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11. Dormir de mais faz mal?

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Não tome banho em dias de tempestade
O jornalista Anahad O'Connor, do 'The New York Times', reuniu num livro com um título bem humorado as respostas científicas às perguntas que todos nós fazemos sobre a saúde e o mundo que nos rodeia. E desfaz muitos dos mitos que andam na nossa cabeça desde a infância.

Clique para ler Ciência com humor , onde, até dia 30 de Janeiro, publicaremos a resposta a uma pergunta. Aproveite e deixe a sua opinião.


11. Dormir de mais faz mal?


A maior parte dos adultos, principalmente os adolescentes, adoram o pensamento de desligar o alarme e dormir até tarde. Vamos tarde para a cama, acordamos cedo e passamos os nossos dias a beber café, a comer açúcar, a bebericar Coca-Cola e a fumar cigarros atrás uns dos outros, tudo isto num esforço para nos mantermos vivos de modo a trabalhar o dia todo, e depois recomeçar o ciclo todo outra vez algumas horas mais tarde.

Dizem-nos que toda esta privação de sono mais tarde acabará por ter o seu preço. Afecta-nos fisiologicamente, cansando-nos, causando "stress" e excesso de peso. E afecta os que estão à nossa volta, tornando-nos rezingões, letárgicos, irritáveis e aumentando as possibilidades de causarmos acidentes no trabalho e na auto-estrada.

Mas imaginem por segundos que o inverso era verdade. Imaginem que as oito horas de sono que os responsáveis pela saúde há muito recomendam podiam mesmo fazer-nos mal. E se dormir muito fosse pior do que dormir pouco?

Isso é exactamente o que os cientistas suspeitam agora. Esqueça-se das velhas ideias de quanto é demasiado sono ou poucas horas de sono. A pesquisa do mundo do sono virou-se para outro lado em 2002, quando se descobriu num estudo de mais de um milhão de americanos adultos - depois de se verificar a idade, a dieta alimentar, o tabaco e outras importantes variáveis - que dormir mais de sete horas por noite está associado a uma vida mais curta.

Estas descobertas foram chocantes. No período de investigação de seis anos, o risco de morrer aumentou enquanto as pessoas ficavam na cama mais de sete horas a dormir. As pessoas que tinham uma média de oito horas por noite tinham mais 12% de hipóteses de morte antecipada e as pessoas que tomavam comprimidos para dormir também tinham mais probabilidades de morrer mais novos.

Seis a sete horas de sono por noite pareciam ser a dose mágica que leva a uma vida mais dilatada. Um estudo único com descobertas tão inesperadas como estas pode muitas vezes não ser valorizado por um público incrédulo que o considera um acaso. Mas desde a sua publicação, vários outros estudos, incluindo um no Brigham e Women's Hospital, em Boston, chegaram à mesma conclusão.

Também se demonstrou claramente que a esperança de vida diminui quando o sono cai para menos de sete horas, embora não tão abruptamente como acontece com oito horas ou mais. Mas a parte mais interessante disto tudo é que ninguém sabe exactamente porque é que ter mais de sete horas de olhos fechados, a longo prazo, é tão mau para a nossa saúde.

Dormir de mais será como comer de mais. Podemos comer mais comida do que a que precisamos, beber mais líquidos do que os que precisamos, empanturrarmo-nos em doces e álcool e ao mesmo tempo apreciarmos cada segundo em que o fazemos. Mas mais tarde pagamos um preço por estes excessos, sob a forma de aumento de peso, doença e outros problemas de saúde. Possivelmente haverá um aspecto desconhecido do sono que funcione de forma semelhante e que se vire contra nós.

Então, mais uma vez, há a forte possibilidade de sono a mais não ser a causa da doença, mas o resultado dela. As pessoas que dormem mais podem simplesmente ter doenças não diagnosticadas que causam a fadiga - diabetes, apneia do sono, problemas de coração - e a morte prematura.

A maior parte dos especialistas do sono estão relutantes em retirar conclusões firmes para já porque a relação entre dormir muito e uma esperança de vida mais curta ainda é tecnicamente uma correlação. A causa e o efeito ainda têm de ser estabelecidos. Entretanto, talvez seja melhor levar a ligação a sério. Encare-a como a forma de o seu corpo lhe dizer para se deixar de preguiças, sair da cama e apreciar o dia.

Um repórter de ciência e saúde

Anahad O'Connor, de 27 anos de idade, nasceu e vive em Nova Iorque, licenciou-se em psicologia pela Universidade de Yale e é repórter do The New York Times desde 2003, cobrindo nomeadamente as áreas da ciência e da saúde. Tem ainda uma coluna semanal no mesmo jornal, a "Really?", que sai à terça-feira na secção Science Times. Quem quiser pode pôr-lhe qualquer questão sobre saúde. Basta enviar um mail para sctimes@nytimes.com e esperar pela resposta. O próprio repórter faz um apelo aos leitores do seu livro para lhe enviarem "uma pergunta persistente sobre saúde que tem andado a incomodá-lo e que gostaria de ver respondida".


