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Expresso

10 perguntas a... por Inês Meneses

João Roquette : “O entusiasmo depende da grandeza do sonho”

1. A gestão deixa espaço para 
o entusiasmo?
O entusiasmo depende da grandeza do sonho. A gestão é instrumental.

2. Trouxe disciplina da Merrill Lynch para cá?
Disciplina, bons hábitos de trabalho, uma visão externa de Portugal que me ajudou a compreender e valorizar o meu país. Trouxe também a certeza do que não queria que a minha vida fosse.

3. Porque serão os ditos homens de negócios mais ambiciosos do que apaixonados? (Eu iria jurar que com paixão os resultados são outros).
Será essa a diferença entre um homem de negócios e um empreendedor?

4. Os vinhos pedem música ou silêncio?
Pedem comida e amigos. Os amigos pedem música e a música o silêncio.

5. Continua a ter a sua editora?
Sim, a Meifumado persiste! Ao contrário do que consta no nosso manifesto, “o barco ainda não afundou” por mérito dos meus amigos sócios e de todos os artistas que contribuíram com o seu trabalho e talento. Com a intensidade da vida familiar e profissional, simplifiquei a relação com a música.

6. Nunca foi visto como alguém que tinha à partida a vida facilitada?
Apreendi a viver com isso aproveitando as oportunidades e assumindo as responsabilidades que tocam a quem, como eu, teve a sorte de nascer onde havia amor e condições para poder escolher e ser livre.

7. É mais difícil decifrar um vinho ou uma mulher?
Ambos requerem tempo, dedicação e a sensibilidade de um poeta para serem devidamente apreciados. Nem sempre consigo lá chegar.

8. Explorar o Douro foi até agora 
o maior desafio?
A transformação de toda a área agrícola da Herdade do Esporão e da Quinta dos Murças para agricultura biológica tem sido o maior e mais gratificante desafio. Só a qualidade das pessoas com quem trabalho permitiu que fosse possível tamanho sonho. O entusiasmo é grande.

9. Que conselho do seu pai lhe alicerçou a vida?
Estar sempre pronto para a mudança. À medida que os anos vão passando torna-se cada vez mais importante e difícil.

10. Havia outra possibilidade que não ser do Sporting?
Tenho carinho pelo Sporting mas, à medida que fui crescendo, a falta de fé clubística fez com que o futebol fosse para mim apenas um jogo, entretenimento.