24 de abril de 2014 às 23:15
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25 de Abril: Jaime Gama defende estabilidade institucional

O presidente da Assembleia da República afirmou hoje que, em tempos de crise, a estabilidade no relacionamento institucional é "imperativo de Estado".
Lusa
O presidente da Assembleia da República advertiu hoje que a estabilidade no relacionamento institucional é "imperativo de Estado" na actual conjuntura de crise e que nenhum órgão de soberania pode limitar-se a endossar responsabilidades a terceiros.

As palavras de Jaime Gama foram proferidas na sessão solene dos 35 anos do 25 de Abril na Assembleia da República, perante o chefe de Estado, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates, entre outros titulares de órgãos de soberania.

Discursando após os representantes dos partidos, o presidente da Assembleia da República fez uma intervenção curta mas cheia de recados.

"As dificuldades que temos pela frente exige instituições que sejam factor de confiança e o primeiro dos factores de confiança é dado pela forma como as instituições actuam e se relacionam entre si. A estabilidade no relacionamento institucional é, pois, um imperativo do Estado, reclamado pela deterioração dos resultados económicos, pois sem ela não se gerarão as políticas susceptíveis de apoiar e enquadrar a necessária retoma", avisou.

Nesse sentido, o presidente da Assembleia da República recomendou "prudência num debate político mais atento à realidade e ao rigor de análise, voltado para soluções e não baseado num fogo de artifício de palavras, ampliado pelo grafismo dos títulos ou pelo som e imagens estridentes, sempre recurso de quem se afigura mais certeiro a manipular do que a resolver, a fazer ou a querer fazer".

Para o presidente da Assembleia da República, na actual conjuntura, todos os órgãos de soberania deverão ser "convocados ao encargo" de "apontar um rumo".

"Ninguém com mandatos públicos deverá colocar-se fora deste quadro, construir um argumentário de refúgio para endossar exclusivamente a terceiros o peso das decisões ou promover miragens de optimismo irracional destituídas de sentido", disse.

Neste contexto, Gama frisou que Portugal se vê agora confrontado "com um ano de calendário eleitoral intenso", com "desafios de ordem económica e social de enorme amplitude".

"Desafios que nos obrigam a um caminho estreito, com rota balizada por parâmetros nada flexíveis", frisou o presidente da Assembleia da República.

Num momento em que a Assembleia da República discute medidas de combate à corrupção, Jaime Gama fez ainda um veemente apelo ao sentido de prudência, inclusivamente no plano legislativo, por parte dos órgãos de soberania e, em particular, por parte de todas as bancadas.

"Precisamos de sentido de prudência para decidir com serenidade as questões relevantes - inclusive no plano legislativo - e não de correrias a contra relógio de um calendário eleitoral sempre mais atento aos efeitos de comunicação e da imagem do que ao mérito ponderado das deliberações justas em nome do interesse geral", afirmou. 
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Ó Jaiminho, Brilhaste!!!
Excelente peça escrita e que deve ser lida meia dúzia de vezes... Jaime Gama falou bem...mas enquanto presidente da Assembleia da República permite aos senhores deputados os maiores disparates. Jaime Gama, na qualidade de testemunha do 25 de Abril de 1974, projectou o futuro e, como tem tido sempre grandes responsabillidades políticas no País, falou, mas não fez nada de visível, para mudar de facto, Portugal. Aliás, o seu discurso, se bem interpretado contém uma confissão: É preciso começar de novo. Isto significaria uma nova revolução. O problema são os militares, por natureza muito mandões e bélicos.Por isso, se fosse hoje, um 25 de Abril traria, acima de tudo, uma revolução insuportavelmente sangrenta, porque em 1974 os Portugueses ainda não tinham "saído da casca" política,nem se tinham formadmo em grupos de ferozes clãs a que chamam de Partidos.
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