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É TUDO RELATIVO MAS O CORPO É QUE MANDA
O nosso corpo tem um ritmo próprio a que se habitua ou é genético. Há pessoas que passm bem c 4 horas de sono, outras têm de dormir 8 para poderem funcionar durante o dia. Se se dormir de menos o organismo não desintoxica, com as fatais consequências. Há uma reacção contrária e por isso passamos o tempo a urinar. Se dormirmos de mais durante períodos longos, o nosso cérebro fica sem actividade própria, o período dos sonhos prolonga-se, pode acontecer saturação. Neste caso as conhecidas enxaquecas por se dormir de mais, as quais não passam durante o dia.
Mas tudo é relativo. O que será pior? Dormir de menos mas um sono só, ou dormir de mais mas acordar 2 e 3 vezes durante a noite muitas vezes devido a barulhos exteriores?
Já tive privação de sono e senti-me muito mal, chegando a ter vertigens, ansiedade, alucinações, desespero por dormir. Já dormi de mais e também me senti mal, com tonturas, apatia e fortes dores de cabeça.
Rui Ramos
FAZ MUITO MAL
PORTUGAL É A MELHOR PROVA DISSO.
so para vender papel
O sono é como tudo nào existem duas pessoas identicas, nào ha regras, o corpo humano alerta quando qualquer coisa nao esta bem como as dores significa que temos de parar, so queria que houvesse um pouco de bom senso e menos "show"
Diz Makiavel:
O homem que quer realizar os seus sonhos, tem de manter-se ACORDADO!
Depende...
Se o estudo foi feito em Portugal, com base nos milhares que andam a mamar subsídios, não acredito minimamente, porque eu vejo-os de costa direita e aparentam boa saúde...há excepções, logicamente, mas em regra os que parecem mais cabisbaixo são os que acordam cedinho para trabalhar.
Diurnos vs Noturnos
Aguento relativamente bem com 7/8 horas de sono. A menos nao me consigo concentrar em nada e a mais fico literalmente mole. Cada um tem o seu ritmo, sim. Mas era interessante que esse estudo também mostrasse a relação com a altura do dia em que se dorme. Há pessoas que, no dia-a-dia, se deitam logo depois do jantar e outras que só dormem de madrugada. Uns são mais diurnos e outros mais noturnos. Qual é o resultado desta diferença de hábitos na saúde mesmo dormindo as tais 7horas?
avidanumoceanoazul.blogspot.com
Dormir demais é péssimo...
Vejam-se as consequências da maioria do povo português ter andado tanto tempo a dormir. Aquilo tem sido só "sucesso individual" que conduziu o País ao "pelotaão da frente na Europa"...
Boa Noite.....
Vou dormir!
São doidos
Dormir faz bem e reecomenda-se. 6 ou 7h? E andar rezingão toda a semana e por vezes mal disposto de manhã por causa disso? Estes gajos querem é justificar as 65h semanais de trabalho! PQP
Mais um genial estudo americano
Não devemos subestimar os resultados destes estudos.
Sabemos q a CIA em Guantanamo, privavam do sono os reclusos, p/ tratar algumas maleitas q padeciam no momento da detenção. Por outro lado, sabemos q quase a totalidade dos doentes em coma profundo, há anos em camas ligados a máquinas acabam por morrer. Até este estudo pensava-se que morriam das diversas doenças ou acidentes q os deixou naquele estado, hoje sabe-se q é por os manterem a dormir.
Alguém aqui apontou q seria a semana de 65 horas de trabalho que inspirou este estudo, mas não, credo!
Os americanos jamais usariam a ciência médica para tirar dividendos económicos, nem pensar!
Há um pequeno detalhe q me deixa perplexo, apesar de estarem todos preocupados em encontrar a ideal forma de vida, para vivermos muito como se estivéssemos doentes, para morrermos cheios de saúde. O povo americano está a ver diminuída a esperança de vida, para já, em alguns meses, e esta?
Os cigarrinhos encobriram, todo o tipo de agressões que, no delírio consumista, industrial e sabe-se lá que mais, (experiências nucleares em meados do século passado?) fizeram ao seus concidadãos.
Dormir é bom e ainda é de graça.
Se os f...p deixam de dormir ficam com mais tempo para moer o juízo aos outros.
Sr Cruzadas SABIA QUE 1 SÓ MADOFF LESOU MAIS A ECONOMIA DO QUE TODOS OS MAMÕES DE SUBSÍDIOS DORMINHOCOS DO MUNDO???
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Edição Diária 17.Abr.2014

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