Siga-nos

Perfil

Expresso

Capas

Verdade, amor, razão, merecimento: a primeira página da edição especial do Expresso

  • 333

Está nas bancas, esta terça-feira, uma edição especial dedicada aos campeões europeus, por apenas €1. E com a manchete retirada de um soneto de Camões. Há análise e opinião. Depoimentos de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa. Textos de Ricardo Costa, Pedro Santos Guerreiro, Pedro Candeias, Mariana Cabral, Miguel Cadete, João Vieira Pereira, Nicolau Santos, Henrique Monteiro, José Tolentino Mendonça, Daniel Ribeiro e Plínio Fraga. E ainda a contracrónica do Azar do Kralj. “Obrigado campeões”

Escrevemos-lhe esta newsletter especial porque são especiais os dias que vivemos. E por serem especiais, hoje, terça-feira, há uma edição especial do Expresso nas bancas. Isso mesmo, 32 páginas inteiramente dedicadas à vitória da seleção portuguesa de futebol no Euro 2016. A edição para quem ganhou o Euro custa um euro. E, como é especial, tem como manchete parte de um soneto. De Luís Vaz de Camões, porque faz sentido – ser ele e ser esta frase: “Verdade, Amor, Razão, Merecimento, / Qualquer alma farão segura e forte”.

O soneto está na íntegra na última página, e opõe quem se rege por valores a quem se entrega à sorte. Mas até lá chegar tem muito para ler. E para guardar. Uma edição especial para um momento histórico, que nunca nas nossas vidas vivêramos.

Nem nós nem eles. E é por aí que começamos a edição: por um texto do Pedro Candeias sobre o homem que já está na história: “Ronaldo, o nosso Eusébio”. O capitão é parte de uma seleção herdeira da geração de ouro, mas que não tinha tudo para ganhar. É a “geração fezada”, escreve, noutro texto, também o Pedro Candeias. Uma equipa com “23 homens que aprendemos a amar”, numa análise de quatro páginas a cada um deles, individualmente, feita pelo Adriano Nobre e pelo Rui Gustavo, logo seguida pela “marcha para a vitória”, ou o caminho da seleção.

“Então é assim que é ser feliz”, escreve o Ricardo Marques, em reportagem por Lisboa na chegada dos jogadores. A Ângela Silva fala de Marcelo Rebelo de Sousa e de como assim se deram “Xutos & Pontapés nas sanções”, que deixou de ser o tema omnipresente. Até para Presidente: Marcelo Rebelo de Sousa assina um artigo para esta edição do Expresso, onde defende que “provámos que somos os melhores”. O primeiro-ministro, António Costa, também escreve para esta edição do Expresso: “A vitória de muitas vitórias”.

Mas temos mais. Visto de fora. O jornalista brasileiro Plínio Fraga escreve que “os mais belos momentos do futebol reúnem certa inocência” e o embaixador da Argentina em Portugal, Oscar Moscariello, disserta sobre “o campeão coletivo”. A partir de Paris, o Daniel Ribeiro mostra como “os emigrantes mostraram os músculos”. Já o Rui Cardoso explica como não houve ataques terroristas nem greves, mas “pior foram os hoolingans”.

Ainda nem vamos a meio. O Nicolau Santos escreve sobre “Fernandão, a quem Deus deu a tática e as substituições”. Referimo-nos a Fernando Santos, claro. Como se lhe refere outro Nicolau, este grego, de um povo a quem o selecionador português agradeceu comoventemente depois da final. “Corre-lhe no sangue algo de grego”, garante Nicolau Hidiroglou. Grande grande texto assina também o padre José Tolentino Mendonça, “Religião e futebol”. Porque Deus é o melhor amigo do selecionador português. É sobre isso que escreve o Henrique Monteiro: sobre “O Deus de Fernando Santos”.

Há ainda opinião do Ricardo Costa, minha e do João Vieira Pereira, que “até pode ser que volte a gostar de futebol”. O Miguel Cadete, que esteve em Paris, fala de “coisas da final que não se viram na TV” e o Martim Silva faz a análise dos melhores. O Filipe Santos Costa assina uma crónica sobre a “seleção pessoal de futebol”, enquanto o João Silvestre faz a análise dos dados, com “109 noves fora um”. Publicamos a contracrónica do Azar do Kralj, “Obrigado campeões”. E fechamos com a Mariana Cabral, enviada do Expresso a Paris, que conta os seus “35 dias”, que na verdade não foram só dela, mas nossos, dos jornalistas, dos leitores – dos portugueses.

Pronto, é isto. É o que está hoje nas bancas. Boas leituras. E até já.