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11 mortos em acidente de autocarro na Sertã

Um autocarro turístico de matrícula espanhola despistou-se domingo de manhã no IC8 e caiu para uma ravina. Um dos feridos graves, uma mulher, faleceu no Hospital de Coimbra. Nove feridos mantêm-se internados, dois deles exigem "vigilância estreita". A circulação já foi restabelecida nos dois sentidos.
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Pelo menos 11 mortos confirmados e 33 feridos é o balanço mais recente de um acidente de autocarro ocorrido esta manhã na Sertã, distrito de Castelo Branco.

Dos 33 feridos, 17 deram entrada no Hospital de Castelo Branco, mantendo-se apenas nove internados. Dois dos cinco feridos internados nos hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) exigem ""viligância estreita". Quatro crianças foram levadas para o Hospital Pediátrico de Coimbra.

De acordo o site da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o autocarro despistou-se no IC8, no nó do Carvalhal, pouco antes das 8h30, e caiu para uma ravina.

Seis homens e cinco mulheres faleceram e os restantes passageiros ficaram feridos. Entre elas há "sete crianças, que não inspiram cuidados e estão estabilizadas", especificou aos jornalistas o responsável médico do INEM no local, António Granda, apontando "seis feridos muito urgentes, graves".

Óbito no hospital eleva número de mortos


Um dos feridos graves, uma mulher que deu entrada no Hospital de Coimbra  acabou por não resistir. A confirmação foi dada já perto das 13h pelo diretor clínico José Guilherme Tralhão à TVI.

"A ravina tem uma altitude considerável com pelo menos 15 a 20 metros", disse ao Expresso o Sargento-mor Farinha, do comando territoral da GNR de Castelo Branco, acrescentado que o autocarro captou "uma ou duas vezes" -  algumas pessoas foram "projetadas e ficaram debaixo da viatura" -, e há obras na zona do acidente.

A circulação automóvel está interdita sem previsão para a reabertura.

44 pessoas a bordo


Sabe-se que o autocarro tem matrícula espanhola e seguiria em excursão de Portalegre para Santa Maria da Feira, segundo o Major Brito da GNR de Castelo Branco que se encontrava na zona do acidente.

Rui Esteves, comandante distrital das operações de socorro da Proteção Civil de Castelo Branco, explicou em direto para a RTP que estavam no autocarro "43 pessoas, mais o motorista", e que "são todos portugueses", segundo as indicações de que dispõe, muito embora haja vítimas do sinistro que ainda não foram identificadas.

Obras num local "perigoso" 


O presidente da Câmara Municipal da Sertã José Nunes, que também se deslocou ao terreno, confirmou as dez vítimas mortais e a matrícula espanhola do autocarro, mas não sabe as nacionalidades dos passageiros.

O autarca aponta como possível causa do acidente as obras de requalificação associadas às condições atmosféricas de chuva e nevoeiro. Reconhece que o "local é perigoso e com as obras pior", mas frisa que "sem obras não se consegue requalificar".

98 viaturas de socorro


As operações de salvamento e desencarceramento contaram com "98 viaturas de socorro, apoiadas por 268 homens e dois helicópteros, e estiveram presentes 36 entidades que permitiram a coordenação rápida, de excelência em relação a este acidente grave", salienta Rui Esteves.

A PSP e GNR montaram um dispositivo para criar corredores de evacuação e foram mobilizadas gruas, segundo as informações que iam sendo disponibilizadas e atualizadas pelo site da Proteção Civil. Entre as diligências de socorro foi acionado o reforço das equipas médicas no Hospital Distrital de Castelo Branco e no centro de saúde da Sertã.

As vítimas mortais foram transportadas para a morgue do Hospital de Castelo Branco, em coordenação com a GNR. Depois da peritagem efetuaram-se os trabalhos de remoção do autocarro.




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A quem de direito
Que não sejam brandos com a incompetência criminosa de quem tem a responsabilidade da manutenção desta estrada em virtude de se verificar à vista desarmada aquela lomba traiçoeira que deu origem a este grave acidente.
Espero que mais uma vez a culpa não morra solteira como é habito desta pseudo-democracia criminosa que lesa sempre os mais fracos.
!
Como é hábito
não chega
Tenho de concordar consigo
PARA O EXPRESSO-Penso que seja gozo

caprylm56,

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ou seja, um passa culpas que ninguém quer para si...

mas era importante, que a exemplo do que se passa para os automóveis ligeiros,fosse instituida a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança a todos os passageiros...
pela experiência que tenho verifico que as pessoas são alérgicas aos cintos...
Como é possível?
Como é possível aproveitarem uma notícia sobre o número de mortos e acidentados de um acidente (infelizmente mais um) nas estradas portuguesas para dizer que a culpa é do governo e deste ou daquele???

