24 de abril de 2014 às 16:39
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5 paradoxos nos dias que correm

Adolfo Mesquita Nunes (www.expresso.pt)

1. O nível de exigência da opinião publicada e da classe jornalística costuma ser, em qualquer país democrático, mais exigente com o Governo do que com a oposição. Por cá, sabe-se lá porquê - talvez por medo? - exige-se da oposição tudo o que se não exige do Governo.

2. Num momento em que Portugal sofre a necessária humilhação da condição de país resgatado, e em que há que começar a prestar contas a quem nos vai ajudar, PS e PSD gastam meios e gastam tempo e gastam a nossa paciência em enredos de novela das 5 da tarde.

3. Governo e instituições europeias pretendem negociar um pacote de ajuda externa como se o Governo não estivesse constitucionalmente limitado e como se os eleitores não estivessem prestes a ser chamados a votar. E quem diz que o pacote é inegociável é porque já deu de barato que, por exemplo, as grandes obras públicas são para se fazer, o que não é o meu caso.

4. O Governo diz que vamos deixar de ter dinheiro em Maio. Tendo em conta que o PEC IV não era um cheque em branco a descontar até Maio, ficamos a saber que, para o Governo, o salvífico PEC IV não ia, afinal de contas, salvar-nos da ajuda externa.

5. Fernando Nobre não quer ser deputado. Quer apenas ser Presidente da Assembleia da República.

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Boa crónica
Parecem-me 5 pontos bem escolhidos.
A informação em Portugal é de fraca qualidade, mais interessada no mexerico e raramente se vê uma pergunta pertinente. Haverá grande receio de perder o emprego.

Quanto à questão Fernando Nobre, julgo que o convite do PSD foi uma péssima ideia, pois expôs o vazio da personagem, que só quer poleiro. Vai fazer perder votos e já fez perder credibilidade à gestão de Coelho.
Tivesse António Costa avançado para a liderança do PS, estou convencido que ganharia as eleições. O odioso está centrado em Sócrates e no seu grupo. O PS ainda tem bastante gente capaz.
Eu destaco o ponto 3
Em que era responsabilidade do governo de gestão, clarificar, desde o início, perante a comissão europeia e os restantes credores que o que se pretende é um empréstimo para cobrir as despesas a 2/3 meses, DADO QUE NÃO POSSUI LEGITIMIDADE PARA NEGOCIAR MEDIDAS PARA ALÉM DISSO.
É impressionante a irresponsabilidade e arbitrariedade destes governantes que andam literalmente a "nevegar à vista"!
Muito triste para este país...
Re: Eu destaco o ponto 3 Ver comentário
Re: Eu destaco o ponto 3 Ver comentário
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