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5 de Julho de 1979 A maioria da AD

Rui Ochôa
9:00 Domingo, 5 de julho de 2009

Francisco Sá Carneiro, Diogo Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Telles assinaram no dia 5 de Julho um "Acordo pré-eleitoral de governo" para "pôr termo à crise de indefinição, identidade e desorientação" que o país vivia "desde o 11 de Março de 1975".

As crises de governo eram uma constante e, face a consecutivas tentativas falhadas para formar Executivo, passou a viver-se o tempo dos chamados Governos de incidência presidencial - como resposta do Presidente da República, general Ramalho Eanes. O primeiro balão de ensaio foi com Nobre da Costa, cujo programa não passou na Assembleia da República; depois foi a vez de Mota Pinto, que governou até quando pôde; finalmente foi Maria de Lurdes Pintasilgo, no seu muito contestado governo de 100 dias, cuja missão era preparar as eleições marcadas para Outubro.

A resposta à crise viria de Sá Carneiro e dos seus parceiros da Aliança Democrática (AD), que estabeleceram uma plataforma política cujos objectivos iam além da formação de um governo maioritário. A questão das eleições presidenciais de 1980 estava já em cima da mesa - e Sá Carneiro não pretendia renovar o seu apoio a Eanes.

A AD venceria duas eleições legislativas mas perderia o seu desígnio maior, corporizado no slogan: "Um Governo, uma Maioria, um Presidente". Sá Carneiro perdeu essa batalha, e a vida, durante uma campanha (presidencial) perpassada de emoções.


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Terá a sua morte dado início...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:23 | Domingo, 5 de julho de 2009
... ao fim da credibillidade da Justiça em Portugal? Sá Carneiro e Amaro da Costa, entre outros nomes menos sonantes. Um avião Cessna e o que alguns peritos dizem que foi um atentado, Um caso que os tribunais nunca resolveram com um "sim" ou um "não" absoluto. Sá Carneiro aparentava ser o Homem que iria dar um rumo digno e decente a Portugal. Morreu quando numa altura em que apoiava um Candidato (Soares Carneiro) à presidência da República. Os suspeitos deste alegado acto de violência (digo alegado porque não tenho outro remédio), eram os comunistas ou alguns comunistas. Na altura existiam terroristas em Portugal com grande peso institucional. E porque ficou tudo na mesma, e nem se desmarcaram as eleições presidenciais, terá começado, precisamente nesse dia, o descrédito no sistema de Justiça em Portugal. Daí para cá tem sido tão grande a curva descendente que ou a Justiça volta aos carris ou a Democracia do Estado de Direito, vai ao ar também. É que a juntar às questões da Justiça, o decrédito nos políticos é de tal monta que os Portugueses até já desistiram em grande parte de irem votar. Recordar Sá Carneiro pelo que ele fez é importante, mas não o é menos pelo que lhe fizeram a ele.
 
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