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Durão Barroso: “A Europa conta e não está em decadência”

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Luís Barra

José Manuel Durão Barroso, que falava na cerimónia de comemoração dos 30 anos de integração de Portugal na União Europeia, criticou as “forças antieuropeias” e os governos nacionais que pretendem fazer da Europa “bode expiatório das frustrações e insuficiências de políticos de curtas vistas”

O ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso assegurou esta sexta-feira que a Europa "conta e não está em decadência", apesar das dificuldades que enfrenta e das críticas, que considerou infundadas, das forças antieuropeias.

"A verdade é que a Europa de hoje, com todas as insuficiências e imperfeições, adquiriu uma dimensão que faz com que possa defender os seus valores como nunca pôde", disse José Manuel Durão Barroso na cerimónia de comemoração dos 30 anos de integração de Portugal na União Europeia (UE).

"Apesar das dificuldades e desafios, a Europa conta, não está em decadência", acrescentou, ao discursar na cerimónia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde o Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias foi assinado.

Durão Barroso criticou as "forças antieuropeias", mas também os governos nacionais, afirmando que alguns pretendem fazer da Europa "bode expiatório das frustrações e insuficiências de políticos de curtas vistas" e fazem "uma idealização do passado", omitindo que falam de um passado sem liberdade e de "nacionalismos exacerbados".

Afirmando a sua "confiança no futuro de uma Europa livre, democrática e justa", o ex-presidente da Comissão Europeia apelou a todos os europeus para que "não deixem a iniciativa às forças antieuropeias", porque "a Europa é o que os europeus podem fazer dela".

Durão Barroso falava na cerimónia do 30º aniversário da entrada em vigor do Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde o Tratado foi assinado a 12 de junho de 1985, entrando em vigor a 1 de janeiro de 1986.

Depois de uma atuação da Orquestra Clássica Metropolitana, discursaram, além de Durão Barroso, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Entre os convidados figuravam o ex-presidente Jorge Sampaio, o ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados e ex-primeiro-ministro português, António Guterres, o comissário europeu para a Ciência, Carlos Moedas, e vários atuais ou antigos responsáveis comunitários e eurodeputados portugueses.