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Greve geral: aprender com a coragem de Yucheng

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 23 de novembro de 2011

Notícias recentes dão-nos conta que 700 trabalhadores chineses de uma fábrica de calçado desportivo, em Yucheng, que fornece a Nike e a Adidas, entraram em greve. Resistem a despedimentos e à redução dos seus já miseráveis salários. Foram, como é evidente, ferozmente reprimidos. Como se sabe, o impressionante crescimento económico da China não tem sido acompanhado por aumentos salariais proporcionais. A sua miséria serve para acumular riqueza em meia dúzia de mãos.

Estes trabalhadores suspeitam que se prepara uma deslocalização. Mesmo sendo trabalhadores muito baratos há ainda mais barato que eles num outro lugar do planeta. E esta "contenção salarial", como agora se chama à escravatura, é garantida por um regime totalitário que os mantém ordeiros e obedientes. Não faltará quem lhes diga que o risco que correm com esta greve, para além da prisão, é a da empresa ir mesmo embora. Que o melhor que teriam a fazer era comer e calar. Porque a vida é mesmo assim.

Esta greve, e tantas outras que, apesar da repressão, se vão multiplicando na China, é uma esperança para todos nós. A luta social do chineses é o que mais facilmente pode travar a competição entre países para degradar a vida dos trabalhadores. E esta competição vem sempre com uma chantagem: ou aceitam, ou vão para o desemprego. E não falta quem tente mascarar isto de justiça global. Empobrecemos para os chineses viverem melhor. Chega então o memento em que os chineses ouvem o mesmo argumento: empobrecerão para outros quaisquer viverem melhor. Até, globalmente, vivermos todos pior. Menos os que lucram com esta concorrência pela miséria.

Os chineses que fazem greve são também uma lição. O risco que correm, ao fazer uma greve, é incomensuravelmente maior do que aquele que corremos. Por enquanto, ainda temos o direito à greve. Podemos perder o emprego? Sim, muitos dos que estão na situação laboral que este governo sonha para todos nós - sem segurança nem contratos -, podem. Podemos perder uma promoção? Sim, podemos. É o preço que se paga pela coerência e coragem.

Cada um decidirá se vale a pena. Se a defesa da escola pública para os seus filhos, dos hospitais para si e para os seus pais vale o risco. Se a resistência ao assalto aos seus salários, às indeminizações por despedimento, aos subsídios de natal e de férias, às reformas para as quais descontaram e aos seus impostos vale o risco. Se o nosso futuro como comunidade e se a defesa do Estado Social que nos garantiu, apesar da nossa pobreza, uma vida um pouco mais digna (é comparar os números de há quarenta anos e de hoje) merece esta luta. Sendo certa uma coisa: se a greve de amanhã não se justifica, nenhuma outra se justificará.

O argumento contra a greve é sempre o mesmo. É sempre a mesma chantagem. Que ela só piorará a nossa economia. Que precisamos "é de trabalho". Aqueles que vivem à custa do nosso esforço, do nosso trabalho e dos nossos impostos contam com isso. Contam os que esperam reduções salariais - que, como se vê pela China, nunca nos permitirão competir com ninguém, porque lá no fundo do poço há sempre quem receba menos para produzir mais - para aumentar ainda mais a desigualdade no mais desigual dos países europeus. Contam os banqueiros, que fazem exigências ao governo para determinar as condições para receberem o dinheiro que os contribuintes pagarão com juros. Conta o governo, que entre a troika e os banqueiros, tem de escolher a quem cede, sem nunca passar pela cabeça ceder a quem trabalha. Porque se quem trabalha não mostra o poder que tem não tem poder nenhum. Não conta na equação de governos avençados a interesses. Governos que só se lembram de onde vem a sua legitimidade em campanhas eleitorais. Campanhas onde nos prometem o que não tencionam cumprir.

Na vida, nada se consegue sem luta. Tudo o que temos - do Serviço Nacional de Saúde à Escola Pública, do salário mínimo às férias e fins-de-semana - custou demasiado a muitos para desistirmos sem resistir. Foram criados porque os que vivem apenas do seu trabalho foram suficientemente corajosos para mostrar que sem eles não há paz social, não há produção, não há riqueza, não há lucro. Que eram e continuam a ser eles que criam a riqueza. De tempos em tempos isso tem de ser recordado.

