16/05/2012 atualizado às 22:45
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Nem para mentir este governo tem competência

8:00 Sexta feira, 25 de novembro de 2011

O governo avançou, ondem ao fim da manhã, com números de adesão à greve geral - que qualquer pessoa com olhos na cara percebeu que foi superior há de há um ano - na administração pública: 3,6%. O relatório dos números era hilariante, com sectores inteiros de milhares de trabalhadores e fortes níveis de sindicalização com zero grevistas (é que nem os delegados sindicais fizeram greve, meus senhores). A preocupação deste governo com a sua própria imagem é tão baixa que nem se preocupa que a sua palavra possa ser facilmente posta em causa por aqueles que, nem tendo feito greve, sabem que colegas seus a fizeram. O rating da credibilidade deste governo está como o da nossa dívida pública: no lixo. Mas quem tem, no dia da greve geral, como seu principal porta-voz, uma figura como Miguel Relvas não precisa de se esforçar para se ridicularizar.

Depois atualizou os números: 10%. Não sei se, de madrugada, já tinham chegado a qualquer coisa que merecesse sequer a nossa atenção. Mas tenho um conselho para o governo: da próxima vez, nomeia um grupo de trabalho - talvez dirigido por João Duque- para analisar os números da greve. Com sorte, dizem uma coisa ainda mais estapafúrdia do que diria Miguel Relvas. Tem resultado: fazer encomendas a gente com ainda menos credibilidade do que ele para ele parecer apresentável.

Agora mais a sério. Dizia António Aleixo que "para a mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade". É que nem para aldrabar esta gente tem talento.

Mas o governo não fica sozinho na falta de rigor e na manipulação. O jornal I fez ontem uma capa onde se lia: "Bom dia Portugal e bom trabalho". A folha de couve em que se tornou aquele jornal apelava assim à não adesão à greve. Está no seu direito. Como por lá os colunistas escrevem à borla - há quem ache, lá saberá porquê, que é isso que vale o seu trabalho -, compreende-se o ponto de vista do ativista que dirige tão singular publicação: se vendemos o trabalho gratuito dos outros como poderíamos sequer tolerar a ideia de que quem trabalha faça exigências? Talvez por isso pouca gente compre a coisa. Com capatazes assim e "empresários" do mesmo calibre (Jaime Antunes, mandatário, nas últimas eleições, de Passos Coelho em Ourém, deve ser recordista de flops editoriais) percebe-se porque este país não anda para a frente.

As televisões também fizeram bem o seu trabalho. Às vezes nem percebo porque tentam os governos manipular os jornalistas. Nem precisam de se dar ao trabalho. É fazer figas (ou mais do que isso) para que haja um "incidente" e está feito o noticiário de uma greve. E o argumento: a austeridade é inevitável e só arruaceiros se opõem a ela. E, para falar da greve, Miguel Relvas e o presidente da CIP fizeram as honras da casa em televisões generalistas e por cabo. Ainda assim, a greve aconteceu. Como sabe quem conhece o País fora do telejornais e dos delírios do ministro Relvas.

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Substância
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 8:36 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Pouca substância na crónica de hoje. A manipulação recíproca das adesões é tradicional e , nessa frente, nada de novo.

O que se pode discutir é a adequação do método para os fins a obter.
  Até que ponto se prejudica mais o trabalho que o capital, obrigando gente a perder um dia de vencimento, ou por coacção dos piquetes, ou suprimindo-lhes o transporte.

Não se ganham causas entrando nos bolsos das pessoas.Seria interessante as cúpulas da CGTP e UGT dedicarem tempo a meditar sobre os métodos e a eventual necessidade de pressionar partidos (fortalecer a Internacional Socialista) para que se comece a pensar numa acção global, que tente travar a força do capital omnipresente.

O capital globalizou-se, só pode ser refreado e controlado por uma acção igualmente global.....
 
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Desencanto
Vera Santorini (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:09 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Esperava ler hoje uma crónica mais aprofundada sobre a greve mas limita-se , com um certo desencanto ,( provavelmente proporcional à greve)a referir as inverdades do governo sobre o numero de adesões e a acentuar a iincompetência de Miguel Relvas. Não precisamos de ir muito longe para avivarmos a memória: todos os governos fazem o mesmo e mentem : dizem que foi infima a participação da população.
Talvez seja altura das Centrais Sindicais e da esquerda meditarem a fundo sobre outras formas de luta contra as medidas de austeridade que possam dar outros frutos.
 
