16/05/2012 atualizado às 22:45
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Na austeridade, somos os mais injustos

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 5 de janeiro de 2012

Já aqui disse que a receita da austeridade é desastrosa. E já aqui escrevi que em Portugal tem sido mais desastrosa para os pobres. É normal que assim seja. Portugal é o País mais desigual da Europa. E a desigualdade tem a capacidade de se replicar prementemente. Incluindo nas políticas do Estado. Porque maior desigualdade social traduz-se sempre em maior desigualdade política.

A Comissão Europeia fez um estudo sobre a aplicação das suas próprias recomendações nos Países em crise. Em análise, as medidas de austeridade entre 2009 e Julho de 2011. Quase tudo antes deste governo. Ou seja, novo estudo só poderia ter resultados ainda mais escandalosos. Analisadas as medidas na Grécia, em Portugal, em Espanha, no Reino Unido, na Irlanda e na Estónia conclui-se isto: Portugal é o único País onde as medidas de austeridade têm exigido um esforço financeiro superior aos pobres do que o que é pedido aos mais ricos.

As medidas fizeram os 20% mais pobres perder entre 4,5% e 6% dos seus rendimentos. Quando estes tenham filhos as perdas podem ter ido até aos 9%. Os 20% mais ricos perderam apenas 3% dos seus rendimentos. Isto leva o estado a dizer que "Portugal é o único país com uma distribuição claramente regressiva" dos sacrifícios. E aquele onde a distribuição do esforço é mais assimétrica. Note-se que no estudo não estão incluídos os cortes nos serviços públicos que, como é evidente, afectam muito mais os pobres. Ou seja, as conclusões até serão simpáticas para o Estado português.

Este estudo não tem ainda em conta as medidas impostas pela troika. Por isso, temos de concluir duas coisas: que nem a injustiça começou com a troika nem começou com Passos Coelho. Agravou-se. O Partido Socialista tem de fazer um sério exame de consciência ao seu comportamento social. E para criticar o criminoso comportamento deste governo está obrigado a, depois de uma séria autocritica, virar a página.

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Sócrates é o culpado
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:45 | Quinta feira, 5 de janeiro
Os seis anos de Governo PS levaram á troika.Seguro e os seus pares lavam as mão como se nada tivessem a ver com isso.
O problema hoje do País é sair da pata da troika.Isso faz-se com trabalho,determinação do Governo e muito suor e lágrimas.
Agora se o PCP e o Bloco julgam que as greves selvagens dos comboios e outras que se anunciam levam a algum lado ,estão enganados.
A rua já não resolve os problemas dos Países: olhe-se para a China, para o Brasil ou para a ìndia.
 
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    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:02 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 22:34 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 11:46 | Quinta feira, 5 de janeiro
    MUITO BEM DITO, UM PONTO PARA O SENHOR    Ver comentário
zitablog (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Sexta feira, 6 de janeiro
    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
pamaga (seguir utilizador), 1 ponto , 11:01 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
clash (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
JoãoVitorino (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Sócrates é o culpado    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 15:37 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Qual foi o défice em 2004? e 2005?    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:16 | Quinta feira, 5 de janeiro
Oportunidade
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 8:55 | Quinta feira, 5 de janeiro
É sempre oportuno recordar algumas verdades. A protecção aos mais ricos tem sido uma constante, desde que me lembro. Os bancos sempre tiveram tratamento especial por parte do fisco, um banco paga menor percentagem de impostos do que uma pequena oficina com 2 ou 3 operários, o IRS nunca teve escalões para rendimentos milionários, um rendimento de 3 mil paga tanto com um rendimento de 30 mil ou 300 mil, nunca houve IVA especial para carros topos de gama, iates,bebidas e roupas de luxo.

Todos os produtos que os ricos consomem têm a mesma taxa que um Fiat 600 ou uma garrafa de bagaço.

Tudo isso se agravou com o empréstimo e a troika e a filosofia tem sido a mesma.
  Veja-se que enquanto em Espanha, para controlar o déficit, vai ser aumentado proporcionalmente o IRS de cada cidadão, em Portugal atacou-se o funcionalismo e os pensionistas,deixando de fora os ricos com rendimentos de muitos milhares de euros/mês. Como de costume atacou-se a classe média/baixa.

E não me venham com a história de esquerda/direita, o governo espanhol é assumidamente de direita........
 
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    O ESTADO SOCIAL ESTA A SER DESMANTELADO    Ver comentário
zitablog (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Sexta feira, 6 de janeiro
Na austeridade, somos os mais injustos
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:24 | Quinta feira, 5 de janeiro
Independentemente de esse estudo se reproduzir ao período de austeridade em que foi Governo o Partido Socialista, tenho sérias dúvidas da qualidade dos números apresentados por essas instituições, porque se baseiam sempre em valores fornecidos pelas instituições, estilo INE, não absorvendo os números da chamada economia paralela, por exemplo. Só esse facto, distorce logo uma série de parâmetros nessa análise. Aliás, a Comissão Europeia sempre teve imensas dificuldades em extrapolar estatísticas para os países da Europa do Sul, Itália, Espanha, Grécia e Portugal, pelo facto de estes Estados chegarem aos quase 26% de economia paralela (Itália).
Portugal tinha até bem pouco tempo, um sector público empregador e um sector privado a despedir por via das deslocalizações e falências. Havendo do cortes no sector público, o único que apresenta números reais, pressupõe-se ser o Estado e o seu sector empresarial a sofrerem as consequência em primeira mão. Quando muito poderíamos somar aí mais uma meia dúzia de empresas do sector privado.
Se nos lembra-mos que 50% do IRC pago em Portugal, pertence a uma dezena de empresas, ficamos a perceber que por cá as estatísticas são um tiro no escuro.
 
