18 de abril de 2014 às 0:59
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Faixa de Gaza: €3561 milhões para ajudar reconstrução

Diversos doadores internacionais prometeram hoje um total de 4,48 mil milhões de dólares para a reconstrução da Faixa de Gaza.
Maria Luiza Rolim, com agências
A última ofensiva israelita em Gaza provocou avultados estragos nas infraestruturas do território palestiniano Ali Ali/EPA A última ofensiva israelita em Gaza provocou avultados estragos nas infraestruturas do território palestiniano

O encontro em Charm el-Cheick foi positivo. Só os Estadis Unidos vão disponibilizar 900 milhões  de dólares (709 milhões de euros) para a reconstrução da Faixa de Gaza, mas a secretária de Estado Hillary Clinton condiciona a ajuda ao processo de paz.  

Países do Golfo Pérsico, EUA e a União Europeia figuram entre os principais doadores. A Espanha contribuirá com 180 milhões de euros, dos quais 90 milhões irão para a reconstrução da Faixa e o restante para ser aplicado pela Autoridade Palestiniana, entre outras coisas, no pagamento de salários aos seus funcionários em Gaza.  

Mais de 70 países enviaram representantes ao encontro de hoje em Charm el-Cheikh. Entre os quais o Brasil, que se comprometeu a doar 10 milhões de dólares para ajuda humanitária e reconstrução da zona que foi, recentemente, palco de violentos confrontos com o exército israelita.

O chefe da diplomacia egípcia Ahmed Aboul Gheit diz que o número está "além das expectativas" e acrescenta que alguns países recuperaram verbas que tinham prometido anteriormente mas nunca tinham chegado a entregar, o que elevou o total a 5,2 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros).  Aboul Gheit precisa que a ajuda vai ser disponibilizada ao longo de um período de dois anos. 

O ministro do Planeamento palestiniano, Samir Abdullah, refere que as verbas prometidas são destinada à ajuda humanitária e à reconstrução da Faixa de Gaza, assim como ao reforço do orçamento da Autoridade Palestiniana. No entanto, Abdullah diz não estar em condições de indicar quanto vai para o quê. 

O comunicado final da reunião, lido em conferência de imprensa pelo ministro egípcio, apela para a reabertura das fronteiras da Faixa de Gaza, bloqueadas desde que o Hamas tomou o controlo deste território em Junho de 2007. 

O texto também pede aos diferentes grupos palestinianos que intensifiquem os esforços para uma reconciliação e sublinha a necessidade de um cessar-fogo prolongado que substitua a frágil trégua em vigor desde 18 de Janeiro. 

A conferência de Charm el-Cheikh foi convocada para ajudar os palestinianos a reconstruírem Gaza depois da ofensiva militar israelita, que entre 27 de Dezembro e 18 de Janeiro fez cerca de 1.400 mortos e avultados estragos nas infra-estruturas do território.   

Comentários 4 Comentar
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Israelitas estragam; americanos e europeus pagam!!
Esta é a politica do século XX e XXI!
É pena é que não pague o Bush, o Aznar, o Barroso e o Blair.
Uns constroem outros destroem
As injustiças que vemos faz chorar as pedras da calçada, uns fanaticos terroristas contribuem p/ a destruiçao dum pseudo Pais (faixa de gaza), contribuem para a morte do seu povo e depois entram em cena os apziguadores abutres que contribuem com o negocio do armamento, retiram uma parte do bolo e ajudam a construir aquilo que directa ou indirectamente ajudaram a destruir, mas e as vidas dos inocentes que nao ha dinheiro que pague, que construam antes de destruir, que ajudem quem precisa sem antes os magoar, tantas altas individualidades reunidas neste mundo e nada fazem em prol da humanidade.
Continua a compensar...para alguns!e para nós??
Os EUA como principal fornecedor de armas a Israel á Europa ocidental e aos países mais ricos do Golfo pode pagar os tais 900 milhões de dólares que ainda lhes sobra uns trocos.
Para quem em 2007 aprovou um pacote de ajuda financeira de cerca de 30 mil milhões de usd a Israel a atribuir ao longo de 10 anos os tais 900 de indenização é para rir.
Só a venda de mísseis Patriot aos Emirados Árabes Unidos e ao Kuwait,(guerra do golfo) rendeu aos EUA cerca de 20 mil milhões de usd.
Como é sabido o armamento está constantemente a ser actualizado ou substituído por versões mais modernas também as munições têm de ser substituídas ou gastas visto que o seu prazo de validade em alguns casos não ultrapassa os 10 anos.
´Posto isto facilmente se verifica que os EUA vão continuar a ganhar biliões á custa da guerra.

Nós por cá também vamos pagar a factura e não bufar....isto se quisermos continuar a ter as sobras militares dos Americanos a preços módicos.

Viva a caridade
Umas guerrazitas fazem-se sempre geito aos poderosos. Primeiro mata-se. Depois ofertam-se as esmolas - com lágrimas, sorrisos e abraços - de reconstrução.
Viva a caridade!
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