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2008 foi a oportunidade da esquerda. Demitiu-se e perdeu.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 22 de novembro de 2011

Quando, em 2008, a crise financeira rebentou e ficámos a saber até onde nos tinha levado a desregulação dos mercados financeiros, que iniciou a sua longa marcha no final dos anos 70, parecia ter-se estabelecido um consenso: a de que os Estados e as instituições internacionais em que estes estão integrados iriam voltar a assumir as suas obrigações. Que não nos deixaríamos levar para o buraco. Que as nossas vidas não voltariam a estar dependentes da ganância do casino.

De caminho, debatia-se - sobretudo nos Estados Unidos, mas esse debate também seria pertinente na Europa - a crescente desigualdade fiscal. Em 1979, 1% dos americanos mais ricos detinha 9% da riqueza, em 2007 detinha 23,5%. Entre 1949 e 1979, os 20% mais pobres aumentaram os seus rendimentos em 122% e os 20% mais ricos em 99%. Entre 1980 e 2009, os mais pobres perderam 4% e os mais ricos ganharam 55%. Esta crescente concentração de riqueza (não, o empobrecimento dos ocidentais não é geral nem resulta exclusivamente da abertura dos mercados às economias emergentes), nos países desenvolvidos, deu a uma pequena elite uma extraordinária capacidade de pressão junto dos governos. O que lhes garantiu políticas fiscais simpáticas e, assim, não contribuir para as contas públicas. Estava na altura de ajudarem a pagar a factura e voltarmos a redistribuir a riqueza - seja através de salários, seja através de impostos. Uma minoria vivia em cima das nossas possibilidades e isso deveria mudar.

Os bancos foram salvos com dinheiros públicos para, dizia-se, evitar o descalabro. Mas esse resgate veio com a convicção generalizada de que alguma coisa ia mudar. Não foi preciso esperar muito para que os mesmos que salvámos e que não tiveram de mudar um milímetro na sua forma de agir nos voltassem a bater à porta.

Os Estado e as famílias estavam endividados por anos de demissão fiscal dos mais ricos e de uma desigualdade na distribuição dos rendimentos da economia (entre 1979 e 2007, a produtividade nos EUA cresceu 80% e os salários apenas 8%, enquanto, entre 1949 e 1979, a produtividade aumentou 119% e os salários 79%), que teve de ser compensada pelos dinheiros públicos e pelo crédito. Havia ali uma oportunidade de negócio e os bancos, descapitalizados pelos seus próprios erros, voltaram-se para as dívidas soberanas. Era ali que estava o jogo onde poderiam ficar a ganhar. Salvos pelos Estados, estava na altura de esmifrarem os Estados.

Uma gigantesca máquina de propaganda conseguiu convencer as pessoas de que eram elas, e não quem andava a brincar com o seu dinheiro, que viviam acima das suas possibilidades. Que o Estado Social, que garantiu décadas de prosperidade e de desenvolvimento, era insustentável. E que o deveríamos sacrificar para garantir a sustentabilidade dos grupos financeiros. Que devíamos entregar a nossa segurança social aos fundos de pensões, para que eles possam jogar com ela. Que deveríamos pôr as empresas do Estado, que prestam serviço público, no mercado. Que deveríamos, tal como se fez com os mercados financeiros, desregulamentar o mercado de trabalho. Que tínhamos de baixar salários, aumentando ainda mais a desigualdade que se agravou nos últimos trinta anos. E que tínhamos de esmifrar o pouco que sobrava aos trabalhadores em impostos. Ou seja: que a melhor forma de sairmos desta crise era repetir em doses cavalares o que nos trouxe até ela. Porque o problema éramos nós. E o Estado, com o seu Serviço Nacional de Saúde, as escolas públicas para todos, as reformas que recebemos, as leis laborais que nos protegem do abuso. O Estado gordo e as nossas mordomias, portanto.

Onde esteve a esquerda nos últimos três anos? Aquela que tinha de ter aproveitado a oportunidade de 2008 para mudar a hegemonia do discurso? Que tinha de impor mudanças radicais na relação dos Estados com a economia? Que tinha de mudar esta construção de uma Europa que só tem harmonizado a destruição do contrato social que construímos no pós-guerra?

O centro-esquerda, no poder, limitou-se a aceitar o mal menor e nem se deu ao trabalho de contrariar com firmeza este embuste. Incapaz de assumir a agressividade de uma direita cada vez menos envergonhada, incapaz de combater os verdadeiros interesses instalados, incapaz de assumir uma ruptura, foi cedendo. Isto, quando como aconteceu na Grécia e em Portugal, não foram os socialistas a assinar os tratados de rendição. Depois de três décadas de apatia e colaboração ativa na construção deste cenário dantesco, demitiu-se.

