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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 1 de outubro de 2011
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Existe a convicção de que, no jogo, os treinadores só podem mesmo obter prestígio através dos seus jogadores. A responsabilidade do técnico é, pois, prévia. Decidir o plano de jogo e saber gerir o seu desenrolar para, em cada um desses momentos, antes e durante os 90 minutos, escolher os melhores... jogadores para o executar. Existe, pois, a planificação do jogo e a gestão do mesmo jogo. É quase como ser treinador 'duas vezes'. Ambas são importantes, mas, ao mais alto nível, cada vez mais o saber reagir às imprevisíveis alterações do 'plano de jogo' é o grande segredo.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 24 de setembro de 2011
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O futebol está, cada vez mais, invadido por estudos científicos, que, nalguns casos, quase o tornam numa espécie de 'Matrix' com bola. O jogador é o objeto de investigação. O Real Madrid esbraceja nas duras canchas espanholas para impor o seu jogo frente a adversários que sabem jogar nos subterrâneos táticos do relvado ('o lado sujo do jogo', como disse José Mourinho), plantados em pequenos estádios que parecem 'caixas de fósforos' acesas com jogadores a simularem faltas, a queimar tempo, a arranjar confusões e outros truques que, pelo meio, até podem meter um contra-ataque e um golo.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 17 de setembro de 2011
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É humano nos desejos, é sobrenatural nas exigências. Nós esperamos do jogador de futebol que ele transcenda os limites do real. Queremos que ele seja capaz de abrir caminhos, desafiar a lei da gravidade, transformar a bola num ser obediente. O jogo (relva, tática e bola) não é, no entanto, assim tão surreal. Pelo contrário. Por vezes é mesmo soporificamente realista. Existem jogadores, porém, que têm esse dom. Dotam o jogo de um sentido excecional (permanente ou esporádico) furando a estética previsível. Sucedeu no palco europeu, onde tudo fica mais iluminado.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 10 de setembro de 2011
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A relação do jogador de futebol com o banco de suplentes nunca foi fácil. Para o seu ego em permanente ebulição, essa presença sempre foi uma terrível ameaça. Rouba-lhe a bola dos pés, obriga-o a ver o jogo com o nariz quase ao nível da relva. A sensibilidade futebolística tem pontos de atração essencialmente particulares. A equipa é 'apenas' uma 'casa' onde o jogador, ser por natureza egocêntrico, habita de calções e chuteiras. Mas, claro, o futebol está cheio de histórias. A maior parte, a melhor, inventada. Esta que me lembro sempre que vejo casos de jogadores amuados por estar no banco foi contada por César Luis Menotti.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 3 de setembro de 2011
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Começa a época. Cem milhões de euros depois, o mercado fechou. O número redondo que os três grandes do nosso futebol (FC Porto, Benfica e Sporting) gastaram para se reforçar, escapando à realidade global do futebol português. Não se trata só de 'vícios caros'. Trata-se, em muitos casos, da simples necessidade de responder aos adeptos antes de responder às necessidades da equipa. O último dia do mercado ficara suspenso sobretudo de uma contratação: quem o FC Porto compraria para substituir Falcão, o 'caça-golos' perdido? Passaram as horas, os minutos, os segundos e, no fim, ninguém apareceu. Afinal, há um ponta de lança no Dragão para apostar: Kleber.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 27 de agosto de 2011
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Jorge Jesus já demonstrou durante duas épocas na Luz o seu gosto pela aventura, mas muitas vezes os jogos pedem planos táticos mais frios.
Em cada boa jogada individual que vejo durante um jogo, gosto de pensar que nela há sempre algo de reivindicativo. O jogador reclamando o seu protagonismo na equipa. Num instante, a classe técnica e física unem-se para o elevar por cima do coletivo. O reciclado Benfica de Jesus surge nesta nova época com duas versões táticas. A antiga, pensada sobretudo para voar em direção à baliza adversária. E a nova, pensada mais para estratégias de jogo em que é necessário maior 'cabeça tática' em campo. O sistema, no papel, até pode ser o mesmo (4x1x3x2). Na relva, é muito diferente.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 20 de agosto de 2011
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Os jogos demonstram, sucessivamente, que o futebol é produto de muitas variáveis e privilegiar apenas uma delas pode ser fatal.
Toda a 'memória tática para 90 minutos' pode perder-se com um passe fantástico que abre uma defesa, uma entrada dura que dá uma expulsão e coloca a equipa com menos um jogador, uma grande defesa do guarda-redes quando a bola vai mesmo a entrar ou, até, coisas mais exóticas, como um jogador engolir um inseto e a equipa (e treinador) ficarem assustados com o que se está a passar. Tudo isto aconteceu às equipas portuguesas na sua primeira aventura europeia conjunta da nova época. Witsel, João Paulo, Quim e Schaars, protagonistas de cada um desses episódios que, cada qual na sua dimensão, marcaram as viagens de Benfica, Vitória de Guimarães, Sporting de Braga e Sporting na Europa.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 13 de agosto de 2011
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Primeiro jogo da época. É a irresistível tentação de querer adivinhar o futuro. Futebol numa 'bola de cristal'.
Um cenário competitivo que começa a disputar-se com o 'fantasma do mercado' ainda aberto até ao fim do mês. As equipas e seus 'casulos diretivos' procuraram encontrar novas fórmulas de sucesso. Quase silenciosamente, um clube português passou a ser detido maioritariamente por estrangeiros.
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 6 de agosto de 2011
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No futebol são raros os chamados 'triunfos de autor'. Em geral, os méritos para a vitória têm deflagração coletiva, mas existem casos em que há alguém para quem se olha mais. As conquistas do FC Porto na época passada têm produção sobrenatural: Campeonato, Taça, Supertaça, Liga Europa. Além disso, por entre exibições de tática e técnica, deixou pelo caminho vários recordes, com o 'utópico', à luz do futebol moderno, 'campeonato sem derrotas'. A próxima época coloca pois um dilema 'impossível': como fazer para melhorar?
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Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)
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0:00 Sábado, 30 de julho de 2011
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Ansiedade. Uma palavra que perturba só de ouvir. Não falo, claro, da ansiedade de uma velha e bela melodia cubana celebrizada pela voz de Nat King Cole: "...ansiedad, de tenerte en mis brazos, musitando palabras de amor...".
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