Bem certo que há responsáveis pelo sucedido.

Começando por todos os que viajavam sem ter colocado o respectivo cinto (afinal as notícias são contraditórias - uns dizem que tinham, outros não).

É claro que há defeitos nas estradas portuguesas como em todo o mundo, de rir é ver e ouvir as autoridades locais com o presidente da câmara afirmando que a causa é o piso irregular e que já tinha avisado para tal.

Se já o tinham avisado e não lhe tinham ligado alguma só tem um remédio: sair. Não tem qualquer peso de autoridade, pois senão já o tinham ouvido e remendado o erro.

Mas de bradar aos céus é mesmo pedirem a cabeça de ministros - esse sentimento de incómodo e inveja mata qualquer um.
analfabeto
O apoio foi bom em quantidade e qualidade...
Mas mais uma vez somos o país do desenrrasca.
O que se deveria fazer é prevenir. E prevenir era ter uma boa estrada nesta zona.
A nossa rede de estradas foi desenhada pelos interesses financeiros.
Temos autoestradas a mais em alguns sítios e a menos em putros.
Veja-se a A1 e a A8/A17 que am alguns locais quase coincidem.
Por outro lado quem quer atravessar o país como na zona do acidente ou no IP3 na zona de Coimbra depara-se com estradas de morte.
Os recursos estão mal divididos no país devido aos interesses e ao poder dos políticos das regiões.
Assim não vamos lá...
As minhas condolencias
As minhas mais sinceras condolencias as familias e amigos dos falecidos e as rapidas melhoras aos feridos. Pobres pessoas, mais uma vez vitimas da incompetencia de alguns bandalhos responsaveis pelas obras na estradas.. esses mesmos bandalhos muitos julgam-se verdadeiros"inginheiros"mas mais não são do que uns parasitas incompetentes que projectam e organizam obras que são autenticas anedotas e serios perigos para a vida das pesssoas.
...
Que triste ... Vidas perderam a Vida assim ... Uma tragédia onde a desgraça aconteceu sem marcar encontro!
Agora os Se´s sucedem-se ... e os porquês também!

Palavras leva-as o vento... nada consegue sarar as ausências e a dor ...
Acidente na Sertã
A culpa é do Sócrates. Gastou verbas em excesso em betão nas Auto estradas...
A morte serve para que os políticos surjam nos ecrãs das TVs.
Lamenta-se o sucedido mas fica a questão: porquê aquele corte abrupto na via que certamente foi a causa do acidente?
Causas Técnicas
Pelo que já vi , o local tem uma curva ligeira, numa lomba de concordância de perfil ao transitar da zona de escavação (maior cota) para a zona de aterro, em direcção ao vale (cota mais baixa) e ainda um ressalto de 3 cm no pavimento.
Tecnicamente é um erro grave, no mesmo troço terem construído a curva e a lomba. Outro erro menor, será o ressalto de pavimento.
Numa lomba há sempre uma redução de aderência do veículo ao pavimento, que aumenta com a velocidade de circulação. Se a lomba é em plena recta, o veículo não sofre desvio. Se com a lomba existir também curva, a perda de aderência, pode levar o veículo a seguir em frente e originar despiste.
Infelizmente, há alguns traçados de vias rápidas, em que na concepção e construção, não foi respeitada a grave incompatibilidade entre a curva e a lomba !... o ressalto (que não é uma lomba) poderá provocar desconforto, mas não tem as mesmas consequências.
Duvidoso
Agora irão tentar apurar culpados da parte do autocarro, duvido que as condições da via sejam tidas em conta porque quem irá peritar o caso fará parte da mesma engrenagem estatal; nós deparamo-nos diáriamente com vários problemas nas estradas, como por exemplo: placas tapadas com àrvores, placas indicadoras de direcção do lado esquerdo quando nós circulamos pela direita, falta delas para nos guiar, placas indicadoras de direcção mesmo em cima do acontecimento quando deveriam estar uns bons metros antes, buracos, etc. É um mundo infindável de anomalias que nos leva a perguntar para que servem as polícias e qual a competência dos funcionários que estão ao serviço de vários organismos estatais e, já agora também a própria competência de certas empresas para fazerem trabalhos na via pública e de quem os deveria supervisionar. Sabemos que temos toda esta gente em cima de nós muito hàbeis para nos cravar com mais uma multa, mas de resto não lhes vemos mais utilidade a não ser para sugarem os nossos impostos. Melhor seria que fossem mais responsáveis e que contribuíssem para uma sociedade melhor, retribuindo aquilo que lhes pagamos com os nossos impostos.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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