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DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:05 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Diga-me qual o partido político que veja que tem pessoas sérias e honestas com sentido de estado que sirvam a nação com patriotismo!
 
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    O partido do pai natal...!!!    Ver comentário
D. Sebastião I (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Nem para mentir este governo tem competência
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:14 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Já o escrevi aqui mais que uma vez que a greve é uma arma dos trabalhadores que deve ser usada em último recurso. Depois de hoje ler a primeira página do Jornal o Sol e as declarações do prémio Nobel da Economia e ex-Vice-Presidente do Banco Mundial, Joseph Stighitz, em que afirma que a austeridade é receita para o suicídio económico,não restam dúvidas que ontem já era tarde. Sem mais comentários deixo a primeira página do Jornal o Sol.
PR E EX-PR NÃO DÃO TRÉGUAS A PASSOS COELHO
Enquanto o PR atrasa um conjunto de leis fundamentais para cumprir o calendário da troika,
fazendo constantes perguntas e enervando o Governo, Soares prepara-se para alargar o grupo que
assinou o Manifesto, transformando-o num Movimento cívico que ‘ampliará o espaço do PS’. »Págs.4/5


 
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    Sócrates mentia:este Governo não.    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:21 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
    Re: Sócrates mentia:este Governo não.    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:34 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
    Sócrates vai falar ao País da bancarrota    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 17:18 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
    Re: Sócrates vai falar ao País da bancarrota    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:33 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
    Re: Sócrates vai falar ao País da bancarrota    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:42 | Sábado, 26 de novembro de 2011
    Re: Sócrates mentia:este Governo não.    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:39 | Sábado, 26 de novembro de 2011
    Re: Sócrates mentia:este Governo não.    Ver comentário
loiraburra (seguir utilizador), 1 ponto , 18:42 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
OS NÚMEROS DA GREVE ...
CENSURADO SARL (seguir utilizador), 2 pontos , 12:38 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Jornalista: - " Sr. ministro ... os sindicatos falam em cerca de 80% ... para o governo foram quantos ?
Ministro: - " 10 ! "
Jornalista: - " 10% ?...
Ministro: - " Não ... 10 ... 3 pessoas em Lisboa, 3 pessoas no Porto, duas pessoas em Faro, uma pessoa em Braga e uma pessoa na Covilhã ...
 
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Pois, o governo não sabe fazer contas
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 13:18 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Mas os sindicalistas também não.
Mais uma vez...mais do mesmo e nada de novo.

Esta crónica hoje é uma perda de tempo.
Nem uma análise racional e objectiva sobre o dia de ontem, nem ao menos uma simples narração.

Se o governo tem uma cassete, teve bons professores e está a responder como as centrais sindicais merecem : com a mesmíssima falta de objectividade!
 
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o que é certo é
Jolitras (seguir utilizador), 1 ponto , 10:19 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
que greve é coisa de rico!

http://barbarraridades.bl...
 
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Daniel Oliveira
bernard_de_noronha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Cada vez que leio os seus Textos tenho pena que , já que é tanto de Esquerda, não tenha estado em nenhum Gulag .
Garanto uma coisa na Prox vez que o vir na fila p/ o Frango Churrasco apresento-me e vamos beber um café para eu lhe dar uns exemplos de vida e de trabalho . Mas a sério , Trabalho a sério não é escrever ou recitar no S.Carlos
 
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Quem mentiu a quem?
Maxx (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Desse ponto de vista até parece válido... mas visto como alguém que circula nas ruas e tem orelhas e olhos em todo o lado, esta greve foi um rega-bofe... entre funcionários públicos e do privado metade não foram trabalhar. Outros aproveitaram e hoje fazem ponte para o fim de semana. Também me parece que valorizar esta greve como uma força de mudança, é um embuste. Não só vai ao encontro com a relaxada forma de ser do "tuga" bem como ficou a imagem de que "estamos contra, alegremente, mas estamos..."
Este governo é igual ou pior que os outros mas não faz propaganda social, em que todos somos iguais e se alguém tem mais um tostão porque trabalhou árduo para isso, então tem de pagar para os que preferem uma mini e a "bola", e que defendem essa propaganda e depois vão para a greve, dá-lhes jeito, não é?. Esse tempo acabou.
Por isso, concluo que esta greve foi um baixar ao nível do governo e ser batido pela experiência dele... acredito na hierarquia e no respeito e não que somos todos iguais, porque afinal nem metade dos Portugueses se dá ao trabalho de pensar... e os resultados desses anos de ignorância por conveniência estão à vista de todos.
 
