas vitais do todo. Em termos económicos, poderíamos pensar, talvez, numa doutrina próxima de um proteccionismo, ou de uma auto-suficiência qualquer ou algo que o valha, mas, ainda assim, não se conseguiria mais do que uma falsa sensação de segurança e protecção. Pensar que está segura (isolada, longe do contacto, do contágio) é precisamente o erro da Alemanha. Mas é natural se se está a ganhar em toda a linha. Vendo bem, é como no jogo, quando um jogador inveterado ganha não quer parar de jogar mesmo sabendo que no fim poderá sair a perder. Mas claro…”não é certo” que assim seja, pois certo só mesmo a morte, algo que já estamos fartos de saber. ...
Re: A água a subir
É a diferença entre crescimento e recessão ou entre crescimento e austeridade abrupta e fora de tempo. Para além do mais, as diferenças de contexto histórico são tão grandes que não permitem comparações fáceis e gratuitas, para não dizer cínicas, como é o caso. O quadro virtuoso dos anos 50 e 60 do século passado pressupôs: crescimento, pleno emprego, estabilidade de preços e equilíbrio externo.
“Os que mais gritam renegam a ‘austeridade’ e exigem ‘crescimento’” O problema já nem sequer está na austeridade. O problema está na urgência dessa austeridade, na forma precipitada como foi imposta, e no facto de ter sido aplicada tipo chapa quatro a todos os países intervencionados, depois de análises sumárias e superficiais que apenas tiveram em linha de conta os interesses dos credores. Assim, nem o mau nem o bom aluno vão conseguir ultrapassar as dificuldades.
Re: A água a subir
Mesmo fazendo fé nos cálculos de Hans-Werner Sinn, a comparação é totalmente descabida. A começar, desde logo, pelo facto de a ajuda à Grécia ter como principal contrapartida a destruição total e completa da sua economia. É a diferença entre crescimento e recessão ou entre crescimento e austeridade abrupta e fora de tempo. Para além do mais, as diferenças de contexto histórico são tão grandes que não permitem comparações fáceis e gratuitas, para não dizer cínicas, como é o caso. O quadro virtuoso dos anos 50 e 60 do século passado pressupôs: crescimento, pleno emprego, estabilidade de preços e equilíbrio externo.
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