Vivemos um momento histórico. Tudo está em causa. Os nossos direitos são tratados, por uma elite que vive numa redoma social, como privilégios. A nossa dignidade é tratada como um luxo. Não falta quem nos explique que é de cabeça baixa e em silêncio que sairemos desta crise. Cada um por si. Cada país por si, cada trabalhador por si, cada cidadão por si. Paralisados pelo medo que nos vendem em horário nobre. Nunca foi assim que nenhuma sociedade evolui.

A greve de amanhã não nos tirará da crise. Nem arruinará o País. Mas, se ela correr mal, é um sinal que damos. Um sinal de desistência e resignação. Na sexta-feira, se isso acontecesse, estaríamos todos mais desesperados, sozinhos e derrotados. Prontos para perder tudo o que conquistámos com muito mais esforço do que aquele que nos é pedido para esta greve. Às vezes, não trabalhar é a única forma de mostrar a quem tem poder que é do nosso trabalho que o seu poder depende. Espero, por isso, que corramos um décimo dos riscos que os trabalhadores de Yucheng correram. Pela mesma dignidade a que eles julgam ter direito. Quem falta nos momentos históricos não se pode queixar da história. Porque ela é feita por nós.

Amanhã, em solidariedade com a greve geral marcada pelas duas centrais sindicais, não escreverei neste espaço.

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Aguiadois não faz greve.
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:24 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Portugal está na bancarrota, muito por culpa de Sócrates,Louçã e Cpa.Na hora em que os Portugueses-todos os Portugueses -devem dar o exemplo,o trabalho e o contributo para recuperar Portugal e tirar de cá a troika, não faz sentido a greve,o cruzar dos braços e andarmos a meio da semana em passeata na Av.da Liberdade.
Não é para isto que se querem os Sindicatos, nem são estes,Carvalho da Silva e João Proença, os lideres de que precisa o movimento sindical.
Um dia os trabalhadores irão perceber que não é a cruzar os braços e embarcar nestas passeatas que os problemas se resolvem.
Alguém roubou o dinheiro do cofre,mas não foi este novo Governo de Passos Coelho, saído de umas eleições livres para salvar Portugal, reerguer a Pátria e reconstruir a esperança num amanhã .
 
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    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 2 pontos , 10:06 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:29 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
Agnosticamente (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
marcelanca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
Falbala (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:41 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
ricardodavid77 (seguir utilizador), 1 ponto , 4:07 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
    Re: Aguiadois não faz greve.    Ver comentário
Falbala (seguir utilizador), 1 ponto , 9:22 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
Inteligência
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 8:49 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Em qualquer acção humana, devemos fugir às emotividades e tentar pôr a cabecinha a pensar.

No exemplo que o cronista escolhe para justificar a greve está presente o erro e esses chineses, mesmo sem repressão, vai-lhes acontecer o mesmo que aconteceu na Opel da Azambuja. Perdem o emprego e a miséria espreita. Cá, pelo menos, tem subsídio.
Com a globalização, o capital ganhou uma dimensão universal, que lhes permite levantar a barraca e montar a fábrica onde haja menos chatices e a mão de obra seja mais barata.

Essa situação só pode ser alterada, conseguindo que as leis quer permitem isso sejam revogadas, estabelecer normas reguladoras dos mercados, dos movimentos de capital, estabelecer proteccionismos.
Tudo isso já existiu e o capital, comprando políticos, conseguiu o que queria.

Onde estão os partidos políticos com este tipo de abordagens no seu programa ???
Se não existem, é a altura de começarem a aparecer, porque é por aí que passa a solução, não pelas greves e pelas arruadas.
 
