16/05/2012 atualizado às 23:25
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2016: António Barreto

Um desejo para 2016: votar num independente realmente bom e com a capacidade para vencer. O regime precisa desse 'ar fresco'. E os números de Fernando Nobre, a abstenção e os nulos/brancos (280 mil) mostram que isso é possível. Esse homem pode ser António Barreto.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:49 Segunda feira, 24 de janeiro de 2011

I. Uma matriz começa a desenhar-se: as presidenciais são o festival Sundance da política portuguesa. Nestas eleições, os chamados independentes conseguem fazer mossa nas produções do sistema. Foi assim em 2005 (Manuel Alegre), foi assim em 2011 (Fernando Nobre). E, para percebermos o espaço que existe para este tipo de candidatura, convém olhar para além dos números destes candidatos. Convém olhar, por exemplo, para os números da abstenção e, sobretudo, para os números dos votos brancos/nulos (um partido muito do meu agrado): 280 mil na eleição de ontem. Este partido branco/nulo é mais importante do que a nebulosa vaga e indefinível da abstenção. Estamos a falar de gente que vai lá dizer "olhem, arranjem-me um candidato em condições" . Fala-se muito na crise da democracia portuguesa e não sei quê. Desculpem, mas tenho de interromper esse choradinho do costume: estas 280 mil pessoas revelam uma enorme responsabilidade cívica e política de um eleitorado em plena maturidade. Aliás, esta gente consciente e descontente pode ser a base de alguma coisa com a capacidade para abrir uma janela de ar fresco dentro do regime.

II. Não apoiei nenhuma das duas candidaturas independentes. Manuel Alegre não é passível de apoio. Fernando Nobre apresentou-se com o habitual populismo antipolítico. Uma coisa é criticar este regime, uma coisa é criticar estes partidos. Outra coisa, bem diferente, é adotar uma retórica antipolítica, antipartidos. Mas é evidente que existe aqui um espaço por explorar. E um bom candidato independente pode ir muito mais longe do que Fernando Nobre e Manuel Alegre. Um independente com um discurso político sério (por ex.: um discurso sobre a reforma da Justiça, que não é o mesmo que pedir "prisão para esses bandidos") pode vencer as eleições presidenciais.

III. Olhando à nossa volta, António Barreto é esse ás de trunfo que nos falta. António Barreto é o senador da política portuguesa. António Barreto pode ganhar a eleição de 2016. Pode, pelo menos, ir à segunda volta com um dos candidatos do regime (Marcelo? Durão? Guterres?). António Barreto é independente, sim senhora, mas não é antipolítico. E isso faz toda a diferença. Em tudo o que diz e escreve, António Barreto apresenta um discurso político irrepreensível. Mais: António Barreto é uma das poucas pessoas que pensa a reforma deste regime, desde as leis eleitorais até à Justiça. Mesmo que não vencesse, uma campanha com António Barreto seria um ato político de grandeza ímpar. Uma janela de ar realmente fresco.

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António Barreto:o "cangalheiro" da Reforma Agrária
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:38 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Ainda o eleito não tomou posse e já Raposo se apressa a ter pesadelos com as eleições de 2016.E logo a "sonhar" com António Barreto, o liquidatário e cangalheiro da Reforma Agrária,quando foi Ministro da Agricultura de Mário Soares.
Deixe lá estar o sociólogo a ganhar uma pipa de massa na Fundação do dono dos hipermercados, porque de facto do que Barreto percebe ´mesmo é de estatística.
 
