A 24 horas da geração à rasca sair à rua
O "Protesto da Geração à Rasca " sai amanhã à rua, pelas 15h, em onze cidades portuguesas: Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Funchal, Guimarães, Leiria, Lisboa, Ponta Delgada, Porto e Viseu. Em apenas um mês foram quase 60 mil as pessoas a aderirem à iniciativa na página do evento no Facebook .
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A 24 horas do início do protesto, as palavras de incentivo continuam a circular no mural do evento: "Este protesto tornar-se-á verdadeiramente apartidário e livre quando todos participarem e fizerem ouvir as suas vozes, independentemente das suas crenças ou afiliações. Esta não é a altura para divisões e discussões menores. Todos! por causa do descontentamento... pela mudança, pela lucidez", escreve um dos internautas que promete estar presente na manifestação.
E para que os transportes não sejam motivo para ficar em casa, foram já criadas tanto uma página no Facebook como um fórum a promover a troca de boleias.
"Não queremos derrubar governos"
Para que não sobrem dúvidas sobre as intenções escritas no manifesto da Geração à Rasca - que pode ler aqui na íntegra -, Paula Gil, uma das organizadoras do protesto, deixa claro que esta manifestação nada tem a ver com as revoltas no Médio Oriente. "Não queremos derrubar governos. Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa situação de incerteza - políticos, empregadores e nós mesmos - atuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade. Protestamos pela melhoria das condições de trabalho, pelo fim da precariedade e pelo reconhecimento das qualificações, competências e experiência, espelhado em salários e contratos dignos", explicou a jovem ao jornal "i".
O protesto pretende ser totalmente apartidário, pelo que uma eventual ligação da manifestação à extrema-direita é totalmente posta de parte: "No Facebook apareceram convocatórias para várias manifestações e concentrações, algumas claramente conotadas com a extrema-direita. Têm um apoio irrelevante", lê-se numa página de perguntas e respostas sobre o protesto.
Quanto à participação na marcha, a adesão é proposta a pessoas dos 7 aos 77. "Embora convocada por jovens, o apelo à participação abarca todos os que de uma forma apartidária, laica e pacífica se queiram manifestar".
A todos é pedido que levem uma folha A4 com o motivo pelo qual estão presentes e uma proposta de resolução. As folhas serão recolhidas e posteriormente entregues na Assembleia da República.
Braga - Avenida Central, junto ao chafariz
Castelo Branco - Alameda da Liberdade (Passeio Verde)
Coimbra - Praça da República
Faro - Largo S. Francisco
Funchal - Praça do Município
Guimarães - Largo da Oliveira
Leiria - Fonte Luminosa
Lisboa - Avenida da Liberdade > Praça Luís de Camões
Ponta Delgada - Portas da Cidade
Porto - Praça da Batalha > Praça D. João I
Viseu - Rossio, em frente à Câmara Municipal


Protesto estende-se a onze cidades
