Anterior
25 de Abril: Oposição pede "ruptura"
Seguinte
Vasco Lourenço: Disparar em todas as direcções
Página Inicial   >  Dossiês  >  Dossies Atualidade  >  Especial comemorações do 25 de Abril de 1974  >   25 de Abril: Jaime Gama defende estabilidade institucional

25 de Abril: Jaime Gama defende estabilidade institucional

O presidente da Assembleia da República afirmou hoje que, em tempos de crise, a estabilidade no relacionamento institucional é "imperativo de Estado".
Lusa |
O presidente da Assembleia da República advertiu hoje que a estabilidade no relacionamento institucional é "imperativo de Estado" na actual conjuntura de crise e que nenhum órgão de soberania pode limitar-se a endossar responsabilidades a terceiros.

As palavras de Jaime Gama foram proferidas na sessão solene dos 35 anos do 25 de Abril na Assembleia da República, perante o chefe de Estado, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates, entre outros titulares de órgãos de soberania.

Discursando após os representantes dos partidos, o presidente da Assembleia da República fez uma intervenção curta mas cheia de recados.

"As dificuldades que temos pela frente exige instituições que sejam factor de confiança e o primeiro dos factores de confiança é dado pela forma como as instituições actuam e se relacionam entre si. A estabilidade no relacionamento institucional é, pois, um imperativo do Estado, reclamado pela deterioração dos resultados económicos, pois sem ela não se gerarão as políticas susceptíveis de apoiar e enquadrar a necessária retoma", avisou.

Nesse sentido, o presidente da Assembleia da República recomendou "prudência num debate político mais atento à realidade e ao rigor de análise, voltado para soluções e não baseado num fogo de artifício de palavras, ampliado pelo grafismo dos títulos ou pelo som e imagens estridentes, sempre recurso de quem se afigura mais certeiro a manipular do que a resolver, a fazer ou a querer fazer".

Para o presidente da Assembleia da República, na actual conjuntura, todos os órgãos de soberania deverão ser "convocados ao encargo" de "apontar um rumo".

"Ninguém com mandatos públicos deverá colocar-se fora deste quadro, construir um argumentário de refúgio para endossar exclusivamente a terceiros o peso das decisões ou promover miragens de optimismo irracional destituídas de sentido", disse.

Neste contexto, Gama frisou que Portugal se vê agora confrontado "com um ano de calendário eleitoral intenso", com "desafios de ordem económica e social de enorme amplitude".

"Desafios que nos obrigam a um caminho estreito, com rota balizada por parâmetros nada flexíveis", frisou o presidente da Assembleia da República.

Num momento em que a Assembleia da República discute medidas de combate à corrupção, Jaime Gama fez ainda um veemente apelo ao sentido de prudência, inclusivamente no plano legislativo, por parte dos órgãos de soberania e, em particular, por parte de todas as bancadas.

"Precisamos de sentido de prudência para decidir com serenidade as questões relevantes - inclusive no plano legislativo - e não de correrias a contra relógio de um calendário eleitoral sempre mais atento aos efeitos de comunicação e da imagem do que ao mérito ponderado das deliberações justas em nome do interesse geral", afirmou. 

Opinião


Multimédia

Os assassínios, as execuções, as decapitações são as imagens mais chocantes de uma propaganda cada vez mais sofisticada. É a Jihad, que recruta guerrilheiros no ocidente para matar e morrer na Síria. O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Reportagem em Londres, no café onde viam jogos de futebol, na universidade onde estudavam e na mesquita onde rezavam. Autoridades e especialistas em terrorismo estão alerta sobre este pequeno mas perigoso grupo, onde corre sangue português - e de onde escorre sangue por Alá.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.

Geração Z

Mais rápidos, mais capazes, mais solitários, os Z vivem agarrados aos ecrãs, pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel. Que geração é esta que nasceu com a viragem do século?

Desaparecidos para sempre no Mar do Norte

O dia 15 de novembro já foi feriado, há 90 anos. A razão foi o desaparecimento de Sacadura Cabral algures no Mar do Norte. Depois de fazer mais de oito mil quilómetros de Lisboa ao Rio de Janeiro, o aviador pioneiro não conseguiu completar o voo entre a cidade holandesa de Amesterdão e a capital portuguesa. Ainda hoje, não se sabe o que aconteceu ao companheiro de Gago Coutinho e tio-avô de Paulo Portas, a quem o Expresso pediu um sms.

Os muros do mundo

Novembro relembrou-nos os muros que caem, mas também os que permanecem e os que se expandem. Berlim aproximou-se de si própria há 25 anos, mas há muros que continuam a desaproximar. Esta é a história de sete deles - diferentes, imprevisíveis, estranhos.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Terror religioso está a aumentar

Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.


Comentários 1 Comentar
ordenar por:
mais votados
Ó Jaiminho, Brilhaste!!!
Excelente peça escrita e que deve ser lida meia dúzia de vezes... Jaime Gama falou bem...mas enquanto presidente da Assembleia da República permite aos senhores deputados os maiores disparates. Jaime Gama, na qualidade de testemunha do 25 de Abril de 1974, projectou o futuro e, como tem tido sempre grandes responsabillidades políticas no País, falou, mas não fez nada de visível, para mudar de facto, Portugal. Aliás, o seu discurso, se bem interpretado contém uma confissão: É preciso começar de novo. Isto significaria uma nova revolução. O problema são os militares, por natureza muito mandões e bélicos.Por isso, se fosse hoje, um 25 de Abril traria, acima de tudo, uma revolução insuportavelmente sangrenta, porque em 1974 os Portugueses ainda não tinham "saído da casca" política,nem se tinham formadmo em grupos de ferozes clãs a que chamam de Partidos.
Comentários 1 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador

PUBLICIDADE

Pub