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    Re: António Barreto:o    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 17:02 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    Brincanareia tem que ler Timor e a Reforma Agrária    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 17:08 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    Re: Brincanareia tem que ler Timor e a Reforma Agr    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 17:29 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
O GRANDE VENCEDOR DA NOITE ELEITORAL
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:15 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Como aqui já disse, eu recuso-me a votar. É o meu statement d repulsa. No entanto é por cá q está parte da minha família, mulher e filhos. Por coincidência gozei umas ferias q coincidiram com esta quadra eleitoral. Sendo nós todos gente d direita eis, q fiquei surpreendido com o voto da minha mulher. A minha querida votou Nobre. Varias foram as conversas sobre as razões deste voto. E no fim apesar d sermos uma família estruturalmente conservadora coincidimos em q era importante esta candidatura porque não vinha respaldada por nenhuma força politica organizada deste canceroso sistema. Tratava-se efectivamente da 1ª candidatura independente. Num sistema q só sabe promover especialistas em nada é d enaltecer Nobre e o score por si conseguido. É sem dúvida alguma o outro grande vencedor da noite. Confesso q ponderei votar neste candidato q sendo laico e d centro esquerda apresentava virtudes totalmente ausentes d qualquer um dos outros candidatos. Resisti à tentação. Trata-se d um homem com passado. Um passado feito no negocio da caridade mas com passado. Trata-se d alguém educado, com mundo, com nível, com dinheiro e, d alguém q parece equilibrado. Portugal tem q se refundar. Esta crise põe a nu o pior da III república. Esta já morreu e tal qual cadáver está a apodrecer sob a governação d Sócrates. É da e na sociedade civil q a saída p o futuro se encontra. Portugal necessita d gente descomprometida. Faço votos q não se trate d um fenómeno efémero. Exercerei brevemente o ...
 
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    Re: O GRANDE VENCEDOR DA NOITE ELEITORAL    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:16 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    Re: O GRANDE VENCEDOR DA NOITE ELEITORAL    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 1 ponto , 18:50 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    Re: é do panorama    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 19:41 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Procura-se, independete e honesto
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos , 11:16 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Ainda estão quentes as urnas e já se fala das eleições de 2016, como se fosse um dado aquirido que esse ato se realize quando cada vez tudo é mais incerto no Mundo que vivemos. Lançar António Barreto como uma espécie de reserva moral só lembra ao MI cronista, pois não me parece que seja o reclamado senador e muito menos que tenha a apontada independência, condição importante mas não determinante para o bom exercício de cargos políticos. Atenta a posição defendida no artigo e considerando que honesto, digno e independente sou eu, que não enganei ninguém, nunca me aproveitei da minha condição para "sacar" o que quer que fosse, tenho de anunciar a minha disponbilidade e vontade para ocupar o Palácio de Belém, ou seja, solenemente afirmo que aceito os apoios da sociedade civil para me levar até à casa cor de rosa, onde irá ter a primeira dama mais organizada e cuidadosa que o país teve.
 
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    Henrique Raposo quer ser secretário de Estado    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:33 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
HR
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:37 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Penso que as segundas-feiras não são dia de você dizer alguma coisa, e esta é uma aberração.
O que o país precisa é de sangue novo e não dos viciados antigos que levaram este país ao estado em que se encontra.
 
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Será que alguém o mandou vir com mais essa?...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 18:16 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
aukistuxego e ao kekeremkexegue..
 
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Re: 2016: António Barreto
juxpot (seguir utilizador), 1 ponto , 9:18 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Não vislumbro em António Barreto tanta independência assim, nem sei tão pouco se fosse eleito PR não faria exactamente o contrário daquilo que defende enquanto sociólogo. No entanto, há, e ainda bem, espaço para aparecerem candidaturas à margem da orla partidária. Penso que é prematuro perfilarem-se já nomes e conjecturarem-se possibilidades. Acho no minimo estranho que o nosso Raposoide não tenha antes destas eleições sugerido o nome de Barreto. Ou será que só sgora, debaixo da sua importância intelectual que julga ter, é que descobriu o que hoje nos sugere?...
 
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    Barreto,devolveu a terra aos latifundiários    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:29 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    Re: Barreto,devolveu a terra aos latifundiários    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    HR,director de campanha de Barreto    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:31 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
    Re: HR,director de campanha de Barreto    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 17:37 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
2016: Pinto da Costa
Man on the Moon (seguir utilizador), 1 ponto , 9:31 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
...mais independente não há.
(de preferência sem a segunda dama...)
 
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    Re: 2016: Pinto da Costa    Ver comentário
Franciscoisital (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
NTÓNIO bARRETO
ZMARS (seguir utilizador), 1 ponto , 9:40 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Tenho a maior admiração e respeito pela pessoa, contudo o país necessita de uma nova geração de politicos e de ideias. António Barreto dará um excelente conselheiro ou assesor mas um PR necessita de outra dinâmica. Espero ver caras novas em 2016.
 
