16/05/2012 atualizado às 23:57
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60 detidos num protesto junto à embaixada da China em Haia

Cerca de 60 manifestantes foram detidos hoje depois de terem lançado pedras contra a embaixada da China em Haia, na sequência dos motins étnicos que fizeram pelo menos 156 mortos e 800 feridos em Xinjiang.

22:51 Segunda feira, 6 de julho de 2009

Cerca de 60 manifestantes foram detidos hoje depois de terem lançado pedras contra a embaixada da China em Haia, na sequência dos motins étnicos que fizeram pelo menos 156 mortos em Xinjiang.

"Cerca de 60 pessoas foram detidas porque recusavam obedecer às ordens da polícia ", revelou Chantal Margés, porta-voz da Polícia da Haia.

Cerca de 200 manifestantes, segundo a Polícia, concentraram-se hoje ao início da tarde em frente da embaixada da China em Haia, em resposta ao apelo da Associação dos Uígures do Turquestão Oriental na Holanda, segundo a Polícia.

Várias dezenas de manifestantes lançaram então pedras e paralelepípedos através das grades e por cima dos muros que protegem o edifício, situado num bairro residencial de Haia. Cerca de 60 pessoas foram detidas.

Enquanto esperavam a chegada dos reforços policias e de veículos, os manifestantes, entre os quais muitas mulheres, continuaram sentados em frente da embaixada, cercados de um cordão policial. Agitavam bandeiras e cartazes proclamando nomeadamente: "Chineses, regressem à China".

Os manifestantes foram depois metidos em várias carrinhas da polícia e em dois autocarros aos gritos de "China terrorista", testemunharam jornalistas. Foram conduzidos para uma esquadra central de Haia.

Pelo menos 156 pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas nos tumultos de domingo no Xinjiang, Noroeste do pais, que Pequim descreveu como "uma catástrofe".

"A História provou, por mais de uma vez, que a estabilidade social é uma bênção e os tumultos uma catástrofe", diz um comentário da agência noticiosa oficial chinesa Nova China (Xinhua).

Foram os mais violentos incidentes étnicos registados na China nos últimos anos, incluindo os que ocorreram no Tibete em Março de 2008, que oficialmente causaram 19 mortos.

O Xinjiang, que confina com as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, Paquistão e Afeganistão, tem cerca de 21 milhões de habitantes, mais de um terço dos quais são uigures, uma etnia de origem turca e com religião muçulmana.

Trata-se de um território quase 15 vezes maior que Portugal, rico em petróleo e gás natural.

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Obama não pode dizer: "Não sei o que se passa"
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:36 | Segunda feira, 6 de julho de 2009
O que mais me deixou admirado nesta questão de mais um massacre na China, foi a posição de Barak H. Obama, quando questionado na conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo russo, sobre este caso: O presidente dos EUA em algum caso pode alegar desconhecimento num assunto tão importante? Bem que poderia ter-se safado de outra forma, assim como qualquer político português faz quando as perguntas são inconvenientes."É pá, não foi para isso que aqui vim!!!" Deixou um amargo de boca, que apenas foi salvo por ter mantido as suas posições em relação à Geórgia...
 
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A INDECOROSA ESTRATÉGIA CHINESA
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 7:06 | Terça feira, 7 de julho de 2009
A China tem aplicado a estratégia sistemática de ocupação militar e humana dos territórios que coloniza, numa indecorosa atitude que tem a complacência de muitas capitais do Ocidente. Foi assim no sacrificado Tibete. É assim no ocupado e massacrado Xinjiang.
A invasão silenciosa da Sibéria está na forja, sabendo-se da dificuldade do controlo de fronteiras em extensas zonas desertas de ocupação humana. Milhares de chineses já se infiltraram além fronteiras.
Tudo isto se passa com um Estado que tem direitos especiais no Conselho de Segurança, que correlacionados com as práticas de ocupação de territórios alheios e esmagamento de rebeliões constituem uma vergonha internacional.
A repressão em Teerão é motivo de reclamação, enquanto a repressão chinesa é tolerável, numa evidente prova de hipocrisia política. O Ocidente não pára de construir a corda com que um dia se enforcará! Neste contexto a "entente" Estados Unidos da América-Rússia constitui um sinal positivo para a estabilização mundial.
 
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Estes pro-árabes...
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:51 | Terça feira, 7 de julho de 2009
Já estou a ver a sua tolerância!!

Qual é o seu respeito? Por quê são sempre os mesmos a chatear às outras culturas???

Comprendo que não tenham gostado mas, comportar-se como animáis também não é a solução, ainda que paresce que estes não aprendem ainda que tenham uma educação e cultura...
 
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