Tufão Vicente provoca inundações em Macau
Inundações nas zonas baixas da cidade, árvores caídas, tapumes, andaimes e reclamos no chão é o cenário nas ruas de Macau sob a influência do tufão Vicente. A tempestade tropical, que na última hora registou o seu ponto máximo de aproximação à cidade a 40 quilómetros, já está parcialmente em terra e começa a afastar-se de Macau.
O sinal número nove foi substituido pelo oito às 5h locais (22h de hoje em Lisboa), mas a força do vento e da chuva deixaram marcas de destruição com árvores arrancadas e muito lixo espalhado.
125 incidentes registados
Com ventos médios de cerca de 120 quilómetros por hora, o 'Vicente' chegou a registar rajadas de 151 quilómetros por hora desde que às 18h locais de segunda-feira (11h em Lisboa) foi hasteado o sinal número oito de tufão.
O hastear dos sinais é uma designação utilizada porque os avisos de tempestades eram sempre hasteados no farol da Guia e conforme a sua configuração traduziam um determinado número de entre o um, três, oito, nove e dez.
Quanto maior é o número do sinal, mais fortes são os ventos e mais próxima a tempestade está de Macau, sendo que a partir do sinal oito, a cidade pára, o comércio encerra, os serviços públicos fecham e limita-se ao mínimo a circulação de pessoas para evitar acidentes.
Ao longo das últimas horas, a proteção civil registou 125 incidentes entre quedas de árvores, acidentes de viação, inundações ou quedas de reclamos, janelas ou andaimes, que provocaram um total de 13 feridos ligeiros. Pelo menos 16 pessoas procuraram abrigo no centro de acolhimento do Instituto de Ação Social, em alguns casos porque são residents de Hong Kong e, noutros, porque estariam sem condições na casas que habitam ou porque vivem na rua.
Face à passagem do tufão, a preocupação da Proteção Civil focou-se de modo especial num estaleiro de construção da ilha da Taipa, onde uma grua corre o risco de ruir, levando ao destacamento de bombeiros para o local.
No Porto Interior, a zona mais baixa da cidade, a água chegou a atingir os 90 centímetros de altura inundando lojas e alguns armazens da zona, de que resultaram alguns prejuizos materiais. No entanto, a maioria dos comerciantes colocou a tempo os bens a salvo da subida das águas.