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Não dá uma para a caixa.
bandalheira (seguir utilizador), 1 ponto , 9:42 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Este homem não "da uma para a caixa" .
 
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Re: 2016: António Barreto
juxpot (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
No fundo, no fundo, o que o Raposalho quer é enfiar-nos o Barreto!...
 
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Não empurres para outros - candidata-te
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 11:25 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Henrique Raposo já está em busca do seu candidato ideal à presidência da República para daqui a 5 anos, apontando o nome de António Barreto. Só não percebo porque lhe reconhecendo tantas qualidades não as imita propõe-se a si próprio como candidato.
PS. Se um pintor de construção civil da minha terra conseguiu 4,5%, um bem reputado jornalista tem obrigação de chegar aos 50%.
 
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Ora aí está...
jmpc62 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
um candidato com bagagem cultural suficiente para nos representar condignamente. E as próximas eleições são a altura ideal para uma nova candidatura, pois não existe o espectro de um segundo mandato que, por pior que seja o detentor do cargo, sempre ganha - um com o pior registo de sempre o que me deixa com alguma esperança no futuro.
 
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Voto Obrigatório
tronco (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Só assim é que conseguimos mudar este estado de coisas, mas parece-me que o "sistema" não quer dar esse passo, não interessa. Já agora, o J.Expresso podia fazer uma primeira página como fez aqui há muitos anos atrás, isto é, na altura foi com a fotografia do Cavaco a concorrer e ganhar as eleições presidenciais (dez anos antes), agora pode fazer o mesmo mas com a fotografia do Sócrates, porque esse será o próximo presidente, pois é igualzinho ao cavaco.
 
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Independências...
impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 12:48 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Assimilar o M Alegre de 2005 a F. Nobre em 2011, dizendo-os igualmente independentes é impingir gato por lebre. MA era um político activo, desde jovem a velho, e partidário PS há 30 anos consecutivamente. FN nunca foi político activo, nunca pertenceu a partido nenhum, apoiando pontualmente, ao longo dos anos, como qualquer cidadão faz e deve fazer, este ou aquele partido, esta ou aquela figura política. Ser apartidário, ser independente é isso. Livre para apoiar isto ou aquilo, consoante a ponderação das circunstâncias.
Dizer que MA em 2005 era independente é fazer uma batota indecente. Não se obter o Apoio Oficial do partido em q se milita na 1ª linha há décadas n/ torna ninguém independente. M. Soares quis esta ficção, "devolvendo" o cartão ao partido quando se candidatou - isso tornou-o independente? Coisa q J Sampaio, na sua vez, expressamente repudiou.
 
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Da arrogância dos alumiados sociais!
fmnan (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Segunda feira, 24 de janeiro de 2011
Nobre como populismo anti-polílico, ou será mais um comentário tipico de militantes partidários ao verem o seu cunhão de racionalidade, os seus temas clubisticos, serem apropriados por um forasteiro. Obviamente que Nobre era independente e fez disso um pondunor, e depois. Não representará ele uma boa do dose de pessoas que nem veem a política como ser-se do sporting ou do benfica, ou que já perceberam que o mundo não se restringe a modelos socialistas ou liberais. Ele veio introduzir na discussão um modelo de participação política e processo de elaboração de políticas públicas mais compreensivo, mais praxiológico e agencial. Alguém que intreveio em catastrofes naturiais, calamidades públicas e guerras sabe bem o poder da agência sobre as estruturas. Todos os partidos políticos, salvo promessas mal contadas, reveem-se em estruturas organicionais, ou em elaboração de grandes teoremas matemáticos para a sociedade quase sempre apoiados na capacidade instrumental de grandes grupos económicos ou outras forças sociais de grande porte para mudar alguma coisa na sociedade mas esquecendo-se quase sempre das intervenção da pessoa comum, hipotecando-lhes a vida. O seu comentário tem a arrogância de quem é incapaz de reconhecer a capacidade reflexiva dos cidadãos em saberem como gostariam de viver melhor. Com quase 15% de apoio Fernando Nobre merecia da sua parte uma análise mais cuidada. Arrogâncias à parte porque não falou do José Manuel Coelho, ou não lhe serviu a cartola!
 
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