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istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 10:45 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Inteligência    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 11:33 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Greve geral aprender com a coragem de Yucheng
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:34 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,

um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante,
não se lembrando nem donde vem,
nem onde está,
nem para onde vai;
um povo, enfim,
que eu adoro,
porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso
da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro
de lagoa morta
Autor: Guerra Junqueiro,In Patria 1896

Alguém disse um dia que temos direito à indignação. Podemos discutir se não seria preferível uma manifestação ao fim de semana sem interromper e prejudicar a produção. Pessoalmente penso que sim, mas essa é mais uma opinião no meio de muitas outras e que vale o que vale ou coisa nenhuma. Eu direi ainda que temos direito a chorar quando nos cortam um dedo, como querem que fiquemos calados e não nos queiram deixar gritar, quando nos cortam a mão o braço. No governo pode mandar a Troika e a Senhora Merkel, mas em Portugal ainda mandam os portugueses. Já passamos por momentos muito mais difíceis como as invasões espanholas e francesas onde morria gente. Agora só temos de pagar uma divida.

http://www.youtube.com/wa...

http://www.youtube.com/wa...

 
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castanhinha (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:55 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Os sindicatos estão politizados e verifica-se que são sempre os mesmo a fazer greve que são aqueles que têm o emprego garantido e que agora estão a perder as regalias muito justas para eles mas numca fizeram greves para ajudar os outros que não têm as regalias deles.
Certos funcionarios públicos são o cancro deste país.
 
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Agnosticamente (seguir utilizador), 1 ponto , 15:27 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
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caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:52 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: DO    Ver comentário
Agnosticamente (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
    Re: DO    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:12 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
A bicharada do costume
amboiva (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:42 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Uma vez mais o "mar vermelho" foi convocado e está sendo manipulado, "aberto" e " fechado" a mando dos donos como sempre foi.
Mar Vermelho, Ataca-te a Ti Próprio e Leis de Deus continuam a ser os 3 Pilares Principais que suportam o milenar poder judaico.
Se derrubassem o bloqueio mental que começou na Bíblia e foi reforçado de mil formas, até mesmo com filmes "históricos" made in USA, outros suportes surgiriam automaticamente. Isto é como o Presépio, ainda que o Menino Jesus morresse logo nasceriam por toda a parte Gasparzinhos da Finança para ocuparem o Berço do Menino, e à volta do Bercinho estaria, lerda e mansa, a bicharada do costume.
 
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sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 22:44 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: A bicharada do costume    Ver comentário
amboiva (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
    Re: A bicharada do costume    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 22:58 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
Indignados mas solidários..isso sim
Vera Santorini (seguir utilizador), 1 ponto , 9:08 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
As pessoas que vivem do seu trabalho estão muito preocupadas e desesperadas com os cortes salariais, extinção de subsidios, ameaça de desemprego e não sabem como vão ter dinheiro para as despesas minimas necessárias para continuarem a viver dignamente. Há pessoas a passar fome , a dormir na rua, sem dinheiro para medicamentos..Temos todo o direito à indignação contra as medidas de austeridade mas a greve não vai resolver absolutamente nada, será uma pura perda de tempo e de dinheiro porque nesta altura do campeonato temos de nos deixar de folclores e tomar outras medidas muito mais sérias.Por exemplo ,seria muito mais importante organizarmo-nos ,exigir que fossemos informados com promenor sobre o montante exacto da divida, de quanto é o valor do emprestimo, de como estão a ser feitas as amortizações . Qualquer dia vão dizer-nos que o dinheiro não chegou, que a divida ainda é maior do que se pensava e a bancarrota está aí.Para que nos serve ir para a rua protestar ? Há alternativas para mandar a Troika embora?? Existe alguma forma milagrosa para enriquecermos de um momento para outro? É muito bonito em certos ciclos dizer-se que se vai fazer greve mas não é nada pragmático e não vai resolver literalmente nada. Fazer trabalho comunitário, alargar a distribuição de alimentos aos mais carenciados, prestar assistência aos doentes..é nos momentos de crise que as pessoas tem de ser mais solidárias e repartirem o que tem com quem nada tem.
 
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istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Indignados mas solidários..isso sim    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Greve geral
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 9:29 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Fazer uma greve geral por causa das medidas que estão a ser tomadas porque sem elas não haveri adinheiro para pagar os ordenados de quem vai fazer greve é, no mínimo, estúpido. E responsáveis incitarem á greve geral é, no mínimo, irresponsável.
Mas é com esta gente que temos de viver. A alternativa é emigrar.
 