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Na austeridade, somos os mais injustos
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:58 | Quinta feira, 5 de janeiro
Já o afirmei aqui por diversas vezes, que este governo é o pior que já existiu depois de 74 e não me estou a referir a muitos dos sacrifícios exigidos. Se o PEC4 não tivesse sido chumbado, já ninguém hoje tem dúvidas que estaríamos melhor. Este é também o resultado de más políticas seguidas por sucessivos governos ao terem permitido a abertura de grandes superfícies, provocando assim o encerramento do comércio tradicional, lançando no desemprego e até na miséria muitas famílias. Deu origem ao consumo que ainda por cima os produtos não eram produzidos no País e tínhamos de importar. Foram também eles os causadores da situação em que nos encontramos. Por isso Rui Rio afirmou à dias que a culpa não era de uma só pessoa e de um só partido. Sempre procurei comprar português e nas pequenas lojas e atualmente ainda mais. Pessoas que me criticavam dão-me hoje razão. Essa é a minha vitória que estava e estou no caminho certo. Nunca aceitei nem aceito o terem acabado com a agricultura, as pescas e a industria. Com a situação da União que já se fala na sua desagregação, pergunto o que será de nós se tal acontecer. Como vamos conseguir sobreviver. Não é uma questão de patriotismo primário, de qualquer ideologia política, mas de bom senso. Há coisas que até os burros entendem. Este governo continua a seguir uma politica que vai levar o País ao fundo e os portugueses à miséria. Sempre se disse que quanto mais uma pessoa se baixa, mais se lhe vê o sim senhor.
 
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    Re: Na austeridade, somos os mais injustos    Ver comentário
ricardodavid77 (seguir utilizador), 1 ponto , 4:12 | Sexta feira, 6 de janeiro
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:20 | Quinta feira, 5 de janeiro
O povo tem aquilo que merece por não ser seletivo na maneira como tem escolhido os seus eleitos e como se tem visto político criminoso é agraciado e a justiça é uma mera farsa então está tudo dito.
Portugal no estrangeiro está conotado como a nova Sicília.
 
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É assim
teixeiranet (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 22:32 | Quinta feira, 5 de janeiro
Quando chove dinheiro vai para o bolso dos ricos e dos amigos dos ricos e dos primos dos ricos...

Quando temos que pagar as dívidas do forrobodó, são os pobres, os amigos dos pobres, e a classe média que se transforma em baixa...

É tão simples não é ?
 
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    NA MOUCHE    Ver comentário
zitablog (seguir utilizador), 1 ponto , 19:23 | Sexta feira, 6 de janeiro
    Re: NA MOUCHE    Ver comentário
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 19:51 | Sexta feira, 6 de janeiro
E não é apenas comparando com 6 paises
zitablog (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:38 | Sexta feira, 6 de janeiro
PORTUGAL FOI O MAIS DURO E TIRANO COM O SEU POVO, PORQUE NÓS SOMOS O MAIS MOLE E OBTUSO DOS POVOS
http://apodrecetuga.blogs...
  http://apodrecetuga.blogs...
 
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não precisava da...
Jolitras (seguir utilizador), 1 ponto , 9:39 | Quinta feira, 5 de janeiro
...Comissão Europeia para me dizer o evidente.

http://barbarraridades.bl...
 
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    Re: não precisava da...    Ver comentário
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: não precisava da...    Ver comentário
Jolitras (seguir utilizador), 1 ponto , 21:56 | Quinta feira, 5 de janeiro
Desastres
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Quinta feira, 5 de janeiro
A austeridade é desastrosa. Mas não é desastroso continuar a gastar como gastámos e correr o risco de entrar em bancarrota.
 
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    Re: Desastres    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 15:40 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Desastres    Ver comentário
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 16:34 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Desastres    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Desastres    Ver comentário
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 18:49 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Desastres    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Desastres    Ver comentário
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Quinta feira, 5 de janeiro
    Re: Desastres    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 10:19 | Sexta feira, 6 de janeiro
A todos os nossos dedicados neo-liberais...
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Quinta feira, 5 de janeiro

http://www.youtube.com/wa...
 
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    continuação...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Quinta feira, 5 de janeiro
O esudo mencionado pelo DO
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:18 | Quinta feira, 5 de janeiro


http://www.socialsituatio... f
 
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Basta desta Austeridade!
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Quinta feira, 5 de janeiro

Tenho compreendido tudo: andamos como o caranguejo.

A presente austeridade torna os ânimos fogosos, porque não é possível amparar este peso demais pesado.

Nunca brincar com a raiva do povo. Mais cedo ou mais tarde ele vai tirar a desforra e quem acredita estar a salvo de todos os perigos, engana-se. Portugal não se encontra numa bela situação segundo o relatório do jornalista e obviamente há de ser um o mais culpados, que criaram esta crise.

Gostei muito destas frases de Daniele:
"Por isso, temos de concluir duas coisas: que nem a injustiça começou com a troika nem começou com Passos Coelho. Agravou-se".

Tugas,

Boa Noite!

                                                  António

 
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Somos o que merecemos ser!
pagil (seguir utilizador), 1 ponto , 14:42 | Sexta feira, 6 de janeiro
Dois artigos de opinião do mesmo dia, um versa sobre injustiça na hora da austeridade, e que recai sempre sobre os mesmos, o outro assumindo a defesa de um excelso empresário em apuros, metendo à mistura um malandreco paquistanês, afinal o filão ex-colónias e Brasil parece que acabou, resultado ao intervalo 112-33 (comentários). Provávelmente andamos a apelar ao boicote às causas erradas!
 
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