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Objectividade ou não
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
E que fontes credíveis consultou o jornalista para desmentir o governo ...
 
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Qual greve?
Overseas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Mas qual greve, a sua? Para além dos transportes públicos o que parou, realmente? Quantas fábricas, quantas empresas, quantos supermercados, quantas lojas, quantas escolas, quantas farmácias, quantos hospitais? Chamam aquilo greve GERAL? Você sabe, por acaso, o que é isso? Já terá estado em Atenas ou mesmo em Paris, durante uma greve geral? Para além de meia-dúzia de PCs, trotskistas e afins que provocaram a polícia ao ponto de levar nas orelhas, o que aconteceu relamente? Até vimos aquele correspondente de uma televisão estrangeira a dizer que Lisboa era o máximo, até as greves são giras...!
 
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è importante???...
aparencias (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
...contabilizar quantas pessoas aderiram á greve ?

Qualquer pessoa sem interesses de um lado ou do outro sabe que a greve foi apenas dos funcionarios publicos e das empresas sorvedouras dos dinheiros dos contribuintes..
.. Todos sabemos que no privado só fez greve quem se viu privado de transportes para chegar aos locais de trabalho, ou então grandes empresas que para não terem litigios com centrais sindicais.. exemplo a grande empresa de automoveis de palmela, que não trabalhou mas vão trabalhar mais um dia para compensação da greve e com o acordo dos trabalhadores..
..as greves sempre foram um recurso dos funcionarios publicos e empresas associadas, simplesmente porque é um recurso politico e que só produz efeito nos politicos e de quem vive da politica...

Quem vive do trabalho sabe que não pode pagar para esse peditório porque se não trabalhar não come, o que não acontece com aqueles que têm os ordenados garantidos pelos impostos dos contribuintes...ou por emprestimos que serão pagos por todos nós em beneficio de alguns...

 
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    Re: è importante???...    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
    Re: è importante???...    Ver comentário
lisboeta atento (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
DEMOCRATA
malabarista (seguir utilizador), 1 ponto , 16:43 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
O Expresso está cheio de democratas que eliminam tudo o que não lhes convém.
 
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A COMPETÊNCIA PARA MENTIR FOI TODA GASTA
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:04 | Sexta feira, 25 de novembro de 2011
Este Governo, ou qualquer outro, nunca terá competência para mentir. O Governo anterior gastou-a toda.
O Daniel Oliveira, com a presente crónica, não diz nada, para além das banalidades de quem nunca trabalhou nem foi obrigado a fazer greve para defender os seus direitos.
 
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    Re: A COMPETÊNCIA PARA MENTIR FOI TODA GASTA    Ver comentário
luarmina (seguir utilizador), 1 ponto , 17:17 | Sábado, 26 de novembro de 2011
    Re: A COMPETÊNCIA PARA MENTIR FOI TODA GASTA    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 22:32 | Sábado, 26 de novembro de 2011
    Re: A COMPETÊNCIA PARA MENTIR FOI TODA GASTA    Ver comentário
luarmina (seguir utilizador), 1 ponto , 16:11 | Terça feira, 29 de novembro de 2011
    Re: A COMPETÊNCIA PARA MENTIR FOI TODA GASTA    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Terça feira, 29 de novembro de 2011
    Re: A COMPETÊNCIA PARA MENTIR FOI TODA GASTA    Ver comentário
GRIMALDI (seguir utilizador), 1 ponto , 13:56 | Domingo, 27 de novembro de 2011
100editora.net
100editora.net (seguir utilizador), 1 ponto , 9:31 | Sábado, 26 de novembro de 2011
Conseguimos combater verdadeiramente a corrupção, a injustiça e a irresponsabilidade política no nosso país? Qual o lugar da nossa consciência neste processo? O que estamos dispostos a fazer para contrariar a hipocrisia da partidocracia? Um autor amador fundou uma editora e escreveu um livro diferente de todos os outros. Vale a pena conhecê-lo em 100editora.net?
 
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