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5 paradoxos nos dias que correm

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1. O nível de exigência da opinião publicada e da classe jornalística costuma ser, em qualquer país democrático, mais exigente com o Governo do que com a oposição. Por cá, sabe-se lá porquê - talvez por medo? - exige-se da oposição tudo o que se não exige do Governo.

2. Num momento em que Portugal sofre a necessária humilhação da condição de país resgatado, e em que há que começar a prestar contas a quem nos vai ajudar, PS e PSD gastam meios e gastam tempo e gastam a nossa paciência em enredos de novela das 5 da tarde.

3. Governo e instituições europeias pretendem negociar um pacote de ajuda externa como se o Governo não estivesse constitucionalmente limitado e como se os eleitores não estivessem prestes a ser chamados a votar. E quem diz que o pacote é inegociável é porque já deu de barato que, por exemplo, as grandes obras públicas são para se fazer, o que não é o meu caso.

4. O Governo diz que vamos deixar de ter dinheiro em Maio. Tendo em conta que o PEC IV não era um cheque em branco a descontar até Maio, ficamos a saber que, para o Governo, o salvífico PEC IV não ia, afinal de contas, salvar-nos da ajuda externa.

5. Fernando Nobre não quer ser deputado. Quer apenas ser Presidente da Assembleia da República.


Opinião


Multimédia

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Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

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Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 4 Comentar
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Boa crónica
Parecem-me 5 pontos bem escolhidos.
A informação em Portugal é de fraca qualidade, mais interessada no mexerico e raramente se vê uma pergunta pertinente. Haverá grande receio de perder o emprego.

Quanto à questão Fernando Nobre, julgo que o convite do PSD foi uma péssima ideia, pois expôs o vazio da personagem, que só quer poleiro. Vai fazer perder votos e já fez perder credibilidade à gestão de Coelho.
Tivesse António Costa avançado para a liderança do PS, estou convencido que ganharia as eleições. O odioso está centrado em Sócrates e no seu grupo. O PS ainda tem bastante gente capaz.
Eu destaco o ponto 3
Em que era responsabilidade do governo de gestão, clarificar, desde o início, perante a comissão europeia e os restantes credores que o que se pretende é um empréstimo para cobrir as despesas a 2/3 meses, DADO QUE NÃO POSSUI LEGITIMIDADE PARA NEGOCIAR MEDIDAS PARA ALÉM DISSO.
É impressionante a irresponsabilidade e arbitrariedade destes governantes que andam literalmente a "nevegar à vista"!
Muito triste para este país...
Re: Eu destaco o ponto 3
Re: Eu destaco o ponto 3
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Edição Diária 17.Abr.2014

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