Em Espanha - como em Portugal e na maioria dos países europeus - o centro-esquerda foi corrido do governo. O PSOE perde, em relação a 2008, 4,3 milhões de votos, mas o PP só ganha 550 mil. Os votos socialistas foram para a abstenção (que, no entanto, só subiu 2%) e, mais ainda, para outros partidos (PSOE e PP tinham 83% dos votos e passaram para 73%). A coragem de Zapatero para atacar tabus culturais e religiosos foi positiva. Mas esse era o combate contra uma velha Espanha em decadência. Faltou-lhe o mesmo arrojo na economia. Porque aí, do lado contrário, está o poder a sério. Que compra políticos ou os faz cair.

É verdade que o governo socialista espanhol é o 10º a cair na Europa. Mas tem sido a direita a ganhar no deve e haver eleitoral. E, se, há três anos, me dissessem que a direita seria quem iria tomar as rédeas do poder na Europa para nos fazer "sair da crise" e que teríamos homens da Goldman Sachs espalhados por governos e instituições europeias, diria que se tratava de excesso de pessimismo. Mas assim aconteceu. E nesta tragédia, socialistas e social-democratas europeus têm fortíssimas responsabilidades. Como se vê em Espanha, o eleitorado de esquerda não passou para o lado de lá. Apenas deixou de acreditar nos socialistas. E, lá e cá, quem os pode condenar?

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O Povo é de esquerda?
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 8:31 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Afinal o que é ser de esquerda, o que é isso de esquerda em Portugal?
Basta olhar para a Assembleia da REpública: os Deputados, da chamada esquerda ou direita,ganham o mesmo e aparentemente almoçam nos mesmo restaurantes.
A esquerda, quando está no Governo.veja-se o caso dos seis anos de Sócrates: aburguesou-se,passeava-se nos carros pretos de alta cilindrada ,deu cabo das finanças do País, foi posto no olho da rua em eleições e depois, para onde foi o chefe da esquerda,Sócrates? para Paris, hotel de 5 estrelas,um autêntico spa e reforma dourada na caixa.
O Povo Português é que não vai na conversa da esquerda ou direita: o que queria mesmo é que Portugal fosse governado por gente séria.
Bastava só isso.
 
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    Re: O Povo é de esquerda?    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:10 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Derrotado,Sócrates voltou p´ra' Covilhã?    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:41 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: O Povo é de esquerda?    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:27 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Sócrates,socialista do gambrinus    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:30 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: O Povo é de esquerda?    Ver comentário
a25131 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:30 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Sócrates até mentiu ao Parlamento    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:39 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: Sócrates até mentiu ao Parlamento    Ver comentário
a25131 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    O Louçã absolveu Sócrates,na Comissão,mas lerpou    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:38 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: O Povo é de esquerda?    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:05 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: O Povo é de esquerda?    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 9:05 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    "reaccionarismo"? chega-lhe,a teoria e a prática    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:36 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: Chega-lhe a teoria e a prática.    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    A abstenção ronda os 60%,em Portugal    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:35 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: A abstenção ronda os 60%,em Portugal    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 16:27 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:01 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Por algumas vezes estamos de acordo, pois o que temos tido são políticos de casino que nunca mexem no seu dinheiro.
Mas vemos que a política de esquerda que temos tido é do tipo oportunista e por vezes vigarista.
 
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    aguiadois não faz greve a 24 de Novembro    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:56 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Se calhar a esquerda não existe!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:46 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Estaria tentado a subscrever tudo aquilo que DO se propôs transmitir-nos através deste blog, não fosse o caso de eu conhecer desde os primórdios do 25 de Abril, mais propriamente desde os Acordos de Lusaca, o que a nossa esquerda socialista vale.
Ao longo dos 36 anos de regime democrático, vi a tal esquerda não comunista; essa ao menos é coerente com a maioria dos princípios que ditam a sua conduta de há muitas décadas a esta parte; a fazer tudo aquilo que criticaram na direita, de forma desastrosa diga-se, ao menos podiam ser perfeccionistas. Com retórica populista e demagógica, estilo: “os portugueses não são números, são pessoas”, ou “há mais vida para além do deficit”, “ criaremos numa legislatura 150.000 postos de trabalho”…
A esquerda caracterizou-se durante muitas décadas para os mais pobres e desfavorecidos, como a Esperança. Foi assim com quase todos nós e eu não fugi à regra.
Hoje vemos que essa esquerda é tão ao mais burguesa do que os congéneres da chamada direita. Basta recordarmo-nos como essa esquerda enriqueceu em Macau, eles que sempre foram anticolonialistas, como essa esquerda estilo Armando Vara, Jorge Coelho, Fernando Gomes se tornaram gestores de topo sem nunca terem sido nada na vida, para além de empregados do partido, para percebermos como tudo aquilo funciona.
Só há uma esquerda, a do PCP, cujo sector operário sempre controlou o partido em detrimento do sector intelectual, que aburguesando-se foi abandonando o partido.
O resto é mentira!
 
