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Mubarak, dado como morto, estará em coma

A morte do ex-Presidente do Egito, ontem à noite anunciada pela imprensa internacional, está por confirmar. As dúvidas são muitas, mas tudo indica que Hosni Mubarak se encontrará em estado de coma, na sequência de um AVC. Clique para visitar o dossiê Crise no Egito
agências e imprensa internacional |
Hosni Mubarak, em agosto de 2011
Hosni Mubarak, em agosto de 2011 / Egypt TV/Reuters

A julgar pelas notícias divulgadas esta manhã por agências internacionais, o Presidente deposto do Egito, Hosni Mubarak, não morreu mas estará em estado de morte cerebral. De acordo com a imprensa oficial egípcia, o diagnóstico foi feito logo após o antigo dirigente ter sofrido um AVC e uma paragem cardíaca. E, em declarações à agência EFE, o advogado de Mubarak, Farib el Dib, negou a sua morte clínica. Fonte da Junta Militar, citada pela agência Mena, afirma que o ex-governante "está completamente inconsciente e ligado ao ventilador".

Clique para aceder ao índice do dossiê Crise no Egito

A contraditória notícia da morte de Mubarak correu mundo terça-feira à noite. A agência de notícias estatal egícpia, Mena, citando fontes médicas, foi a primeira a noticiar que Mubarak estava clinicamente morto. Mas um jornalista da televisão estatal egípcia, no hospital militar de Maadi, assegurou esta manhã, que o ex-Presidente do Egito está inconsciente e ainda sobrevive porque está ligado a um ventilador.

Segundo fontes citadas pela agência EFE, o ex-mandatário, 84 anos, foi transferido ontem à noite do centro médico da prisão de Tora, a sul da capital, onde não havia o equipamento necessário para o tratamento na sequência do AVC, para o hospital militar de Maadi, no Cairo. Fontes citdas pela agência EFE referem que os médicos não conseguiram dissolver o coágulo existente no cérebro do ex-Presidente, mas não descartam a realização de uma cirurgia. O Ministério da Saúde deverá divulgar em breve um comunicado sobre o estado de saúde de Mubarak.

Entretanto, enquanto Hosni Mubarak agoniza, e os resultados oficiais das eleições de domingo não são divulgados, milhares de egípcios - incrédulos relativamente à morte anunciada do ex-Presidente - enchem, desde a noite de ontem, a praça Tahrir, em protesto contra a Junta Militar que voltou a controlar o poder legislativo.


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