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"A Justiça não pode ser espectáculo."

17:56 Sábado, 17 de outubro de 2009
António Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, sobre a Operação Furacão. 'Lusa', 17/09/2009.
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Justiça cega... e surda, e muda, e...

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O que fazer??
Tito D'alva (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:55 | Sábado, 17 de outubro de 2009
"A Justiça não pode ser espectáculo." Diz o Sr. bastonário da Ordem dos Advogados e, EU, concordo plenamente com esta frase mas... O Sr. António Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, nomalmente se comporta como um "mero entertaining"!!!
 
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Olha para o que diz ...
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 21:33 | Sábado, 17 de outubro de 2009
É isso mesmo Frei António Marinho Pinto TOMÁS.
 
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Qual Justiça?
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 12:19 | Domingo, 18 de outubro de 2009
Este simulacro que temos que protege os prevaricadores e torna as vítimas duplamente vítimas?

Está na hora de dizer basta!
Está na hora de ter coragem política e assumir o que todos já sabem e sentem na pele : a lei portuguesa tem de ser revista!

Sem complexos de ditadura ou de "parecem os tempos do antigamente".
O fantasma do regime totalitário fez-nos cair neste limbo, em que os legisladores se acobardam de defender a sociedade civil e as vítimas é que têm de provar até à exaustão que o foram.

As leis foram inventadas para defender e permitir a vida em comunidade.
As nossas estão desajustadas : mudem-se!

Defender o cidadão, prender e condenar gatunos não é ser ditador : é ser justo!
Meter na cadeia sem remorsos quem viola e assalta à mão armada não tem a ver com ditadura : é justiça!
Deportar quem veio para roubar e matar não é xenofobia, é justiça!
Haja coragem de o fazer.
 
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Justiça e Comunicação Social
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 2 pontos , 17:16 | Domingo, 18 de outubro de 2009
Há tempos atrás (2001) assisti a um congresso subordinado a este tema. Na altura estava lá o antecessor do Dr Marinho Pinto e outras figuras eminentes da Justiça portuguesa. Num dos painéis, um juíz de voz mansa, cujo nome não me recorda, disse, a propósito do tema, algo como o seguinte:
"uma decisão judicial é um acto de poder; um processo judicial é um exercício de poder; é por isso que tem de ser fundamentado: para que os cidadãos entendam porque motivo o Estado se mete desta ou daquela maneira na sua vida".
Dito com esta simplicidade, nunca tinha ouvido de ninguém. O orador explicava, a seguir, que a Comunicação Social tinha não só o direito como o dever de seguir, publicar e escrutinar as decisões judiciais e os processos judiciais: porque se destinava à Comunidade a que a Justiça serve e a quem deve se explicar.
Diz, e bem, o Dr Marinho Pinto que a Justiça não pode ser espectáculo. Penso que ele quer dizer que os operadores judiciários não devem dar espectáculo. Porém, que a Justiça tem de ser transparente, isso tem. É a única maneira de ela ver legitimado o poder que tem. Quanto mais aberta melhor.
PS: Este mesmo jornal publicou o relatório da PJ sobre o caso do Santa Maria. Trata-se de uma peça processual que, teoricamente, está em segredo de justiça. Perante um caso destes, o que o MP (ou a PJ) devia fazer era convocar uma conferência de imprensa para divulgar as conclusões a que chegou. Da maneira como está, o "segredo de Polichinelo" da justiça nem a ela serve!
 
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Marinho Pinto mesmo antes de ser Bastonário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 9:23 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009

dava "espectáculo" sempre que lhe era concedido tempo de antena .

Depois de ser eleito , o espectáculo continuou com ataques implacáveis aos que lhe fazem frente e ao que ele considera estar errado .

Bastonário precisa de dar o exemplo . Falar não chega .

Este Dr Marinho Pinto é um espectáculo ...
 
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Uma dúvida sem nada na manga
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Vou repisar só para o situar no tempo.

Quando das suas acusações, sobre como tramaram José Sócrates, disse que houve um denunciante, que reunido com a PJ e outros, combinaram o envio de uma carta anónima, para permitir que o denunciante se mantive-se... anónimo.

A sua reacção, além dos considerandos de cobarde para quem actua dessa forma ( para muita gente, a cobardia é uma forma de sobrevivência), mostrou-se escandalizado com o facto das autoridades, terem proposto o envio da tal carta.

Nesse mesmo dia, um canal de tv, entrevistou um elemento da PJ, penso que ligado ao sindicato, que com um ar espantado, comentou:

- Tanto a PJ, como a Procuradoria, quando recebemos uma denuncia, em que o denunciante não quer ser incomodado no decurso do processo, aconselhamos o envio de carta anónima.

Dúvidas a precisar de eventuais respostas:

1- tem conhecimento desta prática por parte da investigação (PJ e MP)?

    Se sim. - Porquê a indignação?
    Se não - Indigna-se com todos casos os que chegam ao seu conhecimento?

Acredite, não me interessa o "tal" assunto, só estranho, ter assistido à época, uma reacção de indignação e revolta e depois... nada. Silêncio total. Será que já não há investigações em curso, baseadas em cartas anónimas, combinadas com os investigadores?

Se num futuro, surgir a oportunidade, dê, por favor, uma "dica" elucidativa sobre a questão.
                                 
       
 
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Mas que Justiça?
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 1:20 | Domingo, 18 de outubro de 2009
Se a Justiça existir será concerteza a outro nível,no chamado" mundo platónico" se ele realmente existir. Eu,pessoalmente,gostaria que essa Justiça transcendente existisse,mas não sei...
Confunde-se actualmente o Direito com o conceito de Justiça.
A Justiça encarada como o encontrar a decisão justa para uma situação contenciosa,infelizmete,na realidade do dia a dia não existe. Só alguns visionários ou ingénuos é que ainda acreditam ,que com o sistema vastíssimo de leis muitas vezes contraditórias que andam sempre a ser alteradas consoante conveniências oportunísticas individuais ou de grupos sem respeitar os mais altos valores e princípios da Humanidade, poderia conduzir a situações em que fosse feita Justiça,quando a sua aplicação, para além de se gerir por moldes legais redutores e oportunistas, é aplicada subjectivamente disfarçada de linguagens articuladas pseudo- legalistas e,hoje,acrescidas ainda de psicologismos baratos da moda.
E pior do que isso,só sobrevive no sistema do Direito quem tiver muito dinheiro para suportar as custas de um processo longo que não seja entretanto despachado para arquivo.
Não se confunda a palavra Justiça com a palavra Direito que engloba o sistema desfazado de leis existentes e as instituições que aplicam essas leis.
Sejamos realistas,não nos iludamos a nós próprios e aos outros com "a crendices".
Eu gosto de acretitar que haverá Justiça,mas infelizmente não acredito no Direito pelas razões óbvias já expostas.
 
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    Re: Mas que Justiça?    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 21:44 | Domingo, 18 de outubro de 2009
    Re: Mas que Justiça?    Ver comentário
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Domingo, 18 de outubro de 2009
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