 
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    Re: Se calhar a esquerda não existe!    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:48 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: Se calhar a esquerda não existe!    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:23 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
    Re: Se calhar a esquerda não existe!    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:45 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
2008 foi a oportunidade da esquerda
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:11 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Poema aos homens constipados
 
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
 
  António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

Nota: Foi o melhor que encontrei para definir a esquerda e o seu estado de alma.
 
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Esquerda… esquerda, ora deixa cá ver
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:18 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Pensando bem, o único exemplo em Portugal de “prática” de esquerda, é o governo de Alberto João. O povo está satisfeito, porque o governo garante. O governo dá. A indicação da “esquerda” portuguesa, em que para sair da crise, basta investir, é a prática de AJJ

  O governo deita os foguetes, faz a festa e… outros apanham as canas

Qualquer oportunista que opte pela política, é esperto ao auto-intitular-se de esquerda. Pois se optar por se considerar de direita, falta-lhe o suporte moral para todas as traficâncias. A história não lhe perdoará. Perderá o direito de efígie em t-shirt

A história realça todos os criminosos da humanidade. Realça as características individuais. Todos os crimes praticados no Chile ou na Argentina pelas Juntas Militares, os nomes não só dos líderes é conhecido, como da maioria dos subalternos que tomaram decisões. O mesmo no nazismo. Todos foram “pisados” pela história

Faltava-lhes o suporte moral. Tal como a Inquisição que matava em nome de Deus. Os vários mandantes não passavam de executores da vontade Divina. Por isso, são celebrados ou ignorados

O criminoso de esquerda não age por maldade, egoísmo ou inveja: é movido pela ideologia

Se o PT brasileiro fosse de direita, todos os corruptos seriam diariamente escalpelizados pelos media

Há regimes que se respaldam na ideologia de esquerda, na justificação de todas as fraudes, todos os crimes. Por vezes, basta pertencer à Internacional Socialista para garantir “compreensão"
 
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    (2) Esquerda… esquerda, ora deixa cá ver    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:22 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Decadência em Espanhol diz-se "ZAPATERO"
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 9:17 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
A coragem de Zapatero para atacar tabus culturais e religiosos foi positiva. Mas esse era o combate contra uma velha Espanha em decadência.

José Luiz "Amigo de Bin Laden" Zapatero estava atacado pelo "Esquerdismo de cartilha" que acha que destruindo todos os valores emergirá uma nova sociedade mais justa. Zapatero achava que destruindo o que ele achava serem "velhos valores", os espanhóis ficariam tão ricos quanto os alemães no dia seguinte. Como em 1995o Cavaco achava que mudando a hora, os portugueses iam vier como os alemães.

Ao destruir aquilo que na sua cabeça era uma Espanha Decadente, atirou a Espanha para a sua maior crise desde 1936.
 
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    É caso para dizer...    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 15:32 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011
e agora...
Jolitras (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
há-de ser a vez da direita e tudo há-de seguir seu rumo por igual.. enquanto não admitirem que são os partidos únicos que governam este mundo.. que não há nem esquerda nem direita.. que republicanos são iguais a democratas, que socialistas iguias a populares, que socialista iguais a social-democratas e por aí fora... nada feito..

http://barbarraridades.bl...
 
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    Re: e agora...    Ver comentário
amboiva (seguir utilizador), 1 ponto , 13:30 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
left hand side
Maxx (seguir utilizador), 1 ponto , 11:01 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Desde sempre fui convidado para festas na JD, na JC, na JS e na JP... eu lembro-me bem quem me convidava para qual e como era o ambiente em cada uma... passados 25 anos ainda encontro e converso com os mesmos que iam às mesmas festas, tudo para chegar-mos sempre à mesma conclusão... independentemente do partido que cada um escolheu o objectivo sempre foi ter uma vida boa, ao invés de quem escolheu partido para fazer vida, apenas procurava boa vida...
 
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Nenhum Homem é uma Ilha Isolada
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Terça feira, 22 de novembro de 2011

Ontem dei com a poesia por John Donne "Nenhum Homem é uma Ilha Isolada".

Grande foi a minha maravilha já que isto foi o título do tema, que a professora de italiano nos atribui quando eu frequentava a segunda classe do Comercial.