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    Re: Greve geral    Ver comentário
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
    Re: Greve geral    Ver comentário
Agnosticamente (seguir utilizador), 1 ponto , 15:28 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Sonho molhado
sergio_fx (seguir utilizador), 1 ponto , 10:21 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Uma greve geral é o sonho molhado dos sindicalistas portugueses, que pouco se importam com a qualidade do trabalho e da remuneração dos trabalhadores. Apenas se preocupam por seguir as orientações partidárias de cada "central". Por essa razão é que as comissões de trabalhadores que melhor servem os seus representados corram, há muito, com as "toupeiras" dos partidos.
 
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istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 10:31 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
A minha solidariedade
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
com os trabalhadores portugueses em mais uma jornada de luta pelos seus direitos.
"se quem trabalha não mostra o poder que tem não tem poder nenhum. Não conta na equação de governos avençados a interesses."
 
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Portugal não é a China
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 10:55 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
E os trabalhadores das fábricas de sapatos portuguesas não fazem greve - Trabalham!

E os Portugueses podem, de 4 em 4 anos despedir os seus dirigentes e reduzir a votação em partidecos radicais, como o do escriba, em 50%. Coisa que os Chineses podem apenas ter à noite quando sonham.

Só faz greve em Portugal aqueles que sabem que não podem ser despedidos, nem que a sua empresa vai fechar.
 
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Está à vista a solução para os males do mundo
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Moral da história: é preciso acabar com esta meia dúzia de capitalistas que só pensam no lucro (Adidas, Nike, Steve Jobs, Bill Gates, Belmiro, etc.). Quando eles acabarem, finalmente o mundo entra nos eixos rumo à abundância e felicidade.
 
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Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 13:23 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
porreiro
anti-r (seguir utilizador), 1 ponto , 13:44 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Em qual canto do mundo quem sofre são sempre os trabalhadores, eu como português procuro sempre produtos portugueses mas infelizmente nem sempre se encontram, mas produtos de grandes marcas isso nunca compro. Aqui os políticos, principalmente os ditos de esquerda deviam dar o exemplo.
 
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Greve
bernard_de_noronha (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
É com muito gosto que venho trabalhar amanhã !!!
 
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Re: Greve geral: aprender com a coragem de Yuchen
clash (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Estou completamente de acordo com o conteúdo do artigo, Não se pode estar à espera que outros resolvam os nossos problemas e não é obrigatório que a participação na vida democrática tenha de ser necessariamente de cariz partidário. Cada indivíduo tem o direito de opinião, expressão e manifestação sem ser necessário que outros o digam por ele.O falso dilema dos prejuízos para a economia tem unicamente o objetivo de demover a população da defesa dos seus direitos, à guisa de lhe incutir a responsabilidade pelo eventual caos que provavelmente se seguirá. É o chamado conto do bandido. Mas atenção: já é tempo das associações sindicais e demais organizações de trabalhadores puxarem pela imaginação e diversificarem as formas de luta, que isto das greves e manifestações esporádicas tem um efeito limitado. Não menosprezem o poder das tecnologias de informação.
 
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W a GREVE
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 17:30 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
Oi Daniele,

Congratulo-me consigo por se abster de escrever amanhã neste espaço em sinal de solidariedade.

A greve é a única arma nas mãos dos trabalhadores e os patrões receiam isto como o diabo tem medo da Cruz.
Porque um dia de greve significa que a produção terá de ter uma baixa.
W (= viva) a greve e W quem a faz.

Santo Deus! Os patrões não sabem às quantas andam. Têm casas na praia, barcos,
e vão para os Caraíbas onde apanham banhos de sol, etc.

E os burros a trabalhar por eles nas fabricas.

Hoje em dia, em entrando em greve, vamos correr muitos riscos mas "E' o preço que se paga pela coerência e coragem" e "Na vida, nada se consegue sem luta".

Daniele,

Muitos Parabéns!

                            ἄѵϑος
     
 
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