Alguns podem dizer: "E tudo isto, o que tem a ver com o assunto de hoje?".
"Oh, tem a vem!!!"

Se todos os homens amassem uns aos outros, não haveria guerras, corrupção etc. tanto que os jornais, as TVs, em poucas palavras: os mass media desapareciam por completo não tendo noticias a dar.

Mas o Paraíso Terrestre não existe e aqui na terra só existe o Inferno com a predominância do ódio, que é o pior sentimento de todos porque separa, divide e torna a gente inimiga.

ἄѵϑος

Ora coloco abaixo a poesia do poeta inglês:

                      Nenhum Homem é uma Ilha Isolada

                                    Meditação 17 (tradução)

                                                        (trecho)

Nenhum homem é uma ilha,
isolado em si mesmo;
todo homem é um pedaço do continente,
uma parte da terra firme.
Se um torrão de terra for levado pelo mar,
a Europa fica diminuída,
como se fosse um promontório,
como se fosse o solar dos teus amigos
ou o teu próprio;
a morte de qualquer homem me diminui,
porque sou parte do gênero humano,
e por isso não me perguntes
por quem os sinos dobram;
eles dobram por ti.

(John Donne – Meditation XVII)
 
 
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Somos burros
NMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Se esta análise económica sobre as causas da crise estivesse correcta (ganância dos bancos e concentração de capital), então como se explica que os povos europeus, entre os quais os portugueses e espanhóis, votem à direita massivamente naqueles que, em teoria, favorecem o capital e são contra o Estado social? A não ser que os povos sejam todos burros. Parece que temos mesmo que dar razão àquele comunista que dizia que o comunismo era bom, mas não resultou porque o povo é que não prestava.
 
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    Re: Somos burros    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Esquerda
bernard_de_noronha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:40 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
O que é isso da Esquerda .
Já não é correcto comer criancinhas ....
 
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Esquerda, direita ... mas o que é isso?
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , 13:26 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Estaremos na tropa? Ah, já sei, a esquerda são aqueles tipos que acham que têm o monopólio da defesa dos coitadinhos!!! Lamento, mas já perderam tal monopólio. A direita dita civilizada também os defende. Reinventem-se!
 
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Não podia estar mais de acordo!
Yukon (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Caro Daniel, não podia estar mais de acordo. Na verdade penso que um facto que teve muita importância e que fez baixar a guarda/pro-actividade da "esquerda" foi ter confiado na eleição de Obama nos EUA. Com essa mudança e como discurso que levava que finalmente as coisas iam mudar: tinha-se aprendido a lição. Com a nomeação da equipa económica percebeu-se de imediato que nenhuma mudança radical ia ter lugar. Obama deve ter sido aconselhado a não mudar um mm a política relativamente às instituições e mercados financeiros já que isso seria o mesmo que levar os EUA à bancarrota. A "esquerda" e a Europa em particular não deveriam ter permitido, pois já se poderia antever que a Banca mal pudesse voltava ao mesmo. Este é um circulo vicioso e sabemos que o preço a pagar pela sua reforma vai levar à falência de muitas, muitas instituições financeiras. Como o alcance dessa hecatombe não pode ser estimado, preferem assar-nos em lume brando.
 
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Baider-Meinhof é que sabe!
MárioJTAlmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Lá vem o Daniel Oliveira outra vez chorar lágrimas de crocodilo pelo Estado Social.

Os Estados Sociais na Europa são todos AAA. Os que gostariam de ser é que não. Não é Estado Social quem quer, só quem pode.

Como é que os mercados gostam tanto dos Estados Sociais e ao mesmo tempo pretendem destruí-los?

As RAF e as BV deram a resposta logo após o Maio de 68. O Estado Social é uma construção fascista neoliberal.

O Daniel Oliveira não gosta do Estado Social. Descobriu é que defendê-lo até à insanidade é a melhor forma de acabar com ele.
 
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Auto da Barca dos Vermelhos!
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:20 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Frei Daniel parece esquecer que as vezes em que esquerda se perfilou toda lampeira como candidata a vencedora da História, foram “n”. Enquanto o farol brilhou no topo do Kremlin, sempre que o odioso Capitalismo parecia vacilar, lá vinham os discípulos do profeta badalar aos quatro ventos a sua derrota eminente e a vitória redentora de messianismos científicos. Mas passadas tormentas e calmarias o farol vermelho perdeu a chama, e um outro passou a brilhar com uma outra cor e intensidade, mais a oriente. Por lá, depois da "Reforma e Abertura", chegou-se à brilhante conclusão, “Sem Dinheiro não pode haver Revolução !!”
 
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